sexta-feira, 25 de julho de 2014

Razões para não visitar o "Templo de Salomão" da IURD.

     
     Em primeiro lugar, não quero aqui bancar o franco atirador e fazer crítica pela crítica. Tenho que admitir que a IURD, em termos numéricos, é um dos principais fenômenos religiosos do país, possui uma invejável rede de telecomunicações, promove obras sociais de peso e, acredito, contribui para a melhoria de condições de vida (material) de inúmeros brasileiros.

     O prédio que recebeu o nome de "Templo de Salomão" é uma bela tentativa de reproduzir uma réplica do original, ocupa um espaço físico imenso na maior capital de América Latina, parece ter sido bem construído e tem tudo para se tornar um dos cartões postais da capital paulista.

     No entanto, para um autêntico cristão, cuja fé se fundamenta na doutrina dos apóstolos e dos profetas e que valoriza os mais dois mil anos de história do cristianismo, há  importantes razões para não fazer a visita.

1) O Verdadeiro Templo foi construído por revelação do Deus de Israel que indicou o local exato para sua construção  onde cada detalhe apontava para Jesus Cristo, a revelação  máxima da divindade. O tal prédio da IURD não faz o menor sentido para Deus e não é "lugar sagrado" como preconizam seus líderes. O próprio Jesus afirmou: "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei eu, no meio deles" ( Mt 18:20). Lugar sagrado é todo e qualquer lugar onde cristãos se reunirem para adorar a Deus.

2) O próprio Jesus Cristo afirmou ser, ele mesmo, o Templo de Deus. Num debate com seus opositores, narrado por São João, lemos: "Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.  Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?  Mas ele falava do templo do seu corpo.  Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito" (Jo 2:19 à 22). 
     Para Deus, o Templo israelita foi uma construção profética cujo cumprimento se deu na escarnação do Verbo, Jesus (João 1:1,14).

3) O apóstolo Paulo afirmou que o Templo de Salomão era o Templo de Deus, além de apontar para Cristo, em segunda instância, aponta para todo cristão verdadeiro: "Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário (templo) do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês"(1a Co 6:19,20)
     Ou seja, construir um prédio dizendo que Deus está ali é uma heresia grosseira contra um Deus que decidiu habitar no coração de cada cristão regenerado fazendo de seu corpo, um local sagrado.

4) O judaísmo é uma religião ligada a uma tradição nacional, uma raça distinta, com história, cultura, costumes e práticas . A comunidade judaica vê com suspeita a mega construção Iurdiana e, em alguns casos, com certo desdém e até revolta. Para os tais, as reais intenções para esta construção não são santas. 

     Talvez haja muitas razões para não ir, mas se as que apontei acima não forem suficientes, saiba que para visitar o tal lugar, é preciso ir a uma igreja Universal (!) e comprar o ingresso a preço de R$ 45,00. Pelo jeito, não é para qualquer um.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Religião e espiritualidade: alguma diferença?

   
Recentemente, (coisa de uns 10 anos) artigos e vídeos começaram a explodir na internet com conteúdo que execrava a religião, enaltecendo a espiritualidade. É difícil definir com precisão a diferença entre ambos os termos, apenas pela etimologia. Convém entendermos o sentido histórico e só então avaliarmos o peso semântico, seu uso no contexto atual.

     Tradicionalmente, a religião ficou conhecida como "a religação" entre o homem pecador e o Deus Santo. Num sentido cristão, só há uma forma desta "religação" ser processada: por meio do sacrifício vicário e substitutivo, realizado por Jesus Cristo na cruz.


     Na história do cristianismo, o termo "religião" foi usado como "conjunto de crenças e práticas que definiam uma comunidade", em seus relacionamentos com Deus e uns para com os outros. Significava "a intensidade do fiel (ou crente) com respeito a este corpo de crenças". A ela se unia termos como: liturgia, devoção, costumes e hábitos, etc.


     Atualmente, após o desgaste dos termos e o enfraquecimento da instituições,  as expressões estão sendo redefinidas e nem todos estão acompanhando esse processo.


     O cristianismo perdeu muito com a institucionalização da igreja, desde Constantino (século IV) , quando deixou a singeleza e simplicidade dos lares e ganhou as catedrais e as basílicas suntuosas. Nem mesmo a Reforma Protestante  (século XVI) conseguiu um retorno  ao cristianismo primitivo. Resgatou-se a doutrina da "justificação pela fé" e alguns aspectos litúrgicos, mas, no geral, pouco se fez para que o cristianismo se livrasse das amarras do sincretismo e da separação entre clero e laicato e do conceito "templista" de religião.  


