terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Dicas práticas para se dar bem em 2015.

Você deve estar eufórico para receber mais 365 dias cheio de oportunidades para vencer, crescer, prevalecer e ser feliz. 

    Duas virtudes me parecem  cardeais, para se dar bem no ano novo.
   A primeira é "equilíbrio". A qualidade de se manter centrado, controlado, em paz.  Não vá "às nuvens" nas vitórias e jamais ao "fundo do poço" nas derrotas. Mantenha a serenidade, mesmo em meio aos mais terríveis temporais.

   A segunda é "sensatez", a arte de ser sensato, coerente, ponderado, falar sempre o estritamente necessário, mesmo sob forte pressão. Sensatez é qualidade de pessoas maduras, vividas, experimentadas pela vida, mas os jovens podem desenvolver essa qualidade observando os mais velhos, ouvindo mais e falando menos. Pense antes de dizer alguma coisa.

   Talvez você diga: " - mas como isso é difícil!" 

   Sim. Ninguém obtém qualidades (sejam psíquicas, físicas ou estéticas) sem um certo grau de esforço e investimento. Mas vale a pena. Se você observar mais a natureza, fazer leituras selecionadas, aprender com quem realmente sabe, e aprender a ouvir as pessoas, poderá se tornar, em pouco tempo, um perito no equilíbrio e na sensatez. Afinal, esta dica não é minha, é do Criador: "Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará; quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranqüilo. Não terá medo da calamidade repentina nem da ruína que atinge os ímpios, pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha" (Provérbios 3:21 à 26).

   Que venha 2015! Feliz ano novo!

sergiomarcosmevec@gmail.com

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Como aprendi a admirar os ateus.

     

     Desde que me conheço por gente
fui instruído a ver os ateus como seres esquisitos, anti cristos e filhos do Demo, mas ao longo dos anos aprendi a admirá-los por alguns motivos simples:



     Vivem num país que se proclama "estado laico", mas que está imerso num caldeirão de religiosidade que extravasa em todas as esferas da sociedade desde os nomes de grandes cidades como São Paulo, São Caetano, São Bernardo e Santo André, passando pelos corredores dos hospitais com seus crucifixos e capelas de oração até a completa isenção de impostos aos templos religiosos.

    Aprendi a admirá-los, pois precisam preencher formulários de internação dos hospitais, entrevista em empregos e em alguns casos até de pesquisas de opinião com a pegunta: "tem religião"? Estão sempre tendo que dar resposta negativa e sendo vistos como pessoas esquisitas e colocados sob suspeita.

     Geralmente são pessoas cultas, antenadas e  não suportam a superficialidade com que os religiosos defendem sua fé. Tais "crentes" se apresentam simplistas e desprovidos de argumentação inteligente o que tem  "justificado" a existência e crescimento dos "sem religião" ou simplesmente, ateus. Acrescente-se a isso os escândalos envolvendo padres e pastores. Aqueles, por pedofilia, e estes por ganância e ostentação. 

     Além disso, desde o final do século 19,  pensadores falaciosos insinuam que fé e ciência são intrinsecamente excludentes. Ignoram que a Bíblia não é um livro de ciências e o Método Científico não é um tratado teológico. O livro " A origem das espécies" é até hoje uma teoria de Charles Darwin e o criacionismo científico vem ganhado corpo nas universidades de todo o mundo.

    Em resumo: se os crentes não provam a existência de Deus ninguém ainda provou que Ele não existe. Sabe-se que o ser humano é incuravelmente religioso e um adorador por excelência. Adora desde o astro rei (o Sol) até um roedor como o camundongo. Seria seu anseio pelo transcendente um sinal de sua alienação do Criador  e uma das provas da existência de Deus? A comunidade científica já admite : uma explosão não gera ordem, mas desordem. O acaso não produz sincronia, mas caos. De onde procedem o sentido de certo e errado numa tribo indígena que ainda não teve contato com a "civilização"? Seria a consciência do ser humano um reflexo, ainda que tênue, da imagem e semelhança de Deus?

     Aprendi a admirar os ateus pois manifestam coragem
ao assumir sua posição apesar de estarem imersos numa cultura religiosa. Repito: admiro os ateus, não o ateísmo. Conclamo-os a que não "comam das mãos de outros", mas investiguem por si mesmos os postulados teístas e as bases da fé judaico cristã.

Sugestão de leitura: Sete razões para se confiar na Bíblia, Erwin Lutzer, Editora Vida, 1998. - Mais que um carpinteiro , Josh e Sean McDowell - United Press, 2012.


     

sábado, 1 de novembro de 2014

Chega de profetada.

     
     Não pretendo "me divertir" quando estou conectado. Curto uma ou outra frase inteligente, uma citação interessante, uma certa notícia e "já deu". Fecho o face e me dedico ao trabalho. 

