quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Utopia de um "evangélico" revoltado.


   Enojado com toda essa pompa e glamour criados em torno do nome de Deus, gostaria de compartilhar  minha revolta com respeito ao "culto show" em que se transformou o que a gente costuma chamar de "igreja evangélica".

Será que para realizar a obra de Deus precisamos de um palco para depositar músicos que tocam e fazem performances para uma platéia eletrizada erguer mãos, aplaudir e se emocionar?  Será que precisamos de luzes, cores, adornos e profissionais de mídia para servir ao Senhor? Será que um orador treinado, afiado no vernáculo e hábil em citações da literatura brasileira faz tanta falta assim em nossos púlpitos? Será que precisamos de CDs, DVDs e uma série de aparatos comerciais para divulgar nossa fé? Será que precisamos de Bíblia da Mulher, do Homem, do Adolescente,  da Vovó, do Bebê, etc.etc... para conhecermos mais e melhor à Deus? Será que precisamos realmente de prédios caros e aparelhados e climatizados para ministrar as reais necessidades das pessoas? Se um dos apóstolos retornasse a Terra e entrasse em uma de nossas igrejas no "ápice" do que vulgarmente chamamos de "adoração", o que diria? O que faria? 
Tenho pensado muito sobre a "essência", o que seria, nos dizeres de Leonard Boff *, "o mínimo do mínimo" para que um ajuntamento pudesse ser considerado Igreja. Disse Jesus: "onde houverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali estou eu, no meio deles". Cristo basta. E para uma "igreja" onde há tanto pecado, tanta vaidade, tanta competição, tanta inveja, hipocrisia, exibicionismo, materialismo, fanatismo e misticismo, falta Cristo. Falta a essência. Falta tudo.
Talvez nem uma nova Reforma bastaria. O que a igreja evangélica talvez esteja precisando é de uma ressurreição.

*Teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. É respeitado pela sua história de defesa pelas causas sociais e atualmente debate também questões ambientais. Fonte Wickipédia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Aprenda a viver em paz.

     Paz não é um sentimento "zen". É um aprendizado. Não está relacionada ao temperamento ou personalidade,  mas ao caráter. É fato que, uma vez gerado um conflito, a conciliação é uma necessidade. Mas quando ela não ocorre, a prática da paz pode ser unilateral. Afinal, "quando um não quer, dois não brigam".
     Paz na família é possível, desde que os relacionamentos sejam prioridade. Infelizmente quando mais tecnologia temos em casa, mas afastados e isolados estamos. A imagem da "nona" colocando os quitutes sobre a mesa rodeada de parentes famintos ficou pra história. Hoje, com o microondas e os produtos congelados, cada um "se vira" e em horários diferentes. As conversas ao redor da mesa, ou na sala de estar, são raridade. Os smartfones e tablets mantém todos conectados e ao mesmo tempo silenciados num mesmo endereço.
     Paz nos círculos de relacionamento é possível, desde que respeitemos os limites impostos por cada um. Respeito é  uma atitude em falta hoje em dia. Consideração à idade, experiência e até conhecimento adquirido é necessário para se viver em paz. Creio que  nos relacionamentos interpessoais, o que mais deveríamos cultivar é a admiração. Quando um ambiente de conflito começar a se delinear, bom é que cada um saiba quem é e fique no "seu quadrado", ouvindo mais e falando menos, a fim de pautar a conversação nos alicerces da bondade e longanimidade.
     A paz social depende do entendimento de que somos diferentes, e admitir essas diferenças é fundamental. Muitas vezes vemos nas diferenças, ameaças. Diferenças de raça, religião, posição social ou nível de escolaridade não devem constituir barreiras para o desenvolvimento de uma boa amizade. Se nas diferenças pudermos "permutar" idéias e ideais, prevaleceremos contra a violência e promoveremos uma paz verdadeira.
     Finalmente, não poderia deixar de falar sobre o Príncipe da Paz: JESUS. O judeu que veio trazer um tipo de paz até então desconhecida: a paz com Deus (Romanos 5:1). Ser um pacificador, em primeiro lugar, é estar em aliança com Deus, por meio de Cristo (S.João 14:6), por meio de arrependimento de pecados e fé. Assim sendo, a paz fluirá com um rio e abençoará lares, gerações inteiras e muitas  nações.
     Mais do que um sentimento de tranquilidade e harmonia, paz  é algo que deve ser aprendido. Pratique a paz!

