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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Ôba! Ganhei uma bronca!

"Sono brave persone, ma non liprovatecorrigi", ou seja, "são boa gente mas não tente corrigi-los".  
     O homem tem se achado a medida correta para si próprio. Não admite estar errado. Não admite estar aquém da verdade. Não admite ser ensinado. O tempo passa e parece que a arrogância vai se encrudecendo e petrificando. São "buona gente", desde que você não tente corrigí-los.
     Pessoalmente, acredito que a maior parte de meu crescimento se deve ao auxílio de outros que me corrigiram, a começar de meus pais. Admito que sem as "belas palmadas" de minha mãe, não estaria vivo hoje. Agradeço cada "sermão" que meu pai "pregou" para mim, ainda que, o tenha feito, por muitas vezes, completamente alcoolizado. A autoridade paternal sobre minha vida aparou terríveis arestas no meu caráter.
     Se você é boa gente e deseja crescer, aprenda a ouvir e dar ouvidos. Se há pessoas que exercem alguma função sobre sua vida, quer profissionalm…

Utopia de um "evangélico" revoltado.

Enojado com toda essa pompa e glamour criados em torno do nome de Deus, gostaria de compartilhar  minha revolta com respeito ao "culto show" em que se transformou o que a gente costuma chamar de "igreja evangélica".

Será que para realizar a obra de Deus precisamos de um palco para depositar músicos que tocam e fazem performances para uma platéia eletrizada erguer mãos, aplaudir e se emocionar?  Será que precisamos de luzes, cores, adornos e profissionais de mídia para servir ao Senhor? Será que um orador treinado, afiado no vernáculo e hábil em citações da literatura brasileira faz tanta falta assim em nossos púlpitos? Será que precisamos de CDs, DVDs e uma série de aparatos comerciais para divulgar nossa fé? Será que precisamos de Bíblia da Mulher, do Homem, do Adolescente,  da Vovó, do Bebê, etc.etc... para conhecermos mais e melhor à Deus? Será que precisamos realmente de prédios caros e aparelhados e climatizados para ministrar as reais necessidades das pesso…

Aprenda a viver em paz.

Paz não é um sentimento "zen". É um aprendizado. Não está relacionada ao temperamento ou personalidade,  mas ao caráter. É fato que, uma vez gerado um conflito, a conciliação é uma necessidade. Mas quando ela não ocorre, a prática da paz pode ser unilateral. Afinal, "quando um não quer, dois não brigam".
     Paz na família é possível, desde que os relacionamentos sejam prioridade. Infelizmente quando mais tecnologia temos em casa, mas afastados e isolados estamos. A imagem da "nona" colocando os quitutes sobre a mesa rodeada de parentes famintos ficou pra história. Hoje, com o microondas e os produtos congelados, cada um "se vira" e em horários diferentes. As conversas ao redor da mesa, ou na sala de estar, são raridade. Os smartfones e tablets mantém todos conectados e ao mesmo tempo silenciados num mesmo endereço.
     Paz nos círculos de relacionamento é possível, desde que respeitemos os limites impostos por cada um. Respeito é  uma atit…

Aprenda a lidar com as ofensas.

Receber uma ofensa não é o fim do mundo (estamos em 2015!). Já fui ofendido o bastante para estar sepultado pela avalanche de lama e detritos que me lançaram. Mas sobrevivi. Com o tempo percebi que viver é sofrer impactos. Precisamos entender que, em nossa imperfeição, ocasionalmente,  atrairemos a ira das pessoas. Desista de tentar agradar todo mundo. Ninguém até hoje passou incólume diante de críticas ácidas, calúnias e difamações.
     Em segundo lugar, é importante entender que a filosofia das ofensas é neutralizar nossa simplicidade e pureza. Estar sob ofensa é estar sendo chamado pra briga, não com o propósito da contenda em si, mas de macular nosso caráter. Integro é aquele que desenvolve o equilíbrio necessário para não ceder a provocação e continuar sendo quem sempre foi.
     Por último, lembre-se que revidar uma ofensa pode até fazer bem ao ego (momentaneamente) mas irá provocar um ciclo de réplica e tréplica, drenando nossas energias e promovendo uma imagem distorcida de que…

Amigo de Deus? Ah...conta outra.

Cresce na literatura religiosa a ideia de que podemos e devemos ser "amigos de Deus". Fico a pensar o que de fato esta ideia representa para a maioria das pessoas que consome tal literatura. Seria, digamos...chamar Deus de você? Convidá-lo para jantar? Jogar cartas com a Divindade? Fala-se muito sobre Deus, mas pouco se sabe sobre sua Pessoa. Isso por que as religiões divergem em seus conceitos e dogmas, a história da igreja está manchada com escândalos escabrosos e muitas interrogações ainda estão para serem equacionadas e resolvidas. Mas em meio a tais confusões, acredito que posso sugerir o que seria esta tal "amizade com Deus".
     Primeiramente, parece que não depende de mim. Não basta eu querer ser amigo dEle. Do pouco que conheço das Escrituras, parece que o Livro Santo revela um Deus que decide, do céu, quem serão seus amigos. Jesus Deixou isso claro ao dizer  "já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, e…