     No entanto, tem gente pagando de "profeta", querendo ser o mensageiro da última trombeta, o guru consolador, sei lá. Ficam colocando frases do tipo: "Hoje Deus está começando a fazer uma virada em sua vida, se você crê, dá uma curtida", ou então, "Hoje o Senhor coloca anjos para lutar em seu favor. Vai  firme e toma posse da vitória"

     Meu, dá um tempo! Este tipo de frase está mais vazia que o Sistema Cantareira. Dedique seu "dom profético" dirigindo-se primeiramente à Deus, em oração. Leia (mas leia estudando) a Bíblia e vai perceber que estas frasezinhas  não melhoram a vida de ninguém. Pelo contrário, distorcem a Palavra de Deus e acabam enfraquecendo as pessoas como o faz a astrologia, o tarô, cartas, búzios, etc.

     Pare de jogar profetadas no facebook, sem nenhuma conexão com o sofrimento humano, sem nenhum entendimento sobre profecia bíblica e sem a menor noção de estar pagando um grande mico, pois profeta do Senhor, sabe que a Palavra vem com endereço certo, compromete o profeta e traz "edificação, exortação e consolo" (1a Co 14:3).

     Profecia, sim. Profetada: chega!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Maldição de nordestino!?

     
O paulista (mais precisamente, o paulistano) já protagonizou episódios de preconceito explícito contra nordestinos, assunto que voltou à tona após a reeleição da presidente Dilma. Seria a seca do sudeste, um efeito retaliador da natureza, tipo, aqui se faz, aqui se paga?

     Sou paulistano "da gema", nascido na capital, mais precisamente na Avenida Nove de Julho. Criei-me nas movimentadas ruas do centro da capital paulista, meu principal passeio semanal. O que nunca compreendi muito bem é esse preconceito ridículo contra nordestinos.


     Sempre achei estranho a generalização e o preconceito em São Paulo mais estranho ainda. Não importa o Estado de origem, para o paulista, todo nordestino é "baiano" e termos pejorativos como "baianada", são usados quando alguma coisa sai errada. Uma tremenda injustiça em relação a um povo trabalhador que ajudou a construir, não apenas o Metrô ou arranha céus, mas toda uma cultura da maior cidade do país.


     Lembro-me quando a prefeita Luiza Erundina, de Uiraúna - PB,  típica representante nordestina, elegeu-se para o cargo máximo da maior cidade da America Latina. O ego do paulistano foi atingido. Houveram várias manifestações com bombas e pichações. Não haviam ainda redes sociais, o que minimizou os efeitos da reação, mas no subconsciente coletivo do paulistano, isto nunca foi muito bem digerido.


     Hoje, a situação, no sentido climático, está inversa. Ironia do destino. Será que nossos filhos (ou netos) precisarão subir num "pau de arara" e migrar para a terra de Luiz Gonzaga, numa versão pós moderna de "Asa Branca"?


     Pois é. Cuspir pra cima é perigoso. Principalmente tendo como base o mapa do Brasil. 


     Esta falta de água em São Paulo, pode ser bem vinda, assim como, digamos: "um banho" de humildade.

     Óxente.




Seca do Sudeste

     Reflexões sobre as implicações naturais, sociais e espirituais de uma das principais catástrofes ambientais dos últimos tempos.                                                                                                         


              Estamos vivendo situação inusitada. Além da ausência de condensação e precipitação de água sobre nossa região, tenho uma forte suspeita de haver outra causa mais grave.

        Dança da chuva.
Cresci assistindo filmes e desenhos relacionados ao faroeste americano e achava engraçada a tal “dança da chuva”. Não vejo graça nisso, mas não ignoro  haver uma causa além das apontadas pelos ambientalistas. Estariam os índios com razão? Forças sobrenaturais estariam por trás da ausência ou excesso de chuva?
Segundo os estudiosos da Bíblia, o planeta Terra, em seu estado original, não necessitava de chuva. Um orvalho constante o envolvia e a atmosfera estava em perfeitas condições, gerando um clima agradável (perto dos 23 graus) na porção seca do planeta que  concentrava-se num único continente. Este estado de perfeito equilíbrio, sofreu com “a queda” (*) culminando no “dilúvio” (**) : ação divina que inaugurou o período de chuvas, tempestades e tormentas ambientais. Deus prometeu não mais destruir sua criação com dilúvios, mas a ação do homem tem sido predadora e destrutiva.

              Florestas podem viram deserto.
              Como consequência do pecado, o homem passou a ter mais trabalho para extrair o seu alimento e garantir sua sobrevivência (Gn 3:19).  A agricultura foi sendo desenvolvida e o homem foi adaptando-se às estações do ano,  alterações ambientais e  catástrofes climáticas. Hoje, onde vemos um deserto inabitável, foi antigamente uma floresta rica em flora e fauna. Onde vemos bosques verdejantes e transbordantes de água, poderão tornar-se lugares áridos e sem vida.
                O sudeste do Brasil tem sido um dos melhores locais da América Latina para se viver. Clima ameno, terra boa, muita água e prosperidade econômica. Mas a ação do homem está transformando este paraíso tropical num deserto inabitável. Isso pode parecer exagerado, mas se as estimativas pluviométricas se confirmarem, teremos que arranjar outro lugar para morar.

