quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

COMO SER ESPIRITUAL SEM SER RELIGIOSO?

Difícil heim! Nesta nossa cultura pós-moderna, espiritualidade se confunde com religiosidade facilmente e o que deveria ser como água e óleo, se funde num amálgama maldito. Mas entendo que, em primeiro lugar, espiritualidade cristã demanda de um relacionamento íntimo com Cristo. Nada de fórmulas, trejeitos, manías igrejeiras, idumentária certinha (roupa de domingo), etc. Além disso, espiritualidade legítima demanda de uma dependência crônica do Pai Celeste. O ego dá lugar ao THEOS. Deus reina no trono do coração, dá as cartas, dita as normas, e a gente obedece, numa liberdade doida, linda, leve e solta. Servos, porém, livres!

Além disso, toda espiritualidade verdadeira, é bidimencional. Tanto vertical (para Deus) quando horizontal (para o semelhante). Ama-se a Deus sobre tudo e ao próximo como se fosse a gente mesmo. Toda espiritualidade que não nos leve a amar pessoas e gostar de gente, é falsa, animal e demoníaca.

Por fim, espiritualidade de verdade é calma, dispensa o marketing, foje da ribalta, dos holofotes. É singela, doce, acessível e dinâmica. Não pode ser imitada ou produzida em série. É original. Uma usina de originalidade.

Como ser espiritual sem se tornar um religioso de cara e crachá? Basta olhar para JESUS. O Deus que se disfarçou de gente. E que disfarce! Entrou na nossa dimensão. Viveu como Deus no mundo dos homens e hoje, ressucitado, como homem na dimensão de Deus. Mistérios. Está ao mesmo tempo ao lado do Pai, na luz inascessível, e onde dois ou três se reunirem em seu nome. Vai entender!

Pense nisso. Abomine a religiosidade burra, fábrica de alienados e seja um seguidor do Cordeiro, por onde quer que ele vá.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Em defesa dos retiros espirituais...


Os retiros espirituais estão se tornando cada vez mais escassos nas igrejas. Por quê?


     Por acontecer  no início do ano, muitos líderes consideram que o alto custo do investimento não se harmoniza com a data. Além disso, o crescimento numérico dos evangélicos gerou certa inflação com respeito a locais apropriados. A procura tem sido infinitamente superior que a oferta. Além disso, muitos vêem o feriado de Carnaval como o único momento para uma “mini férias” somando-se ao fato que os pacotes turísticos atualmente tem se tornado cada vez mais atraentes.

            Cá pra nós, acredito que essas são desculpas para quem já perdeu sua sede de Deus e ainda não percebeu. Lembro-me que na minha juventude, fazíamos vigílias de oração semanas antes para que Deus se derramasse naqueles quatro dias. A adrenalina, durante as reuniões de preparação, era uma resposta fisiológica à  expectativa de um encontro com o Criador de todas as coisas. 
   
Nestes tempos pós modernos, estamos apáticos demais para nos dar ao luxo de um evento deste porte. Ficar ali, no “batidão” do dia a dia da igreja, é mais cômodo. Afinal, qual a diferença entre cultos num retiro e os eventos dominicais na igreja?

            Vejo pelo menos, três diferenças: Primeiro, o ato de retirar-se. Quando decidimos que durante quatro dias estaremos focados em Deus, sua palavra e sua família de fé, nos colocamos num local espiritual adequado para que seja dado um forte impulso em nossa jornada espiritual.

            Em segundo lugar o evento está de acordo com o anseio de Deus em ser buscado com exclusividade (Mt 4:10) e intensamente (Jr 29:13).

            Terceiro: num retiro temos tempo de sobra para meditar no que ouvimos, orar com tranqüilidade e promover acerto e reconciliação com irmãos, o que num culto dominical de duas horas (no máximo), não conseguimos.

            Em fim, em defesa dos retiros espirituais, apelo para o bom senso e o retorno ao que nos foi tão importante no passado próximo. Afinal, quem não está precisando desacelerar, deixar o computador ou a TV digital de “trocentos” canais para pensar na eternidade?

           Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da Casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade” (Salmo 84:10).

            Trocando em miúdos: não há substitutos para um bom retiro espiritual.

Como viver em paz em um mundo em convulsão?

Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...