Aprenda a lidar com as ofensas.

      Receber uma ofensa não é o fim do mundo (estamos em 2015!). Já fui ofendido o bastante para estar sepultado pela avalanche de lama e detritos que me lançaram. Mas sobrevivi. Com o tempo percebi que viver é sofrer impactos. Precisamos entender que, em nossa imperfeição, ocasionalmente,  atrairemos a ira das pessoas. Desista de tentar agradar todo mundo. Ninguém até hoje passou incólume diante de críticas ácidas, calúnias e difamações.
     Em segundo lugar, é importante entender que a filosofia das ofensas é neutralizar nossa simplicidade e pureza. Estar sob ofensa é estar sendo chamado pra briga, não com o propósito da contenda em si, mas de macular nosso caráter. Integro é aquele que desenvolve o equilíbrio necessário para não ceder a provocação e continuar sendo quem sempre foi.
     Por último, lembre-se que revidar uma ofensa pode até fazer bem ao ego (momentaneamente) mas irá provocar um ciclo de réplica e tréplica, drenando nossas energias e promovendo uma imagem distorcida de quem somos ou desejamos ser. Aliás, estamos sendo filmados a todo instante e pessoas que eram excelentes amigos e companheiros de jornada, contemplando nossa explosão de revanche, perderão mais uma referência de vida. Não que precisamos ser "múmias paraliticas" para manter as aparências. Pelo contrário. Expressar sentimentos é saudável. Mas mais saudável ainda é lembrar as palavras bíblicas: "Quando vocês ficarem irados, não pequem". Apazigüem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo (Efésios 4:26.27).
     E não se esqueça: A beleza do Planeta Terra se deve à mão criadora de Deus e também a fúria dos impactos de imensos asteroides que desabaram por aqui. Da mesma forma, seu caráter será cada vez mais lindo se a mão de Deus agir em seu interior e você entender que os impactos das ofensas estão aí para te tornar cada dia melhor.
     Beijos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Amigo de Deus? Ah...conta outra.

     Cresce na literatura religiosa a ideia de que podemos e devemos ser "amigos de Deus". Fico a pensar o que de fato esta ideia representa para a maioria das pessoas que consome tal literatura. Seria, digamos...chamar Deus de você? Convidá-lo para jantar? Jogar cartas com a Divindade? Fala-se muito sobre Deus, mas pouco se sabe sobre sua Pessoa. Isso por que as religiões divergem em seus conceitos e dogmas, a história da igreja está manchada com escândalos escabrosos e muitas interrogações ainda estão para serem equacionadas e resolvidas. Mas em meio a tais confusões, acredito que posso sugerir o que seria esta tal "amizade com Deus".
     Primeiramente, parece que não depende de mim. Não basta eu querer ser amigo dEle. Do pouco que conheço das Escrituras, parece que o Livro Santo revela um Deus que decide, do céu, quem serão seus amigos. Jesus Deixou isso claro ao dizer  "já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.  Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome" (S. João 15:15,16). Além disso, deixa claro: "Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno" (S.João 15:14).
     Em segundo lugar, esta amizade não sugere fanfarrice ou "bisbilhotagem". Abraão, aquele que é chamado de "o pai da fé", também é chamado nas Escrituras de "amigo de Deus", e ao que parece, chegou ao ponto de sacrificar seu próprio filho por amor e fidelidade à Deus. E o que dizer de Enoque, que "andou com Deus e não foi mais encontrado na Terra porquanto Deus o levou para si (?)" conforme Gênesis 5:24.
É como disse um certo amigo meu: os cristãos não tem medo de morrer, mas também não tem pressa.
     Finalmente, acredito que a dita amizade com Deus tem lá seu lado informal. Paulo (alguém duvida da sua amizade com o "Cara" lá em cima?) foi dar um passeio no terceiro andar do  céu e voltou, sem condições de narrar o que viu (2a. Co 12:2). Vejo que Deus leva mesmo essa amizade a sério!      
     Mas...brincadeiras à parte, deixei de ver Deus como um "Cara" distante, idoso, estressado e pronto a punir os mais minúsculos pecados, para entendê-lo com alguém que busca relacionamento, preservando seu caráter Santo, Integro e Amoroso. Ele não entra na minha. Eu é que devo me alinhar à dEle, considerá-lo Sábio, Perfeito e Misericordioso, para então ir me amoldando à sua imagem. Afinal de contas, correto é o ditado: "diga-me com que andas, e te direi quem és". 
sergiomarcos59@hotmail.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Luxúria - Davi, pós moderno.