            De quem é a culpa?
           A Bíblia ensina que Deus é Soberano sobre sua criação.  “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24:1). Também ensina que o ser humano é seu mordomo, responsável por cuidar deste planeta a fim de garantir a preservação de sua e das demais espécies (Salmo 115:16). Ao longo da história bíblica, Deus usou as secas para chamar pessoas ao arrependimento. Um dos momentos mais dramáticos foi durante o período em que Elias profetizou. Deus usou seu profeta para chamar a nação israelita ao arrependimento, e para isso, utilizou a seca:  “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.  Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos” (S. Tiago 5:16 à 18). Veja a relação entre confissão de pecado e chuva! É algo para se pensar.
               
        Seca do sudeste.
Desde criança ouço falar da “seca do nordeste”. Hoje meus filhos já estão vendo o início da “seca do sudeste”. O que meus netos presenciarão? Quanto tempo ainda teremos até as regiões do país estarem totalmente sem água?
A região sudeste do Brasil (e estados adjacentes) são prósperos, mas esta prosperidade não tem sido tributada à Deus.  Há muita religiosidade, mas igualmente materialismo, egoísmo,  idolatria e pratica de toda sorte de pecado nojento e degradante. Nossas leis não estão sendo feitas sob o temor à Deus. Nossas crianças não estão sendo tratadas como Jesus nos ordenou. A violência contra a mulher nunca teve índices tão altos, Os casamentos estão se dissolvendo a uma porcentagem de 70%. O tráfico e consumo de drogas cresce assustadoramente. A impunidade é alarmante. Igualmente todo tipo de perversão sexual é praticada sem o menor pudor. A pornografia zomba da família, da moral e de Deus. Será que estamos tão cegos que não conseguimos enxergar o apelo de Deus ao arrependimento?

                Faça a sua parte.
        Se você considera-se cristão, entende o que estou dizendo. Faça sua parte. Arrependa-se de todo pecado conhecido. Abandone-o definitivamente. Clame à Deus por perdão e purificação.  Se teremos chuva ou não, não depende de nossa esperteza, tecnologia ambiental, conhecimento de física, química ou estatística. Depende de Deus. Somente dele. Então, vamos dobrar nossos joelhos humildemente e orar como nunca, pela nossa vida e pela vida de nossos semelhantes, antes que seja tarde.
                “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2a Cr. 7:14).
                Se queremos chuva, precisamos parar de apontar culpados, olharmos para nosso umbigo e clamar à Deus, “pois Ele realiza maravilhas insondáveis, milagres que não se pode contar.  Derrama chuva sobre a terra, e envia água sobre os campos” (Jó 5:9,10).

Se este artigo significou alguma coisa para você, escreva-me: sergiomarcosmevec@gmail.com
(*) Queda: expressão teológica relativa ao pecado cometido por Adão e Eva, os primeiros habitantes do planeta, que ao desobedecerem ao Criador, perderam seu estado original, sofrendo a maldição de seu pecado levando a Terra a sofrer com seu ato de rebelião.
(**) Dilúvio: juízo divino para destruição da humanidade que inundou o planeta, poupando apenas Noé, sua família e as espécies animais em pares, como um “restart” no planeta Terra

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Razões para não visitar o "Templo de Salomão" da IURD.

     
     Em primeiro lugar, não quero aqui bancar o franco atirador e fazer crítica pela crítica. Tenho que admitir que a IURD, em termos numéricos, é um dos principais fenômenos religiosos do país, possui uma invejável rede de telecomunicações, promove obras sociais de peso e, acredito, contribui para a melhoria de condições de vida (material) de inúmeros brasileiros.

     O prédio que recebeu o nome de "Templo de Salomão" é uma bela tentativa de reproduzir uma réplica do original, ocupa um espaço físico imenso na maior capital de América Latina, parece ter sido bem construído e tem tudo para se tornar um dos cartões postais da capital paulista.

     No entanto, para um autêntico cristão, cuja fé se fundamenta na doutrina dos apóstolos e dos profetas e que valoriza os mais dois mil anos de história do cristianismo, há  importantes razões para não fazer a visita.

1) O Verdadeiro Templo foi construído por revelação do Deus de Israel que indicou o local exato para sua construção  onde cada detalhe apontava para Jesus Cristo, a revelação  máxima da divindade. O tal prédio da IURD não faz o menor sentido para Deus e não é "lugar sagrado" como preconizam seus líderes. O próprio Jesus afirmou: "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei eu, no meio deles" ( Mt 18:20). Lugar sagrado é todo e qualquer lugar onde cristãos se reunirem para adorar a Deus.

2) O próprio Jesus Cristo afirmou ser, ele mesmo, o Templo de Deus. Num debate com seus opositores, narrado por São João, lemos: "Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.  Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?  Mas ele falava do templo do seu corpo.  Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito" (Jo 2:19 à 22). 
     Para Deus, o Templo israelita foi uma construção profética cujo cumprimento se deu na escarnação do Verbo, Jesus (João 1:1,14).

