quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Vamos mesmo ter uma "Copa"?

     O clima está cada vez mais tenso. A imprensa não noticia tudo limitando-se a fazer breves notas. Devido a morte de um jornalista da Band, houve uma maior atenção aos protestos no Rio de Janeiro. 

     Recentemente tem surgido algumas acusações contra partidos políticos que estariam por trás das manifestações, "patrocinando" alguns "cabeças" para organizarem (ou anarquizarem) alguns protestos e passeatas.

     A Copa do Mundo Fifa 2014 está em risco? Com certeza. Se o governo tentar tapar o sol com a peneira, pode tomar um susto e o mega evento de nível mundial se tornará um fracasso nacional. Cá pra nós, a prisão dos mensaleiros enfileirados como os anões da Branca de Neve sob o silêncio do PT não foi um "rabinho entre as pernas", mas uma manobra estratégica. Alguém duvida que após a Copa serão soltos?

     Mas somos brasileiros. Não desistimos nunca! Se o mundo está de olho em nós, muitos aproveitarão esta exposição. " - É agora, ou nunca", pensam. O governo precisa atentar para alguns detalhes importantes.

     1o. O povo está nas ruas. Se sob a batuta de um anarquista ou não, o povo está nas ruas. São mais que eleitores. São contribuintes, engrossam o PIB, labutam, sabem de seus deveres e agora, acordaram para seus direitos. Os bilhões gastos nos estádios dói na alma do povo que conhece o que é fila na saúde e mediocridade na educação.

     2o. A imprensa internacional é ágil e totalmente livre. Tudo que acontece aqui "dentro" é repassado com requintes de detalhes no exterior. Outro dia li um jornal em uma capital de um país aqui da América Latina e fiquei impressionado com a lucidez com que analisam nossa política interna. Li que o Brasil, se cresceu na economia, esse crescimento ainda não refletiu na vida do cidadão brasileiro em forma de benefícios sociais. 

     3o. Os programas assistencialistas do governo, não convenceram. O povo parece não ter se vendido as "bolsas" governamentais.  Agradecem o dinheiro, mas exigem respeito. Os programas "minha casa, minha vida" e "minha casa melhor" parecem não ser suficientes. Precisamos também do "meu hospital, minha vida" e "minha escola, minha vida". O governo parece que se esqueceu que passamos a maior parte do dia na escola e os nossos piores dias, nos hospitais.

     E a COPA? Tenho cá meus temores. Se na Copa das Confederações já houve um "furdúncio", imagine a Copa do Mundo? Temo pelos manifestos pacíficos devido a vulnerabilidade aos "balck bloc". Temo a truculência da polícia e a falta de tradição em lidar com manifestantes. Temo os exageros, o controle sobre a imprensa e pela a vida de brasileiros e turistas. 

     Por outro lado, acredito que a imagem do Brasil, lá fora, vai mudar. O pais das "bundas de fora" e das praias com muita cerveja, talvez seja visto com outros olhos. Mas associando isso tudo com o atraso das obras dos estádios e de seus entornos, acredito que manteremos nossa fama: "o Brasil não é um país sério".

     Que Deus tenha misericórdia de nós.





2 comentários:

  1. Concordo plenamente com as suas colocações, Pr. Sergio. O governo deu mesmo um tiro no pé, ao forçar uma situação em 2.007 trazendo essa copa para o Brasil. Foi um excesso de confiança na capacidade gerencial e obtenção dos recursos necessários a um evento dessa natureza, e não se deram conta de que a FIFA é quem comanda todo o espetáculo. E, na minha opinião, o Rio de Janeiro jamais terá condições de abrigar uma Olimpiada, será mais um grande fiasco para o nosso pais.

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  2. Infelizmente, Miguel. Estou muito apreensivo e sem nenhuma motivação para esta Copa...

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