sábado, 26 de novembro de 2016

O Ateísmo do Dr. House e a minha inteligência.



              A série de TV “House” é uma das mais bem boladas  da TV paga, e seu personagem principal, Dr. House, propôs um novo estilo de herói: inteligente, irônico e ateu. Assisti a vários episódios e tenho que admitir que suas tiradas são mesmo incríveis. O enredo dos episódios  são muito bem construídos e às vezes a ironia do personagem central é tamanha que precisamos assistir mais vezes para tentar entender o que aconteceu.

                Hugh Laurie é inglês e confessa ter sido difícil estrelar a longa série norte americana, tornando-se o ator mais bem pago da TV na época.

                Uma de suas frases mais instigantes  é: “Se você fala com Deus, você é um religioso. Se Deus fala com você, você é um psicótico”. Esta é uma das frases que merece resposta, pois pensando bem, atinge minha crença em Deus e principalmente minha inteligência.


Um argumento em favor da fé.

                A crença numa divindade transcendente é universal. Está presente nas mais sofisticadas sociedades capitalistas ou socialistas como também nas mais primitivas.

                Além disso a própria medicina tem reconhecido que a crença em “um deus” e a pratica de “uma religião”, seja qual for, contribui para a recuperação da maioria dos pacientes. Chamamos de medicina “holística”, ou seja, cuidado integral do paciente incluindo sua espiritualidade.

                Além disso, a crença em um Deus pessoal, como creem as religiões monoteístas (Judaísmo, Islamismo e Cristianismo) prevê uma comunicação com Deus onde o fiel fala e Deus ouve, e Deus fala e o fiel ouve. Sendo estas três religiões as maiores (numericamente falando), teríamos que admitir que quase a totalidade dos habitantes do planeta seriam psicóticos.

                Temos outro bom argumento contra a ironia do Dr. House. Cientistas renomados como Nicolau Copérnico, astrônomo (1473-1543), Johannes Kepler, matemático e astrônomo (1571-1630), Galileu Galilei (1564-1642), René Descartes, matemático, cientista e filósofo (1596-1650), Isaac Newton, gênio da mecânica e matemática (1642-1727), Robert Boyle, químico (1791-1867) foram renomados cristãos cuja fé não afetou sua inteligência, pelo contrário, a potencializou.


Ciência e fé.

   Não podemos nos esquecer de Albert Einstein (1879-1955).  Embora nunca tenha chegado a crer num Deus pessoal,  reconheceu a impossibilidade de um universo não criado. A Enciclopédia Britânica em um artigo sobre sua pessoa, diz: “Firmemente negando o ateísmo, Einstein expressou uma crença no ‘Deus de Espinoza’, que se revela na harmonia do que existe. Isto realmente motivou seu interesse na ciência, como ele certa vez afirmou a um jovem físico: 'Eu não sei como Deus criou este mundo, eu não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os Seus pensamentos, o resto são detalhes'. O famoso epíteto de Einsten sobre o 'princípio da incerteza' era que 'Deus não joga dados' - e para ele esta foi uma real declaração sobre um Deus em quem ele cria. Uma das suas afirmações famosas é: 'Ciência sem religião é coxa, religião sem ciência é cega". ¹


Se House estiver certo...

   Se House estiver certo, grandes reis como Davi e Salomão foram psicóticos, pois ouviram a voz de Deus. Paulo, o apóstolo, cidadão romano e estadista cristão, um dos principais responsáveis para que o cristianismo se espalhasse por todo mundo antigo e enfraquecesse o poderoso Império Romano, era um psicótico. O que House afirma sobre a fé é tão sério, que teríamos que atribuir psicose a Martinho Lutero, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King Jr. , Bispo Desmond Tutu e uma infinidade de cristãos que entraram para a história como formadores de opinião e transformadores sociais.


                Pensando bem, esta frase não me impede de assistir e continuar assistindo alguns episódios da série, pois inteligência instigante me atrai. No entanto, sua frase destacada neste artigo é ridícula, inconsequente, falaciosa e maliciosa, pois, se pretende defender o ateísmo que o faça de modo mais inteligente, pois chamar religiosos de psicóticos, além de não ser politicamente correto, constitui-se numa blasfêmia inominável.



“Antigamente, por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados, mas nestes últimos tempos ele nos falou por meio do seu Filho” (Hb 1:1,2).

 “Eu, o SENHOR, não mudo” (Malaquias 3:6).