3) O apóstolo Paulo afirmou que o Templo de Salomão era o Templo de Deus, além de apontar para Cristo, em segunda instância, aponta para todo cristão verdadeiro: "Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário (templo) do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês"(1a Co 6:19,20)
     Ou seja, construir um prédio dizendo que Deus está ali é uma heresia grosseira contra um Deus que decidiu habitar no coração de cada cristão regenerado fazendo de seu corpo, um local sagrado.

4) O judaísmo é uma religião ligada a uma tradição nacional, uma raça distinta, com história, cultura, costumes e práticas . A comunidade judaica vê com suspeita a mega construção Iurdiana e, em alguns casos, com certo desdém e até revolta. Para os tais, as reais intenções para esta construção não são santas. 

     Talvez haja muitas razões para não ir, mas se as que apontei acima não forem suficientes, saiba que para visitar o tal lugar, é preciso ir a uma igreja Universal (!) e comprar o ingresso a preço de R$ 45,00. Pelo jeito, não é para qualquer um.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Religião e espiritualidade: alguma diferença?

   
Recentemente, (coisa de uns 10 anos) artigos e vídeos começaram a explodir na internet com conteúdo que execrava a religião, enaltecendo a espiritualidade. É difícil definir com precisão a diferença entre ambos os termos, apenas pela etimologia. Convém entendermos o sentido histórico e só então avaliarmos o peso semântico, seu uso no contexto atual.

     Tradicionalmente, a religião ficou conhecida como "a religação" entre o homem pecador e o Deus Santo. Num sentido cristão, só há uma forma desta "religação" ser processada: por meio do sacrifício vicário e substitutivo, realizado por Jesus Cristo na cruz.


     Na história do cristianismo, o termo "religião" foi usado como "conjunto de crenças e práticas que definiam uma comunidade", em seus relacionamentos com Deus e uns para com os outros. Significava "a intensidade do fiel (ou crente) com respeito a este corpo de crenças". A ela se unia termos como: liturgia, devoção, costumes e hábitos, etc.


     Atualmente, após o desgaste dos termos e o enfraquecimento da instituições,  as expressões estão sendo redefinidas e nem todos estão acompanhando esse processo.


     O cristianismo perdeu muito com a institucionalização da igreja, desde Constantino (século IV) , quando deixou a singeleza e simplicidade dos lares e ganhou as catedrais e as basílicas suntuosas. Nem mesmo a Reforma Protestante  (século XVI) conseguiu um retorno  ao cristianismo primitivo. Resgatou-se a doutrina da "justificação pela fé" e alguns aspectos litúrgicos, mas, no geral, pouco se fez para que o cristianismo se livrasse das amarras do sincretismo e da separação entre clero e laicato e do conceito "templista" de religião.  


     Hoje, com os escândalos protagonizados por padres, pastores e líderes em geral  a religião, entendida como instituição, é vista com suspeita. Cresce o número dos que se definem cristãos/evangélicos, mas sem uma fidelidade a um partido denominacional. Surgiu, finalmente, o que era um "luxo" apenas dos católicos: o "crente nominal".


     Mark Driscoll, conhecido pastor de Chicago - EUA, em sua igreja Mars Hill, é um dos expoentes deste nova "roupagem", não menos institucionalizada, mas que se define como "igreja emergente", ou "alternativa", concebida para os que querem uma vida com Deus, mas detestam religião. Grupos com este tipo de disposição espiritual, estão se multiplicando mundo a fora.


     Alguma diferença? Num sentido tradicional, não. Mas num sentido contextual, deste terceiro milênio, sim. Espiritualidade busca ser compreendida num contexto de intimidade com Deus, de práticas fora das quatro paredes do prédio, erroneamente chamado de "igreja", e de uma devoção simples, despojada, sincera e intensa, no poder do Espírito Santo.

     O termo "religião", passa a ser compreendido como um código de moral e ética, desprovido de significado, confuso, não contextualizado, promotor de preconceitos, competição e que promove ícones humanos ofuscando o brilho daquele que é Único e merecedor de toda honra e glória: Deus.

     Nestas condições, espiritualidade, sim - religião, não.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A fé tem suas razões.

     
Não ridicularize uma pessoa de fé. Você não sabe o quanto sua razão trabalhou para que ela finalmente confiasse. 

Engana-se quem não vê compatibilidade entre fé e razão. A fé depende da razão tanto quanto a razão depende da fé. 

     Eu acredito que exista uma Torre Eiffel sem nunca te-la visto.  Minha razão diz que ela existe pois a fotografaram, a retrataram em quadros à óleo e alguns conhecidos meus foram até Paris e noticiaram sua existência. É assim que eu creio : pelo testemunho de outros. 

     Da mesma fora, a fé cristã fundamenta-se no testemunho de outras pessoas. Pedro, João, os demais apóstolos e, posteriormente, mais de quinhentas pessoas, afirmaram que Cristo, após sangrenta crucificação, ressuscitou. 