     Hoje, com os escândalos protagonizados por padres, pastores e líderes em geral  a religião, entendida como instituição, é vista com suspeita. Cresce o número dos que se definem cristãos/evangélicos, mas sem uma fidelidade a um partido denominacional. Surgiu, finalmente, o que era um "luxo" apenas dos católicos: o "crente nominal".


     Mark Driscoll, conhecido pastor de Chicago - EUA, em sua igreja Mars Hill, é um dos expoentes deste nova "roupagem", não menos institucionalizada, mas que se define como "igreja emergente", ou "alternativa", concebida para os que querem uma vida com Deus, mas detestam religião. Grupos com este tipo de disposição espiritual, estão se multiplicando mundo a fora.


     Alguma diferença? Num sentido tradicional, não. Mas num sentido contextual, deste terceiro milênio, sim. Espiritualidade busca ser compreendida num contexto de intimidade com Deus, de práticas fora das quatro paredes do prédio, erroneamente chamado de "igreja", e de uma devoção simples, despojada, sincera e intensa, no poder do Espírito Santo.

     O termo "religião", passa a ser compreendido como um código de moral e ética, desprovido de significado, confuso, não contextualizado, promotor de preconceitos, competição e que promove ícones humanos ofuscando o brilho daquele que é Único e merecedor de toda honra e glória: Deus.

     Nestas condições, espiritualidade, sim - religião, não.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A fé tem suas razões.

     
Não ridicularize uma pessoa de fé. Você não sabe o quanto sua razão trabalhou para que ela finalmente confiasse. 

Engana-se quem não vê compatibilidade entre fé e razão. A fé depende da razão tanto quanto a razão depende da fé. 

     Eu acredito que exista uma Torre Eiffel sem nunca te-la visto.  Minha razão diz que ela existe pois a fotografaram, a retrataram em quadros à óleo e alguns conhecidos meus foram até Paris e noticiaram sua existência. É assim que eu creio : pelo testemunho de outros. 

     Da mesma fora, a fé cristã fundamenta-se no testemunho de outras pessoas. Pedro, João, os demais apóstolos e, posteriormente, mais de quinhentas pessoas, afirmaram que Cristo, após sangrenta crucificação, ressuscitou. 

     Negar a existência de Deus, por exemplo, não é uma atitude racional, pois há uma diferenciação entre o criacionismo científico e o criacionismo religioso. O criacionismo científico não deixa dúvidas de que o universo não surgiu ao acaso, pois o acaso não produz ordem, muito menos um sistema de funcionamento altamente complexo e sofisticado como o universo.  O criacionismo religioso, por sua vez, é quem dá o nome de "Deus" ao originador deste universo.

     Fé e razão não são excludentes, mas complementares. Apesar eu precisar da fé para crer e confiar em Deus, e em seu filho Jesus Cristo, minha razão jamais conseguirá se contrapor a esta crença, sem auto enganar-se, ou endurecer meu coração. É no coração que, segundo Blaise Pascal (*) acreditamos e confiamos em Deus. E como disse o genial filósofo francês sobre este assunto, "o coração tem razões, que a própria razão, desconhece".

(*) Blaise Pascal 1623 - 1662 - cristão, filósofo, matemático, autor de "Pensamentos".
     

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa sem culpa.


A impressão que se tem é que, quem curtir a Copa estará traindo as principais aspirações do povo brasileiro, ignorando os menos favorecidos, apoiando a Presidente Dilma no gasto excessivos com estádios, sendo pró PT e comunista! Meu Deus: o que fazer durante a Copa? Desligar a chave geral para não ser tentado a ligar a TV? Ir para um sítio e se isolar? Ir pra rua protestar? Fazer meditação no cemitério?

Politizados?

Que me desculpe os manifestantes ou “politizados”, mas assim como o sumô está para o japonês, o basebol para o americano e o rúgbi para o inglês, o futebol é parte integrante de nós mesmos. A seleção brasileira  é um patrimônio cultural.  
Não somos alienados. Sabemos que poderiam ter sito 7 estádios e não 12; que reformar o Morumbi, seria imensamente mais barato que o Itaquerão (não sou são-paulino) etc. Cremos na legitimidade de greves, protestos e manifestações. Entendemos  que a Copa do Mundo no Brasil está servindo, principalmente, a uma elite privilegiada, mas sentir culpa por estar  assistindo um jogo da seleção? Por quê?