  “​Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13:8)

               

               



¹ Fonte: http://www.monergismo.com/textos/apologetica/cientistas_famosos.htm

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Cristo sim, igreja não. Como assim?

    
Cresce em todo mundo a ideia de um cristianismo descompromissado, despojado... do lar.
     Na Europa isso já acontece a bastante tempo. Nos Estados Unidos o movimento é crescente e no Brasil vai ganhando corpo à uns cinco anos mais ou menos.
     O que há de bom?
     Há um lado positivo neste "movimento": um cristianismo "desinstitucionalizado", ou seja, sem os vícios e a politicagem das instituições. O "ser cristão em casa" parece  interessante, pois a proposta é que se viva (seja),  pratique, acima de tudo, o Evangelho. Não há interesse em "exibir" a fé numa reunião dominical, mas em vivenciá-la no cotidiano. É o cristianismo sem hora marcada, sem rotina de cultos e reuniões, sem a roupa de domingo, sem os trejeitos típicos do mundo gospel como dizer: "a paz do Senhor", "amém", etc. 
     Nem tudo que reluz é ouro.
     Por outro lado é um cristianismo liquefeito, sem normatização, onde todo mundo fala, sente, crê, interpreta e ministra. Há líderes? Sem dúvida. Mas o despojamento da estrutura mínima citada nas Escrituras como pastores, presbíteros, diáconos, evangelistas, mestres e profetas, vulnerabiliza o movimento e o coloca numa condição de extrema penúria teológica. A igreja, como instituição, existe pela graça do Senhor e tem como finalidade concatenar o grupo, organizar os dons e talentos, receber a visão de Deus e transmiti-la aos demais membros, levando-os à maturidade e a consequente frutificação.
      Lições da história.
     A história da igreja é tida pelos estudiosos como a "história das heresias", onde movimentos semelhantes aos "sem igreja" surgiam, em nome da liberdade institucional, liturgia mais leve e que lamentavelmente descambou  para o campo das aberrações teológicas.
     Qual o melhor caminho?
     Penso que nem lá nem cá. A igreja institucional precisa rever a rigidez desnecessária, excesso de atividades e o autoritarismo de seus líderes.  
     O movimento dos "sem igreja", por sua vez, precisa considerar esta "liberdade institucional" que nem sempre possui motivações santas.
      Assim como a Igreja se sobrecarregou com doutrinas de homens, os movimentos "sem igreja" simplificaram demais as coisas e a falta de normatização pode levar tais movimentos ao fracasso total. 
     Os pretensos "donos" das grandes ou pequenas denominações precisam se lembrar que a igreja não é uma marca, um logo, uma empresa. Jesus disse "eu edificarei a minha igreja"
     Da mesma forma, os "sem igreja" precisam se lembrar das mesmas palavras do Mestre e saber que Jesus ia a Sinagoga regularmente, Paulo a frequentou sistematicamente e a priorizou em seu projeto de evangelização. Ir a igreja é parte da agenda de Deus assim como "ser igreja" é obra do Espírito Santo na vida do convertido à Cristo.
     Nem lá nem cá. O equilíbrio é, foi e sempre será a proposta do Senhor. 
     Inspirado por Deus, Paulo nos deixou a estrutura eclesiástica ideal para que um grupo de pessoas possa considerar-se Igreja, conforme o Novo Testamento: " E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,  com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado,  até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo" (Ef 4:11 à 13).
     Que seja esse nosso alvo. Que o Senhor da Igreja, restaure para esses dias uma igreja vibrante, Bíblica, completa, atuante e bem organizada.  
     Ir a igreja não faz de ninguém um cristão, mas cristãos costumam ir a igreja.
   
    

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Por que Dilma caiu?