     Negar a existência de Deus, por exemplo, não é uma atitude racional, pois há uma diferenciação entre o criacionismo científico e o criacionismo religioso. O criacionismo científico não deixa dúvidas de que o universo não surgiu ao acaso, pois o acaso não produz ordem, muito menos um sistema de funcionamento altamente complexo e sofisticado como o universo.  O criacionismo religioso, por sua vez, é quem dá o nome de "Deus" ao originador deste universo.

     Fé e razão não são excludentes, mas complementares. Apesar eu precisar da fé para crer e confiar em Deus, e em seu filho Jesus Cristo, minha razão jamais conseguirá se contrapor a esta crença, sem auto enganar-se, ou endurecer meu coração. É no coração que, segundo Blaise Pascal (*) acreditamos e confiamos em Deus. E como disse o genial filósofo francês sobre este assunto, "o coração tem razões, que a própria razão, desconhece".

(*) Blaise Pascal 1623 - 1662 - cristão, filósofo, matemático, autor de "Pensamentos".
     

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa sem culpa.


A impressão que se tem é que, quem curtir a Copa estará traindo as principais aspirações do povo brasileiro, ignorando os menos favorecidos, apoiando a Presidente Dilma no gasto excessivos com estádios, sendo pró PT e comunista! Meu Deus: o que fazer durante a Copa? Desligar a chave geral para não ser tentado a ligar a TV? Ir para um sítio e se isolar? Ir pra rua protestar? Fazer meditação no cemitério?

Politizados?

Que me desculpe os manifestantes ou “politizados”, mas assim como o sumô está para o japonês, o basebol para o americano e o rúgbi para o inglês, o futebol é parte integrante de nós mesmos. A seleção brasileira  é um patrimônio cultural.  
Não somos alienados. Sabemos que poderiam ter sito 7 estádios e não 12; que reformar o Morumbi, seria imensamente mais barato que o Itaquerão (não sou são-paulino) etc. Cremos na legitimidade de greves, protestos e manifestações. Entendemos  que a Copa do Mundo no Brasil está servindo, principalmente, a uma elite privilegiada, mas sentir culpa por estar  assistindo um jogo da seleção? Por quê?

Oportunismo.

Espero que os protestos não se limitem ao período da Copa do Mundo.  Que não caiamos na falácia de achar que, protestar durante a Copa atrairá olhares do mundo e forçará o governo a reagir, fazendo o que consideramos certo. A Copa do Mundo atrai olhares, principalmente, da imprensa esportiva. Após a cerimônia de encerramento, a mesma imprensa voltar-se-á para o próximo evento, lançando nossos esforços no mar do esquecimento. Nós continuaremos aqui, e precisaremos manter nossa “tocha acesa”, protestando nas ruas e principalmente, nas urnas.

Ao dizer protestos, não me refiro a um bando de ridículos e suas barbáries inócuas, sem sentido, como depredação de estabelecimentos comerciais, queima de ônibus e destruição de patrimônios públicos. Ignoram completamente que os movimentos que transformaram sociedades inteiras foram pacíficos, organizados, numerosos e plenos de cidadania. Vide a história de Martin Luther King Jr, Mahatma Ghandi, Madre Tereza, etc.

Culpa de quê?

Sentir culpa por assistir a Copa do Mundo?  Quem deveria estar com a consciência pesada é quem trai seu cônjuge, quem despreza os filhos, quem pratica a mentira, quem promove fofoca, que pratica a avareza, quem age com desonestidade com seu patrão (ou empregado), quem promove vícios, quem não cumpre o que promete, quem curte mágoas, enfim: quem está devendo  para o próximo e para Deus.
Se a Copa do Mundo é um entretenimento, ligado a nossa cultura, disponível a todos em TV aberta, que une torcidas rivais e até mesmo quem não aprecia o futebol, sendo o povo brasileiro o que mais festeja e melhor sabe celebrar tal evento,  não vejo por que sentir culpa. Amor ao Brasil vai além do tapete verde, da bola na rede, do grito de gol. Amar o Brasil é amar ao próximo, é ser solidário e acima de tudo, grato à Deus por nos ter dado o privilégio de nascer aqui.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Diga-me como usas o facebook e te direi quem és.

     
     Um ótimo lugar para se conhecer o íntimo de algumas pessoas, é o Facebook.         
     Tranquilos em seus lares, num local reservado, acabam postando o que não teriam coragem de revelar para ninguém. 
     Há exceções, mas via de regra, "se posta no face o que está no coração". Até os tribunais já estão lançando mão de recursos extraídos das redes socais para julgamentos, como é o caso da Inglaterra, onde um terço das separações judiciais, se dá devido à traição comprovada em facebook. 
     Com evitar esse "deslize"? 
     Primeiro: nunca use rede social como anti-depressivo. É um perigo.
     Se está com raiva de alguém, ligue, marque um encontro. Lançar indiretas vai atrair um número de desafetos dez vezes maior.
     Não compartilhe qualquer coisa por achar "bonitinho". Confira se você realmente acredita no post, se está de acordo com sua idade, com seu perfil social. Nossa imagem é algo precioso que não podemos prejudicar.
     Por último: defina uma filosofia pessoal, uma linha mestra para quem estiver em contato com seu perfil, não se surpreenda com um post "nada a ver". Atraia pessoas que tem algo a ver com você. Não se importe com número de amigos. É falso. Pense na qualidade.
     Ah, e não use facebook como confessionário... tem alguém melhor para você contar seus pecados...


sábado, 10 de maio de 2014

Podemos confiar na Bíblia?