Oportunismo.

Espero que os protestos não se limitem ao período da Copa do Mundo.  Que não caiamos na falácia de achar que, protestar durante a Copa atrairá olhares do mundo e forçará o governo a reagir, fazendo o que consideramos certo. A Copa do Mundo atrai olhares, principalmente, da imprensa esportiva. Após a cerimônia de encerramento, a mesma imprensa voltar-se-á para o próximo evento, lançando nossos esforços no mar do esquecimento. Nós continuaremos aqui, e precisaremos manter nossa “tocha acesa”, protestando nas ruas e principalmente, nas urnas.

Ao dizer protestos, não me refiro a um bando de ridículos e suas barbáries inócuas, sem sentido, como depredação de estabelecimentos comerciais, queima de ônibus e destruição de patrimônios públicos. Ignoram completamente que os movimentos que transformaram sociedades inteiras foram pacíficos, organizados, numerosos e plenos de cidadania. Vide a história de Martin Luther King Jr, Mahatma Ghandi, Madre Tereza, etc.

Culpa de quê?

Sentir culpa por assistir a Copa do Mundo?  Quem deveria estar com a consciência pesada é quem trai seu cônjuge, quem despreza os filhos, quem pratica a mentira, quem promove fofoca, que pratica a avareza, quem age com desonestidade com seu patrão (ou empregado), quem promove vícios, quem não cumpre o que promete, quem curte mágoas, enfim: quem está devendo  para o próximo e para Deus.
Se a Copa do Mundo é um entretenimento, ligado a nossa cultura, disponível a todos em TV aberta, que une torcidas rivais e até mesmo quem não aprecia o futebol, sendo o povo brasileiro o que mais festeja e melhor sabe celebrar tal evento,  não vejo por que sentir culpa. Amor ao Brasil vai além do tapete verde, da bola na rede, do grito de gol. Amar o Brasil é amar ao próximo, é ser solidário e acima de tudo, grato à Deus por nos ter dado o privilégio de nascer aqui.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Diga-me como usas o facebook e te direi quem és.

     
     Um ótimo lugar para se conhecer o íntimo de algumas pessoas, é o Facebook.         
     Tranquilos em seus lares, num local reservado, acabam postando o que não teriam coragem de revelar para ninguém. 
     Há exceções, mas via de regra, "se posta no face o que está no coração". Até os tribunais já estão lançando mão de recursos extraídos das redes socais para julgamentos, como é o caso da Inglaterra, onde um terço das separações judiciais, se dá devido à traição comprovada em facebook. 
     Com evitar esse "deslize"? 
     Primeiro: nunca use rede social como anti-depressivo. É um perigo.
     Se está com raiva de alguém, ligue, marque um encontro. Lançar indiretas vai atrair um número de desafetos dez vezes maior.
     Não compartilhe qualquer coisa por achar "bonitinho". Confira se você realmente acredita no post, se está de acordo com sua idade, com seu perfil social. Nossa imagem é algo precioso que não podemos prejudicar.
     Por último: defina uma filosofia pessoal, uma linha mestra para quem estiver em contato com seu perfil, não se surpreenda com um post "nada a ver". Atraia pessoas que tem algo a ver com você. Não se importe com número de amigos. É falso. Pense na qualidade.
     Ah, e não use facebook como confessionário... tem alguém melhor para você contar seus pecados...


sábado, 10 de maio de 2014

Podemos confiar na Bíblia?




SETE ACUSAÇÕES CONTRA O "LIVRO DE DEUS".

Voltaire fez fogueiras com Bíblias na França. Em tempos de guerra fria, (anos de chumbo) o bloco comunista condenou a morte quem o lesse e divulgasse. Como a Bíblia suportou tudo isso? Como um livro milenar poderia ditar normas de conduta em pleno terceiro milênio? Com que autoridade este livro é considerado “O Livro de Deus”?

Acompanhe-me e tire suas próprias conclusões.