     Caiu porque foi mais petista que politica.
     Caiu porque se deixou conduzir pelo espectro do presidente Lula.
     Caiu porque evitou falar sobre a corrupção, dando a entender certa cumplicidade.
     Caiu porque mostrou-se leal a Lula quando este se revelou desleal a nação brasileira.
     Caiu porque fez vista grossa ao apodrecimento interno do PT.
     Caiu porque inchou a máquina governamental  com projetos populistas esquecendo-se que a nação brasileira possui regiões ao norte e regiões ao sul (leia-se também, sudeste).
     Caiu, pois desconsiderou que sua vitória nas urnas foi apertada e que governaria um país dividido.
     Caiu devido a inúmeras gafes (e escorregões na retórica) que lhe rendeu inúmeros memes que se tornaram virais na internet.
     Caiu porque não ouviu adequadamente a voz das ruas.
     Caiu porque os que poderiam mantê-la no porder, cairam antes dela.
     Me alegro? Não. 
     Como brasileiro me entristesso ao ver uma presidente eleita pelo voto popular ser destituida pela população nas ruas.
     Foi triste ver as enormes faixas de "Fora Dilma" e "Impeachiment já".
     Foi triste ver a estafúrdia defesa dos defensores de Dilma, sem conteúdo, sem conhecimento da constituição. Gritos, ofensas, escárnio, a bizarra frase de efeito "Não vai ter golpe" e acusações à oposição. Nada mais.
     Fica a esperança, típica do brasileiro.
     Fica a torcida por um bom governo de transição.
     Fica a expectativa de que os investidores, nacionais e internacionais, voltem a acreditar no Brasil.
     Fica o anseio do retorno dos empregos, da queda da inflação, da melhoria da saúde e da educação e que não se faça "Copas do Mundo" e "Olimpíadas" enquanto houver corrupção endêmica neste país.
    Fica tudo isso, mas FORA, a desgovernança.

sergiomarcosmevec@gmail.com
    
    

sábado, 19 de março de 2016

Brasil: a crise pode nos transformar na "Síria latinoamericana".

    
A Síria é logo ali.  

     O levante contra o regime de Bashar al-Assad teve início em 15 de março de 2011, durante a insurreição da Primavera Árabe, período em que as populações de países árabes, como Tunísia, Líbia e Egito se revoltaram contra os governos de seus países. 

     O levante começou pacífico nos primeiros quatro meses, mas a partir de agosto, manifestantes fortemente reprimidos passaram a recorrer à luta armada.

     O restante da história já sabemos. Forças russas e norte americanas, interessadas na promoção e manutenção de guerras além de suas fronteiras, começaram se se alfinetar e o resultado foi (e está sendo) a morte de milhares de civis e um êxodo de milhões de refugiados para a Europa e outras partes do mundo, algo que não se via desde o final da segunda grande guerra.

     A confusão que se instalou no Brasil demonstra que não há luz no fim do túnel. O país está dividido. Engana-se quem pensa que os pró governistas são minoria. Engana-se também quem imagina que os que se opõe ao PT e ao governo Dilma, são "santos", justos e 100% patriotas.

     O país está dividido. Por enquanto os embates estão restritos a spray de pimenta e alguns cassetetes. Pedradas e rojões. Mas não vamos nos iludir. É preciso, por parte dos governistas, o apego aos ideais do povo brasileiro e não aos cargos políticos que agora detêm. Por outro lado, à justiça brasileira deve ser  sobria o suficiente para permanecer nos estritos ditames da lei e não incorrer em precipitação ou numa briga de cão e gato. A constituição brasileira existe para ser obedecida, inclusive pelos suprema corte.

     Como cidadão brasileiro, me enojo em ver tudo isso e ao contrário do que muitos estão fazendo, não suporto chacota, brincadeirinhas de mau gosto, palavrões e posts ridicularizando A ou B, oposição ou PT.

     Como cidadão do céu, me cumpre interceder em oração "pelos que estão em eminência" para que "tenhamos vida pacífica e segura". Cumpre-me exercer minha cidadania com protestos públicos, sim, mas não sem constatar as intenções, as forças políticas motivadoras, o dia e hora, para não cometer os erros gravíssimos do passado. Tanto Lula quanto Dilma, foram eleitos pelo povo brasileiro. Se fomos enganados, que acordemos de vez. Acredito que o que está acontecendo tem todos os ingredientes para extinguir, se não completamente, um altíssimo percentual de corrupção. Além dos protestos precisamos ir à urnas e mostra, ali, no exercicio do voto, nosso desassocego, nossa revolta, nosso poder político.

    Meu desejo é que isso termine logo, pois "a Síria é logo ali". Quando o primeiro oficial do exército ou da polícia militar  ordenar o primeiro tiro. Daí para frente é o "salve-se quem puder". Os cães estrangeiros estão de olho em nós. Precisamos orar, muito, para que não venhamos a cair na vala comum dos países desgovernados: a terrível e diabólica, guerra civil.

"A justiça exalta as nações , mas o pecado é a vergonha dos povos"(Pv 14:34).

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70  cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com  “ – pare o mundo que eu ...