Principal empresário de sua região, Davi reuniu seu staff na empresa e comunicou  a necessidade de um afastamento de 50 dias, para aliviar o stress. Recomendação médica (?). Concedido, foi para casa e iniciou um tempo de ociosidade planejada e “merecida”, afinal, o mundo dos negócios virou uma verdadeira "guerra".
Facebook
Após alguns dias, sentou-se a frente de seu note-book e ficou zapeando. Religioso que era, limitou-se a permanecer em sites de conteúdo ligth, mas acabou no facebook onde encontrou (imagine) uma moça que havia encontrado certa vez  nos corredores da empresa. A foto do perfil mostrava o rosto quase perfeito da “princesa” e Davi foi direto aos álbuns de fotos. Depois de mais de uma hora, ouviu um barulho vindo do hall de entrada e desligou rapidamente o aparelho.  Seria sua esposa? Ufa! Apenas um susto. Voltou para o seu quarto e continuou a navegação.

Adrenalina.
Depois de degustar as mais variadas fotos , 127 ao todo, voltou ao perfil daquela “deusa” e descobriu que era esposa de um de seus gerentes. E agora? Ele precisava manifestar o interesse que lhe fora despertado, mas de modo sutil. Escolheu as fotos mais, digamos... comportadas, e clicou em “curtir”. Dai em diante passou a frequentar a página da moça várias vezes por... DIA !!! 
Numa noite fria, já passava das 00h30, Davi percebeu no ícone de "mensagem" um recado. Sua adrenalina foi a mil e quase não conseguiu clicar, pois tremia de ansiedade. Na caixinha de diálogo havia apenas uma minúscula palavra mas de um conteúdo intensamente sensual: “- Oi”.

Curtindo adoidado.
Trêmulo, levantou-se, foi a cozinha, abriu a geladeira, pegou uma garrafa de vinho branco e tomou um copo inteiro...andou pra lá e pra cá... voltou à frente de seu note book e respondeu com outro delicado “oi”. O que se seguiu  foram dias e dias trocando mensagens, curtindo e trocando fotos  até que ela mencionou o fato de seu esposo haver sido enviado para Singapura à negócios. 
Davi "pirou". Voltou a geladeira, tomou outro copo  de vinho (aliás, dois)... suas pernas tremiam... foi ao notebook e desligou-o rapidamente. Tentou dormir e não conseguiu. Ficou três dias longe do computador, mas não resistiu.  Voltou numa noite de sexta, viu no aplicativo de localização que ela havia saído de casa dirigindo-se a um shopping e enviou uma mensagem de texto ao seu celular: “ – onde vc está?” A resposta demorou insuportáveis 3 minutos e então veio o retorno: ”estou em frente à sorveteria”. Foi assim que Davi saciou sua luxúria.