SETE ACUSAÇÕES CONTRA O "LIVRO DE DEUS".

Voltaire fez fogueiras com Bíblias na França. Em tempos de guerra fria, (anos de chumbo) o bloco comunista condenou a morte quem o lesse e divulgasse. Como a Bíblia suportou tudo isso? Como um livro milenar poderia ditar normas de conduta em pleno terceiro milênio? Com que autoridade este livro é considerado “O Livro de Deus”?

Acompanhe-me e tire suas próprias conclusões.

1ª - A Bíblia foi escrita por homens...
Resposta: sim, a Bíblia é um livro escrito por pessoas, mas que tipo de pessoas?
Segundo a própria Bíblia, homens escolhidos para este propósito a escreveram.
“Jamais qualquer profecia (ou oráculo) foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos (inspirados) pelo Espírito Santo” (2ª Pd 1:21).
Homens inspirados. Conforme o idioma grego, “phero”, que significa “levar uma carga”. Deus os “carregava” interiormente com sua Palavra e eles, sob inspiração, escreviam.
Outra tradução da Bíblia diz: “Porque nenhuma profecia da Escritura jamais foi inventada pele próprio profeta. Foi o Espírito Santo, no íntimo desses homens de Deus, quem lhes concedeu mensagens verdadeiras da parte de Deus” (2ª Pedro 1:21 – VIVA).
                Cheios do Espírito Santo, no original seria “pletho pneuma” , de onde deriva nossa palavra “pneumático”. Assim como pneus se tornam úteis quando cheios de ar, assim os escritores Bíblicos se tornaram úteis nas mãos de Deus ao serem “cheios do Espírito Santo”.

2ª - A Bíblia contém mitos e lendas...
Resposta: A Bíblia é um conjunto de livros, 66 ao todo e possui palavras ditas por Deus, narrativas históricas (comprovadas pela arqueologia), princípios para uma vida bem sucedida, textos doutrinários, poesias e parábolas (histórias ilustrativas), mas em cada caso, há clareza suficiente para distinguir a natureza de cada um.
A hermenêutica é uma ciência de interpretação e aplicável também para as Escrituras Sagradas. Quando surge uma parábola (ou conto) sua finalidade é ilustrar uma verdade espiritual de difícil compreensão. As parábolas eram muito utilizadas nos tempos bíblicos pelos sábios e mestres. “Pois a palavra do Senhor é verdadeira; ele é fiel em tudo o que faz” (Salmo 33:4). Um exemplo pode ser Mateus 13:3 : “ Então lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear”.
Fica claro que o que se segue, é um conto, uma história para ilustrar uma verdade espiritual.

3ª - A Bíblia ficou ultrapassada...
Resposta: A temperatura de ebulição da água é 100 C. O mesmo ocorria a 200 ou 1.000 anos atrás.
Há certas coisas que não mudam. A Bíblia fala do que é peculiar ao ser humano: suas relações interpessoais e sua relação com Deus, que não mudam com o passar do tempo. Inveja, ciúmes, ingratidão, esperança, amor, alegria, raiva, traição, ódio, vingança, sempre houve e sempre haverá. Não importa quão “tecnológicos” sejamos.
A Bíblia não perde seu frescor, pois seus ensinamentos não são perecíveis. “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” (Mt 24:35 – NTLH).

4ª – Há contradições na Bíblia.
Resposta: Aparentemente, sim. Que tipo de erros? Vejamos: o texto de Mateus 9:27 menciona dois cegos, mas a narrativa repete-se em Lucas 18:35 onde se lê “um cego”. Como resolver isso? Não são antagônicos e não comprometem a revelação de Deus. Em segundo lugar, as fontes de informação de Mateus e Lucas eram diferentes, sendo que uma delas valorizou o milagre outra deu destaque a presença das pessoas.
Outro exemplo é quando a Bíblia diz que o “sol parou” (Josué 10:13).  A Bíblia não se propõe ser um livro científico e muito menos ser precisa em questões astronômicas. O escritor bíblico, conforme o conhecimento que tinha na época (1.400 a.C.), compôs o texto de acordo com sua cosmovisão. Viu o “sol parado” e narrou o que observou.
Por outro lado, os relatos bíblicos não foram redigidos de forma precipitada ou emotiva. Veja como Lucas, por exemplo, expõe seu evangelho: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra,  igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem,  para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (Lucas1:1 à 4).

