quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Luxúria - Davi, pós moderno.



Principal empresário de sua região, Davi reuniu seu staff na empresa e comunicou  a necessidade de um afastamento de 50 dias, para aliviar o stress. Recomendação médica (?). Concedido, foi para casa e iniciou um tempo de ociosidade planejada e “merecida”, afinal, o mundo dos negócios virou uma verdadeira "guerra".
Facebook
Após alguns dias, sentou-se a frente de seu note-book e ficou zapeando. Religioso que era, limitou-se a permanecer em sites de conteúdo ligth, mas acabou no facebook onde encontrou (imagine) uma moça que havia encontrado certa vez  nos corredores da empresa. A foto do perfil mostrava o rosto quase perfeito da “princesa” e Davi foi direto aos álbuns de fotos. Depois de mais de uma hora, ouviu um barulho vindo do hall de entrada e desligou rapidamente o aparelho.  Seria sua esposa? Ufa! Apenas um susto. Voltou para o seu quarto e continuou a navegação.

Adrenalina.
Depois de degustar as mais variadas fotos , 127 ao todo, voltou ao perfil daquela “deusa” e descobriu que era esposa de um de seus gerentes. E agora? Ele precisava manifestar o interesse que lhe fora despertado, mas de modo sutil. Escolheu as fotos mais, digamos... comportadas, e clicou em “curtir”. Dai em diante passou a frequentar a página da moça várias vezes por... DIA !!! 
Numa noite fria, já passava das 00h30, Davi percebeu no ícone de "mensagem" um recado. Sua adrenalina foi a mil e quase não conseguiu clicar, pois tremia de ansiedade. Na caixinha de diálogo havia apenas uma minúscula palavra mas de um conteúdo intensamente sensual: “- Oi”.

Curtindo adoidado.
Trêmulo, levantou-se, foi a cozinha, abriu a geladeira, pegou uma garrafa de vinho branco e tomou um copo inteiro...andou pra lá e pra cá... voltou à frente de seu note book e respondeu com outro delicado “oi”. O que se seguiu  foram dias e dias trocando mensagens, curtindo e trocando fotos  até que ela mencionou o fato de seu esposo haver sido enviado para Singapura à negócios. 
Davi "pirou". Voltou a geladeira, tomou outro copo  de vinho (aliás, dois)... suas pernas tremiam... foi ao notebook e desligou-o rapidamente. Tentou dormir e não conseguiu. Ficou três dias longe do computador, mas não resistiu.  Voltou numa noite de sexta, viu no aplicativo de localização que ela havia saído de casa dirigindo-se a um shopping e enviou uma mensagem de texto ao seu celular: “ – onde vc está?” A resposta demorou insuportáveis 3 minutos e então veio o retorno: ”estou em frente à sorveteria”. Foi assim que Davi saciou sua luxúria.

E agora?
Semanas depois a situação ficou tenebrosa: “estou gra...” apareceu em seu celular  num jantar de família. No "vibra", é lógico. Levantou-se discretamente e foi até a varanda de seu apartamento. Uma cobertura num bairro nobre. Sua cabeça girava...o que fazer? “- Chutar o balde e assumir o que fiz...”, pensou.  Duro era ter que lidar com o marido quando retornasse...mas... “- espera aí”...pensou. “- Sou o presidente da empresa e posso fazer com que algumas coisas aconteçam sem chamar a atenção”.  

Mexendo os “pauzinhos”
Retornou imediatamente ao trabalho, reuniu a diretoria e sugeriu enfaticamente que postergassem o retorno do gerente em Singapura. “- Impossível”, disse um dos diretores. “- Ele já está em Miami, pronto para embarcar para o Brasil”. Davi pensou rápido: “-Vocês precisam conhecer melhor esse cara”, e passou a fazer algumas calúnias até que resolveram dar-lhe 15 dias de férias. Davi pensou: “Isso! Quem sabe agora ele volta para casa e a situação fica encoberta”. Mas o fulano retornou doente, foi internado sem ter qualquer contato com a esposa. Davi desesperou-se e fez uma loucura. Arrumou um jeito de demiti-lo. Algo difícil, pois ele havia ganhado três prêmios de Gerente Eficaz, tinha reputação de bom chefe de família e era o sobrinho preferido de um dos diretores.