E agora?
Semanas depois a situação ficou tenebrosa: “estou gra...” apareceu em seu celular  num jantar de família. No "vibra", é lógico. Levantou-se discretamente e foi até a varanda de seu apartamento. Uma cobertura num bairro nobre. Sua cabeça girava...o que fazer? “- Chutar o balde e assumir o que fiz...”, pensou.  Duro era ter que lidar com o marido quando retornasse...mas... “- espera aí”...pensou. “- Sou o presidente da empresa e posso fazer com que algumas coisas aconteçam sem chamar a atenção”.  

Mexendo os “pauzinhos”
Retornou imediatamente ao trabalho, reuniu a diretoria e sugeriu enfaticamente que postergassem o retorno do gerente em Singapura. “- Impossível”, disse um dos diretores. “- Ele já está em Miami, pronto para embarcar para o Brasil”. Davi pensou rápido: “-Vocês precisam conhecer melhor esse cara”, e passou a fazer algumas calúnias até que resolveram dar-lhe 15 dias de férias. Davi pensou: “Isso! Quem sabe agora ele volta para casa e a situação fica encoberta”. Mas o fulano retornou doente, foi internado sem ter qualquer contato com a esposa. Davi desesperou-se e fez uma loucura. Arrumou um jeito de demiti-lo. Algo difícil, pois ele havia ganhado três prêmios de Gerente Eficaz, tinha reputação de bom chefe de família e era o sobrinho preferido de um dos diretores.

Para encurtar a história.
Sua autoridade de presidente prevaleceu, no entanto a vida lhe reservaria alguns revezes.  O gerente entrou em depressão e veio a sofrer um enfarto. A criança nasceu morta. O caso ganhou ampla repercussão e sua reputação foi manchada. Seus filhos viveram o resto da vida às turras, dois vieram a falecer de modo trágico e sua aventura sexual lhe redeu perdas e danos irreparáveis. Arrependido, após receber “uma dura” de um de seus melhores amigos, encontrou o perdão de Deus, mas arcou com amargas consequências de seus atos pelo resto de sua vida.
Moral da história: procure ser a pessoa certa, no lugar certo, fazendo a coisa certa, caso contrário, as consequências serão implacáveis.
"O salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito que Deus dá é vida eterna. O que o homem semear isso colherá. Que semear segundo os desejos da natureza humana, colherá perturbação, mas o que semear de acordo com o Espírito Santo. há de colher a eternidade. Há caminhos que a nós parece certo, mas no final, acamba dando em morte" ( Rm 6:23 - Gl 6:8 - Pv 14:12 - Bíblia).

(ADAPTADO - Encontre a versão original desta história na Bíblia em 2ª Samuel 11,12)

sergiomarcos59@hotmail.com

OBS: O Deus cristão é misericordioso e perdoador, mas a sociedade em que vivemos, não. A história do Davi bíblico é um espectro registrada no história que já se repetiu em maior ou menor grau ao longo da saga humana. Bem faremos se atentarmos para esse testemunho silencioso e jamais trocarmos momentos de prazer por uma reputação que nos fará bem ao longo de toda nossa existência.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Eleições municipais: como fazer uma campanha limpa.


Em primeiro lugar o candidato tem que ser limpo. Um “ficha suja” não faz campanha limpa. Que limpe primeiro seu nome, refaça sua reputação, e só então se candidate. Isso pode levar alguns anos. E daí? Estamos fartos de gente que aparece durante a campanha eleitoral com carinha de santo. Será que é por isso que chamam os panfletos eleitorais de “santinho”?

Em segundo lugar, uma campanha limpa se faz com dinheiro limpo. Não lavado, é claro. Limpo de verdade. De fonte limpa. Geralmente não se sabe se o “cacife” do candidato é digno ou “bombado”. Infelizmente só vamos ficar sabendo depois. Mas o quanto pudermos suspeitar (onde há fumaça há fogo), sejamos espertos. Simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.

Campanha limpa se faz com propostas concretas, exeqüíveis, mensuráveis e não absurdas. Os candidatos  prometem o que eu povo quer e fazem de tudo para serem eleitos. Depois vem com aquela desculpinha fajuta: “ – tive que refazer os planos, pois me passaram informações equivocadas... não depende apenas de mim... infelizmente teremos que esperar mais um pouco” ...e por aí vai.