5ª - A Bíblia é um livro para fracos e ignorantes...
Resposta: Entre os escritores da Bíblia temos Moisés (filho adotivo de uma rainha), Davi (Monarca), José (Vice Governador do Egito) Salomão (Rei tido como o mais sábio que já existiu), Daniel (primeiro ministro de Estado), Paulo (membro do parlamento Israelita, poliglota e estadista cristão), Lucas (médico), entre outros.
Os protagonistas da Reforma Protestante do século XVI eram eruditos, intelectuais. 
Entre os principais pensadores e inventores de todos os tempos, temos cristãos amantes da Bíblia como Isaque Newton, Blaise Pascal, René Descartes, John Locke, entre outros. A música clássica possui grandes nomes de cristãos confessos. Entre eles: Johann Sebastian Bach e Hendel.
 A meditação nas Sagradas Escrituras acrescentam sabedoria e discernimento sem igual:  “Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos. Afasto os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra” ( Salmo 119:97 à 101).

6ª. A Bíblia é preconceituosa...
Resposta: Como pode ser preconceituoso um livro que convoca, indiscriminadamente, todo tipo de pessoa para se juntar à família de Deus por meio de Cristo?
“...pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.  E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa (Gálatas 3:27 à 29 - NVI).
Lemos ainda : “Nesta vida nova não importa a nacionalidade, a raça, a educação ou a posição social de alguém; estas coisas não significam nada. O que importa é se a pessoa tem Cristo ou não, e Ele é igualmente acessível a todos” (Colossenses 3:11 – VIVA).
Os movimentos abolicionistas, anti raciais e defensores dos direitos civis foram iniciados por pessoas que se inspiraram na Bíblia. Entre eles Gandhi, Martin Luther King Jr., entre outros.
Com respeito ao movimento gay, a Bíblia não é homofóbica. Jesus colocou como segundo grande mandamento “amar ao próximo como a si mesmo”, e não prescreveu características para esse “próximo”. A natureza nos apresenta homem e mulher como fundamento da raça humana e a garantia de procriação e multiplicação.  Mas isso não autoriza discriminação, ódio ou agressão, preconizados por comunidades homofóbicas.

7.        A Bíblia pode ser interpretada de diversas maneiras.
Resposta: A Bíblia, como qualquer outro livro, possui uma mensagem única, mas pode ser (e muitas vezes é) deturpada. É ridículo colocar a Bíblia como um livro “diferente”, onde cada um interpreta como quer. Há uma ciência de interpretação chamada “hermenêutica” que se aplica a qualquer obra literária, incluindo a Bíblia.
O que acontece é que, munidos de uma opinião formada, alguns vão à Bíblia como quem fuça numa caixa de lego, (aquele brinquedo feito de pecinhas que, quando acopladas uma à outra, pode-se “fazer” um avião, uma casa ou um barco) e recortando frases aleatoriamente forçam a Bíblia a dizer o que desejam e não o que ela mesma tem falado à séculos.
O texto sagrado admite existir muitas revelações difíceis (não impossíveis) de ser entendidas, que acabam sendo torcidas ou deturpadas por pessoas ignorantes ou mal intencionadas.
“...tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2 Pedro 3:15,16) .

Conclusão: Não fale sobre o que você não conhece. Não repasse ou concorde com a opinião dos outros. Forme a sua opinião e prepare-se para defende-la consistentemente.  As pessoas estão sem referências, sem um local para se apoiarem.  A Bíblia em seus 66 livros, não é fácil de entender, mas Deus nos providenciou a igreja, um local onde juntos podemos meditar e sermos transformados por seu ensino.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ressurreição: mito ou realidade?

Jesus Cristo ressuscitou realmente? As teorias contrárias foram confirmadas? Existem evidências da ressurreição? Seriam os relatos bíblicos as únicas fontes a serem consultadas? É possível acreditar na ressurreição sem desprezar a razão? 

           Credenciais.
Entenda-se por ressurreição, o retorno da alma (ou espírito) ao mesmo corpo que outrora habitara. Os relatos bíblicos sobre a ressurreição podem ser encontrados em São Marcos, capítulo 16; São Lucas, capítulo 24 e São João capítulos 20 e 21. Em tais narrativas, o corpo físico de Jesus é tocado, as feridas da crucificação são visíveis e o Mestre se alimenta de peixe e mel silvestre com os discípulos. No entanto, as narrativas bíblicas parecem não satisfazer as mentes mais inquiridoras. Se esse é seu caso, gostaria de chamar sua atenção para três credenciais básicas de Jesus Cristo:
1) O impacto de sua vida na história, dividindo-a em antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.) ; 
2) As profecias milenares que se cumpriram literalmente em sua pessoa;
3) O infindável número de pessoas que, ao longo de mais de dois mil anos de história, atestam que foram radicalmente transformadas para melhor, após terem “um encontro” com Jesus ressuscitado;
4) O fato de até hoje jamais alguém haver desacreditado sua ressurreição de modo consistente e definitivo.

