quinta-feira, 17 de julho de 2014

A fé tem suas razões.

     
Não ridicularize uma pessoa de fé. Você não sabe o quanto sua razão trabalhou para que ela finalmente confiasse. 

Engana-se quem não vê compatibilidade entre fé e razão. A fé depende da razão tanto quanto a razão depende da fé. 

     Eu acredito que exista uma Torre Eiffel sem nunca te-la visto.  Minha razão diz que ela existe pois a fotografaram, a retrataram em quadros à óleo e alguns conhecidos meus foram até Paris e noticiaram sua existência. É assim que eu creio : pelo testemunho de outros. 

     Da mesma fora, a fé cristã fundamenta-se no testemunho de outras pessoas. Pedro, João, os demais apóstolos e, posteriormente, mais de quinhentas pessoas, afirmaram que Cristo, após sangrenta crucificação, ressuscitou. 

     Negar a existência de Deus, por exemplo, não é uma atitude racional, pois há uma diferenciação entre o criacionismo científico e o criacionismo religioso. O criacionismo científico não deixa dúvidas de que o universo não surgiu ao acaso, pois o acaso não produz ordem, muito menos um sistema de funcionamento altamente complexo e sofisticado como o universo.  O criacionismo religioso, por sua vez, é quem dá o nome de "Deus" ao originador deste universo.

     Fé e razão não são excludentes, mas complementares. Apesar eu precisar da fé para crer e confiar em Deus, e em seu filho Jesus Cristo, minha razão jamais conseguirá se contrapor a esta crença, sem auto enganar-se, ou endurecer meu coração. É no coração que, segundo Blaise Pascal (*) acreditamos e confiamos em Deus. E como disse o genial filósofo francês sobre este assunto, "o coração tem razões, que a própria razão, desconhece".

(*) Blaise Pascal 1623 - 1662 - cristão, filósofo, matemático, autor de "Pensamentos".
     

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