Campanha limpa se faz com simplicidade, contato pessoal (não fingido) e um discurso moderado, prudente. Cuidado com candidatos que “compram” seu voto. Alguns são tão hábeis em fazer isso que você se vende sem perceber que sua dignidade de cidadão foi vilipendiada.

Finalmente, campanha limpa não se faz jogando lama nos adversários. Fico enojado com quem faz isso. A baixaria nas eleições é aviltante. 
“- Ele não presta porque matou passarinho na infância”, “não votem nele por que fumou maconha quando fazia o Tiro de Guerra”, e por aí vai. 
Meu Deus. Construa uma campanha baseada no que você tem a oferecer e não nos podres que seus adversários tentam esconder. Todos temos janela de vidro e eleitor que se presa, não entra nessa. Um candidato que “mete o pau” nos concorrentes é porque não tem muito a dizer a seu próprio favor.

            Acompanhe a campanha dos candidatos com atenção e use a arma do voto para o bem de nosso povo e nossa cidade.

Sergiomarcos59@hotmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Igrejas "on-line". Nada contra, mas...

Taí uma coisa que deu certo: igrejas "on-line". 
O "incuravelmente religioso" ser humano não poderia ficar sem essa, afinal, a internet é uma bênção ou não é?

     Não discutirei a validade e a intenção dos ditos "cultos on-line", mas receio que estejamos diante de algo que poderá afetar o cerne do cristianismo bíblico.

     Vejo muita vantagem em usar a internet para propagar valores cristãos, no entanto suspeito que alguns poderão se auto enganar com a ideia de que o culto (ou igreja) "on-line" é uma alternativa viável e confiável para o desenvolvimento espiritual.

    O mundo virtual é  cativante e nos mantém numa distância confortável de tudo que seja comprometedor. É como se adquiríssemos uma outra identidade, uma passaporte para transitar livremente curtindo o melhor dos relacionamentos sem aquela parte amarga de ter que se desculpar, pedir perdão, perdoar e conviver com certas  "caras e bocas".

     Na igreja virtual curto a mensagem, os louvores e ao mesmo tempo consulto meu facebook, checo e-mails, entre um e outro "aleluia". Se o sermão estiver chato, abaixo o volume e vejo alguma loja virtual ou me distraio conferindo as notícias do momento.

     Se você é adepto da igreja on-line e acha que estou exagerando, não perde por esperar. Mais cedo ou mais tarde vai perceber que eu tinha razão.
     Não abro mão do culto em uma igreja local por várias razões. Primeiramente porque não sou um homem virtual, sou real, nasci de uma placenta real, fui amamentado em seios reais e dormi num berço de madeira de verdade. 
     Em segundo lugar porque anseio toque, abraço, o encantamento de um aperto de mão. Sinto-me bem ao perceber que o pregador me nota  no recinto, dirigindo-se a mim por me conhecer pelo nome - ou seja: anseio por uma vida de pessoalidade.

     Igrejas on-line, em meu ponto de vista, não servem nem para quem está hospitalizado ou enfermo. O que estas pessoas precisam é de uma visita de uma pessoal real, que lhe chame pelo nome e chore com ela a sua dor, a sua perda, a sua carência. 
     Em suma: igrejas virtuais ou "on-line" são ótimas para divulgar uma marca, para dar aos seus protagonistas a sensação de que estão "no ar" e compartilhar com outras igrejas virtuais sua bela performance. Suspeito que haja algum valor em se ter um culto on-line, mas ainda não fui convencido de sua real necessidade.
     Nada contra...mas...

Livro CIDADE VIVA foi lançado em Santa Rita.

No ultimo dia 04 de Março, no Anfiteatro do Centro Cultural Mário Covas foi realizado o lançamento oficial do livro CIDADE VIVA de autoria d...