Para encurtar a história.
Sua autoridade de presidente prevaleceu, no entanto a vida lhe reservaria alguns revezes.  O gerente entrou em depressão e veio a sofrer um enfarto. A criança nasceu morta. O caso ganhou ampla repercussão e sua reputação foi manchada. Seus filhos viveram o resto da vida às turras, dois vieram a falecer de modo trágico e sua aventura sexual lhe redeu perdas e danos irreparáveis. Arrependido, após receber “uma dura” de um de seus melhores amigos, encontrou o perdão de Deus, mas arcou com amargas consequências de seus atos pelo resto de sua vida.
Moral da história: procure ser a pessoa certa, no lugar certo, fazendo a coisa certa, caso contrário, as consequências serão implacáveis.
"O salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito que Deus dá é vida eterna. O que o homem semear isso colherá. Que semear segundo os desejos da natureza humana, colherá perturbação, mas o que semear de acordo com o Espírito Santo. há de colher a eternidade. Há caminhos que a nós parece certo, mas no final, acamba dando em morte" ( Rm 6:23 - Gl 6:8 - Pv 14:12 - Bíblia).

(ADAPTADO - Encontre a versão original desta história na Bíblia em 2ª Samuel 11,12)

sergiomarcos59@hotmail.com

OBS: O Deus cristão é misericordioso e perdoador, mas a sociedade em que vivemos, não. A história do Davi bíblico é um espectro registrada no história que já se repetiu em maior ou menor grau ao longo da saga humana. Bem faremos se atentarmos para esse testemunho silencioso e jamais trocarmos momentos de prazer por uma reputação que nos fará bem ao longo de toda nossa existência.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Eleições municipais: como fazer uma campanha limpa.


Em primeiro lugar o candidato tem que ser limpo. Um “ficha suja” não faz campanha limpa. Que limpe primeiro seu nome, refaça sua reputação, e só então se candidate. Isso pode levar alguns anos. E daí? Estamos fartos de gente que aparece durante a campanha eleitoral com carinha de santo. Será que é por isso que chamam os panfletos eleitorais de “santinho”?

Em segundo lugar, uma campanha limpa se faz com dinheiro limpo. Não lavado, é claro. Limpo de verdade. De fonte limpa. Geralmente não se sabe se o “cacife” do candidato é digno ou “bombado”. Infelizmente só vamos ficar sabendo depois. Mas o quanto pudermos suspeitar (onde há fumaça há fogo), sejamos espertos. Simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.

Campanha limpa se faz com propostas concretas, exeqüíveis, mensuráveis e não absurdas. Os candidatos  prometem o que eu povo quer e fazem de tudo para serem eleitos. Depois vem com aquela desculpinha fajuta: “ – tive que refazer os planos, pois me passaram informações equivocadas... não depende apenas de mim... infelizmente teremos que esperar mais um pouco” ...e por aí vai.

Campanha limpa se faz com simplicidade, contato pessoal (não fingido) e um discurso moderado, prudente. Cuidado com candidatos que “compram” seu voto. Alguns são tão hábeis em fazer isso que você se vende sem perceber que sua dignidade de cidadão foi vilipendiada.

Finalmente, campanha limpa não se faz jogando lama nos adversários. Fico enojado com quem faz isso. A baixaria nas eleições é aviltante. 
“- Ele não presta porque matou passarinho na infância”, “não votem nele por que fumou maconha quando fazia o Tiro de Guerra”, e por aí vai. 
Meu Deus. Construa uma campanha baseada no que você tem a oferecer e não nos podres que seus adversários tentam esconder. Todos temos janela de vidro e eleitor que se presa, não entra nessa. Um candidato que “mete o pau” nos concorrentes é porque não tem muito a dizer a seu próprio favor.

            Acompanhe a campanha dos candidatos com atenção e use a arma do voto para o bem de nosso povo e nossa cidade.

Sergiomarcos59@hotmail.com

Como viver em paz em um mundo em convulsão?

Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...