1ª - A Bíblia foi escrita por homens...
Resposta: sim, a Bíblia é um livro escrito por pessoas, mas que tipo de pessoas?
Segundo a própria Bíblia, homens escolhidos para este propósito a escreveram.
“Jamais qualquer profecia (ou oráculo) foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos (inspirados) pelo Espírito Santo” (2ª Pd 1:21).
Homens inspirados. Conforme o idioma grego, “phero”, que significa “levar uma carga”. Deus os “carregava” interiormente com sua Palavra e eles, sob inspiração, escreviam.
Outra tradução da Bíblia diz: “Porque nenhuma profecia da Escritura jamais foi inventada pele próprio profeta. Foi o Espírito Santo, no íntimo desses homens de Deus, quem lhes concedeu mensagens verdadeiras da parte de Deus” (2ª Pedro 1:21 – VIVA).
                Cheios do Espírito Santo, no original seria “pletho pneuma” , de onde deriva nossa palavra “pneumático”. Assim como pneus se tornam úteis quando cheios de ar, assim os escritores Bíblicos se tornaram úteis nas mãos de Deus ao serem “cheios do Espírito Santo”.

2ª - A Bíblia contém mitos e lendas...
Resposta: A Bíblia é um conjunto de livros, 66 ao todo e possui palavras ditas por Deus, narrativas históricas (comprovadas pela arqueologia), princípios para uma vida bem sucedida, textos doutrinários, poesias e parábolas (histórias ilustrativas), mas em cada caso, há clareza suficiente para distinguir a natureza de cada um.
A hermenêutica é uma ciência de interpretação e aplicável também para as Escrituras Sagradas. Quando surge uma parábola (ou conto) sua finalidade é ilustrar uma verdade espiritual de difícil compreensão. As parábolas eram muito utilizadas nos tempos bíblicos pelos sábios e mestres. “Pois a palavra do Senhor é verdadeira; ele é fiel em tudo o que faz” (Salmo 33:4). Um exemplo pode ser Mateus 13:3 : “ Então lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear”.
Fica claro que o que se segue, é um conto, uma história para ilustrar uma verdade espiritual.

3ª - A Bíblia ficou ultrapassada...
Resposta: A temperatura de ebulição da água é 100 C. O mesmo ocorria a 200 ou 1.000 anos atrás.
Há certas coisas que não mudam. A Bíblia fala do que é peculiar ao ser humano: suas relações interpessoais e sua relação com Deus, que não mudam com o passar do tempo. Inveja, ciúmes, ingratidão, esperança, amor, alegria, raiva, traição, ódio, vingança, sempre houve e sempre haverá. Não importa quão “tecnológicos” sejamos.
A Bíblia não perde seu frescor, pois seus ensinamentos não são perecíveis. “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” (Mt 24:35 – NTLH).

4ª – Há contradições na Bíblia.
Resposta: Aparentemente, sim. Que tipo de erros? Vejamos: o texto de Mateus 9:27 menciona dois cegos, mas a narrativa repete-se em Lucas 18:35 onde se lê “um cego”. Como resolver isso? Não são antagônicos e não comprometem a revelação de Deus. Em segundo lugar, as fontes de informação de Mateus e Lucas eram diferentes, sendo que uma delas valorizou o milagre outra deu destaque a presença das pessoas.
Outro exemplo é quando a Bíblia diz que o “sol parou” (Josué 10:13).  A Bíblia não se propõe ser um livro científico e muito menos ser precisa em questões astronômicas. O escritor bíblico, conforme o conhecimento que tinha na época (1.400 a.C.), compôs o texto de acordo com sua cosmovisão. Viu o “sol parado” e narrou o que observou.
Por outro lado, os relatos bíblicos não foram redigidos de forma precipitada ou emotiva. Veja como Lucas, por exemplo, expõe seu evangelho: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra,  igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem,  para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (Lucas1:1 à 4).

5ª - A Bíblia é um livro para fracos e ignorantes...
Resposta: Entre os escritores da Bíblia temos Moisés (filho adotivo de uma rainha), Davi (Monarca), José (Vice Governador do Egito) Salomão (Rei tido como o mais sábio que já existiu), Daniel (primeiro ministro de Estado), Paulo (membro do parlamento Israelita, poliglota e estadista cristão), Lucas (médico), entre outros.
Os protagonistas da Reforma Protestante do século XVI eram eruditos, intelectuais. 
Entre os principais pensadores e inventores de todos os tempos, temos cristãos amantes da Bíblia como Isaque Newton, Blaise Pascal, René Descartes, John Locke, entre outros. A música clássica possui grandes nomes de cristãos confessos. Entre eles: Johann Sebastian Bach e Hendel.
 A meditação nas Sagradas Escrituras acrescentam sabedoria e discernimento sem igual:  “Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos. Afasto os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra” ( Salmo 119:97 à 101).