Inquirindo.
         Existem argumentos fortes a favor e contra a ressurreição corporal de Cristo. O que não podemos evitar é o fato de a ressurreição ser a principal coluna de sustentação da fé cristã. Retirando-se esta coluna, todo arcabouço teológico cristão cai por terra. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”, afirma o Apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios 15:14.
Para se ter uma ideia do impacto da ressurreição nos primeiros cristãos,
1)      A arqueologia registra a existência de desenhos alusivos nas catacumbas de Roma e nos muros da cidade.
2)      A hinologia cristã abunda em referências a ressurreição.
3)      Os apologistas cristãos dos primeiros séculos produziram abundante  literatura defendendo ardorosamente a fé na ressurreição e em todos os “credos da igreja” a ressurreição de Cristo é tida como pilastra central do cristianismo.
4)      O túmulo vazio de Cristo foi o berço de cristianismo. Para a humanidade se ver livre do cristianismo, basta provar que a ressurreição foi uma fraude.

          História.
         Um conceituado historiador chamado Wilbur Smith disse que “temos mais detalhes sobre as horas que antecederam a morte de Jesus e sobre a própria morte, acontecimentos ocorridos em Jerusalém e proximidades, do que os detalhes que temos sobre a morte de qualquer outra pessoa do mundo antigo”
Os discípulos, após sua morte ficaram profundamente abatidos. Uma reação psicológica normal. Como explicar a euforia dias após ressurreição? Como explicar o evento público de pentecostes e a conversão imediata de três mil pessoas? Como explicar a prisão de Pedro, um simples pescador, pela única acusação de anunciar a ressurreição de Cristo? Como explicar as transformações sócio/religiosas que ocorreram sob o anúncio da ressurreição corporal de Cristo? Como explicar a fúria dos imperadores romanos destinando às arenas, os crentes em Jesus Cristo? Bastava alguém “desmentir” a ressurreição com provas incontestáveis e  seria colocado um ponto final na crença que se alastrava rapidamente. Por que isso nunca foi feito?

Especulações
Alguns seguimentos religiosos surgiram ao longo dos anos em torno da “não ressurreição corporal”,  mas sem contra argumentar consistentemente os testemunhos da história e dos relatos bíblicos.
Uma destas especulações é que Jesus não havia ressuscitado corporalmente, mas aparecido num corpo “materializado”, fantasmagórico, que, ao elevar-se da Terra, desvaneceu-se sem deixar vestígio.
Outro argumento é que Jesus não morreu mas sofreu um desmaio, acordando depois no túmulo e fugido para a região do Tibete, onde casou-se e  teve filhos.
A versão romana é que os discípulos roubaram o corpo e o esconderam para então propagarem a “fraude” da ressurreição.
A Bíblia afirma que, além dos apóstolos e seus familiares, Jesus Cristo ressuscitado foi visto por mais de quinhentas  pessoas (1ª Coríntios 15:6). Não foram apenas alguns punhados, tomados de estase ou comprometidos emocionalmente. Para o mundo antigo, quinhentas pessoas é um montante considerável e se fracassassem em divulgar sua fé na ressurreição corporal de Cristo, jamais chegaria até nós tal crença. Estas pessoas não apenas disseram tê-lo visto, mas deixaram um legado ético e moral ao mundo com sua conduta irrepreensível, se dispondo, inclusive a morrer mas não negar, de forma alguma, que o seu Senhor, crucificado, havia ressuscitado corporalmente.

E eu com isso?
Se Jesus de fato ressuscitou, ficou comprovado que ele era quem dizia ser: o filho de Deus. Algumas religiões insistem em combater ferrenhamente o que a Bíblia assevera peremptoriamente.  Jesus Cristo é Deus. Não “um deus” inferior, não um ser humano “iluminado”, ou o “mais iluminado de todos”. Não! Quinhentas vezes não! Jesus foi o único a nascer de uma virgem, o único que curou um cego de nascença, o único a acalmar uma tempestade por comando de voz, o único que conseguiu amar os que o martirizaram, o único que, uma vez morto (com uma lança sendo transpassada em seu tórax) três dias depois, retornou vivo.
Isso afronta o ego humano. Isso confunde mentes arrogantes. Isso fere a vaidade dos reis e poderosos. O Deus Eterno se tornou vulnerável, caminhou entre os homens, sujeitou-se as limitações dos mortais, pregou o amor, a misericórdia e condenou o pecado em suas formas mais sutis, tanto pessoais quanto sociais.
Se isso for uma fraude, estamos por nossa conta. Aconteça o que acontecer, “morreu, acabou”. Nada de céu ou inferno. Nada de absolvição ou condenação. Nada de ética, moral ou bons costumes. A sorte foi lançada. Ninguém é de ninguém. Ninguém deve nada a ninguém. O que restou é matéria, que o chão há de comer.
Mas... e se for verdade??



Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70  cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com  “ – pare o mundo que eu ...