6ª. A Bíblia é preconceituosa...
Resposta: Como pode ser preconceituoso um livro que convoca, indiscriminadamente, todo tipo de pessoa para se juntar à família de Deus por meio de Cristo?
“...pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.  E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa (Gálatas 3:27 à 29 - NVI).
Lemos ainda : “Nesta vida nova não importa a nacionalidade, a raça, a educação ou a posição social de alguém; estas coisas não significam nada. O que importa é se a pessoa tem Cristo ou não, e Ele é igualmente acessível a todos” (Colossenses 3:11 – VIVA).
Os movimentos abolicionistas, anti raciais e defensores dos direitos civis foram iniciados por pessoas que se inspiraram na Bíblia. Entre eles Gandhi, Martin Luther King Jr., entre outros.
Com respeito ao movimento gay, a Bíblia não é homofóbica. Jesus colocou como segundo grande mandamento “amar ao próximo como a si mesmo”, e não prescreveu características para esse “próximo”. A natureza nos apresenta homem e mulher como fundamento da raça humana e a garantia de procriação e multiplicação.  Mas isso não autoriza discriminação, ódio ou agressão, preconizados por comunidades homofóbicas.

7.        A Bíblia pode ser interpretada de diversas maneiras.
Resposta: A Bíblia, como qualquer outro livro, possui uma mensagem única, mas pode ser (e muitas vezes é) deturpada. É ridículo colocar a Bíblia como um livro “diferente”, onde cada um interpreta como quer. Há uma ciência de interpretação chamada “hermenêutica” que se aplica a qualquer obra literária, incluindo a Bíblia.
O que acontece é que, munidos de uma opinião formada, alguns vão à Bíblia como quem fuça numa caixa de lego, (aquele brinquedo feito de pecinhas que, quando acopladas uma à outra, pode-se “fazer” um avião, uma casa ou um barco) e recortando frases aleatoriamente forçam a Bíblia a dizer o que desejam e não o que ela mesma tem falado à séculos.
O texto sagrado admite existir muitas revelações difíceis (não impossíveis) de ser entendidas, que acabam sendo torcidas ou deturpadas por pessoas ignorantes ou mal intencionadas.
“...tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2 Pedro 3:15,16) .

Conclusão: Não fale sobre o que você não conhece. Não repasse ou concorde com a opinião dos outros. Forme a sua opinião e prepare-se para defende-la consistentemente.  As pessoas estão sem referências, sem um local para se apoiarem.  A Bíblia em seus 66 livros, não é fácil de entender, mas Deus nos providenciou a igreja, um local onde juntos podemos meditar e sermos transformados por seu ensino.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ressurreição: mito ou realidade?

Jesus Cristo ressuscitou realmente? As teorias contrárias foram confirmadas? Existem evidências da ressurreição? Seriam os relatos bíblicos as únicas fontes a serem consultadas? É possível acreditar na ressurreição sem desprezar a razão? 

           Credenciais.
Entenda-se por ressurreição, o retorno da alma (ou espírito) ao mesmo corpo que outrora habitara. Os relatos bíblicos sobre a ressurreição podem ser encontrados em São Marcos, capítulo 16; São Lucas, capítulo 24 e São João capítulos 20 e 21. Em tais narrativas, o corpo físico de Jesus é tocado, as feridas da crucificação são visíveis e o Mestre se alimenta de peixe e mel silvestre com os discípulos. No entanto, as narrativas bíblicas parecem não satisfazer as mentes mais inquiridoras. Se esse é seu caso, gostaria de chamar sua atenção para três credenciais básicas de Jesus Cristo:
1) O impacto de sua vida na história, dividindo-a em antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.) ; 
2) As profecias milenares que se cumpriram literalmente em sua pessoa;
3) O infindável número de pessoas que, ao longo de mais de dois mil anos de história, atestam que foram radicalmente transformadas para melhor, após terem “um encontro” com Jesus ressuscitado;
4) O fato de até hoje jamais alguém haver desacreditado sua ressurreição de modo consistente e definitivo.

Inquirindo.
         Existem argumentos fortes a favor e contra a ressurreição corporal de Cristo. O que não podemos evitar é o fato de a ressurreição ser a principal coluna de sustentação da fé cristã. Retirando-se esta coluna, todo arcabouço teológico cristão cai por terra. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”, afirma o Apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios 15:14.
Para se ter uma ideia do impacto da ressurreição nos primeiros cristãos,
1)      A arqueologia registra a existência de desenhos alusivos nas catacumbas de Roma e nos muros da cidade.
2)      A hinologia cristã abunda em referências a ressurreição.
3)      Os apologistas cristãos dos primeiros séculos produziram abundante  literatura defendendo ardorosamente a fé na ressurreição e em todos os “credos da igreja” a ressurreição de Cristo é tida como pilastra central do cristianismo.
4)      O túmulo vazio de Cristo foi o berço de cristianismo. Para a humanidade se ver livre do cristianismo, basta provar que a ressurreição foi uma fraude.

          História.
         Um conceituado historiador chamado Wilbur Smith disse que “temos mais detalhes sobre as horas que antecederam a morte de Jesus e sobre a própria morte, acontecimentos ocorridos em Jerusalém e proximidades, do que os detalhes que temos sobre a morte de qualquer outra pessoa do mundo antigo”
Os discípulos, após sua morte ficaram profundamente abatidos. Uma reação psicológica normal. Como explicar a euforia dias após ressurreição? Como explicar o evento público de pentecostes e a conversão imediata de três mil pessoas? Como explicar a prisão de Pedro, um simples pescador, pela única acusação de anunciar a ressurreição de Cristo? Como explicar as transformações sócio/religiosas que ocorreram sob o anúncio da ressurreição corporal de Cristo? Como explicar a fúria dos imperadores romanos destinando às arenas, os crentes em Jesus Cristo? Bastava alguém “desmentir” a ressurreição com provas incontestáveis e  seria colocado um ponto final na crença que se alastrava rapidamente. Por que isso nunca foi feito?

Especulações
Alguns seguimentos religiosos surgiram ao longo dos anos em torno da “não ressurreição corporal”,  mas sem contra argumentar consistentemente os testemunhos da história e dos relatos bíblicos.
Uma destas especulações é que Jesus não havia ressuscitado corporalmente, mas aparecido num corpo “materializado”, fantasmagórico, que, ao elevar-se da Terra, desvaneceu-se sem deixar vestígio.
Outro argumento é que Jesus não morreu mas sofreu um desmaio, acordando depois no túmulo e fugido para a região do Tibete, onde casou-se e  teve filhos.
A versão romana é que os discípulos roubaram o corpo e o esconderam para então propagarem a “fraude” da ressurreição.
A Bíblia afirma que, além dos apóstolos e seus familiares, Jesus Cristo ressuscitado foi visto por mais de quinhentas  pessoas (1ª Coríntios 15:6). Não foram apenas alguns punhados, tomados de estase ou comprometidos emocionalmente. Para o mundo antigo, quinhentas pessoas é um montante considerável e se fracassassem em divulgar sua fé na ressurreição corporal de Cristo, jamais chegaria até nós tal crença. Estas pessoas não apenas disseram tê-lo visto, mas deixaram um legado ético e moral ao mundo com sua conduta irrepreensível, se dispondo, inclusive a morrer mas não negar, de forma alguma, que o seu Senhor, crucificado, havia ressuscitado corporalmente.

E eu com isso?
Se Jesus de fato ressuscitou, ficou comprovado que ele era quem dizia ser: o filho de Deus. Algumas religiões insistem em combater ferrenhamente o que a Bíblia assevera peremptoriamente.  Jesus Cristo é Deus. Não “um deus” inferior, não um ser humano “iluminado”, ou o “mais iluminado de todos”. Não! Quinhentas vezes não! Jesus foi o único a nascer de uma virgem, o único que curou um cego de nascença, o único a acalmar uma tempestade por comando de voz, o único que conseguiu amar os que o martirizaram, o único que, uma vez morto (com uma lança sendo transpassada em seu tórax) três dias depois, retornou vivo.
Isso afronta o ego humano. Isso confunde mentes arrogantes. Isso fere a vaidade dos reis e poderosos. O Deus Eterno se tornou vulnerável, caminhou entre os homens, sujeitou-se as limitações dos mortais, pregou o amor, a misericórdia e condenou o pecado em suas formas mais sutis, tanto pessoais quanto sociais.
Se isso for uma fraude, estamos por nossa conta. Aconteça o que acontecer, “morreu, acabou”. Nada de céu ou inferno. Nada de absolvição ou condenação. Nada de ética, moral ou bons costumes. A sorte foi lançada. Ninguém é de ninguém. Ninguém deve nada a ninguém. O que restou é matéria, que o chão há de comer.
Mas... e se for verdade??



Livro CIDADE VIVA foi lançado em Santa Rita.

No ultimo dia 04 de Março, no Anfiteatro do Centro Cultural Mário Covas foi realizado o lançamento oficial do livro CIDADE VIVA de autoria d...