quinta-feira, 10 de maio de 2018

Mensagem de Santa Rita aos SANTARRITENSES.


Caminhando certa vez pelos arredores da cidade, não apenas para proveito físico, mas principalmente, espiritual, observei o revoar dos pássaros, a vegetação, a brisa suave, as cores e odores de nossa querida Santa Rita do Passa Quatro.

Parei em frente à imagem de Santa Rita na entrada do Jardim Planalto e observei-a demoradamente. Senti como se ela tentasse me dizer algo. Não sou dado a “ouvir vozes”, mas fiquei alguns instantes tentando entender aquela estranha sensação.

Percebi que a imagem tem nas mãos o Cristo Crucificado, que de acordo com seu olhar fixo, parecia-lhe de imenso valor. Isso me fez lembrar as palavras do Apóstolo Paulo aos Coríntios: “nada me propus saber entre vós a não ser Cristo, e este crucificado” (1ª aos Coríntios 2:2). São Pedro disse algo semelhante: “nenhum outro nome, foi dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). São João, o chamou de “o Verbo da vida” (João 1:1 e 14).

Sabe-se que Santa Rita de Cássia amava contemplar o crucifixo. A imagem do Cristo crucificado era o fundamento de sua meditação.  Com seus olhos fitos na cruz, transmitiu-me intensa adoração pelo Filho de Deus, como se Jesus fosse a pessoa mais importante em sua vida. E era. Por meio de sua biografia sabemos que foi muito sofredora, que perseverou na fé. Ao entrar para a vida monástica, foi lhe dada uma passagem bíblica para que meditasse: a do Jovem rico em Mateus 19:16 à 22. Este texto fala acerca de “seguir a Jesus de modo radical”, colocando-o acima dos interesses materiais, egoísticos, mundanos.  Foi o que ela fez.

Sendo considerada “padroeira” da cidade, senti que aquela imagem deseja nos comunicar uma mensagem: “- coloquem Cristo e sua crucificação como fundamento e guia de sua espiritualidade. Cristianismo é Cristo! O amor de Deus se revelou na cruz”. O Deus homem se deixou crucificar “como cordeiro mudo, (que)... não abriu a sua boca” (Isaías 53:7). Jesus está acima das religiões, acima dos templos, dos sacerdotes, acima das instituições religiosas. Jesus é mais importante que padres, pastores, guias, gurus, mentores, santos e mestres cósmicos. Jesus é inigualável, inimitável e “irrepetível’. Nos dizeres de São João, “Rei dos reis e Senhor dos Senhores” (Apocalipse 19:16). Como podemos olhar para a imagem de Santa Rita de Cássia e não ver sua devoção?  Quase posso ouvir a imagem dizendo: “Não olhem para mim, olhem para quem eu estou olhando”.

“Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficarão confundidos. Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias” (Salmo 34:5,6).
                                                                   Faça você o mesmo.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Brasil: mudança ou morte!


A operação da Polícia Federal batizada como “Lava Jato” trouxe ao conhecimento da população brasileira a podridão que há nos relacionamentos levianos entre políticos de alto escalão e alguns grandes empresários. 
Tudo começou com uma denúncia no Paraná e se desenvolveu rapidamente formando um mecanismo de corrupção  que parece não ter fim. Quem  assiste telejornais, ou acompanha pela internet ou  em revistas especializadas, sente nojo e  encontra-se desacreditado do processo eleitoral que teremos em outubro.     

                Sempre soubemos desta corrupção. Só desconhecíamos o seu tamanho, suas entranhas. Hoje tudo veio à luz;  manchetes que espocam nos principais jornais do Brasil e do mundo.

                “Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido ( 2 ).

                Roberto Jefferson foi o primeiro a dar cumprimento as palavras acima. Ficou popularmente conhecido ao ser interrogado pela CPMI dos Correios, em 2005. Naquela comissão, instaurada para investigar irregularidades e fraudes na estatal, o então deputado federal (PTB-RJ) denunciou outro esquema, muito mais impactante: o Mensalão (3) .

Era só o começo. O que se seguiu foi uma sequencia de descobertas que até hoje chocam a nação. A Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, vem  investigando um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos de alto escalão. Uma das primeiras prisões foi a do doleiro Alberto Youssef, seguindo-se as de grandes empreiteiros como Marcelo Odebrecht e políticos de importância no cenário nacional como o Deputado Eduardo Cunho e José Dirceu, atingindo o Ex-presidente Lula. Um Juiz de primeira instância, Dr. Sérgio Moro,  tem capitaneado esta impressionante operação que tem se tornado um orgulho nacional.

“Os maus se inclinarão diante dos homens de bem, e os ímpios, às portas da justiça”. (4)

“A testemunha falsa não ficará sem castigo, e aquele que despeja mentiras, perecerá”. (5)

                Mas a origem de tudo é muito mais antiga. Remonta os tempos da Proclamação da República, quando os republicanos decidiram expulsar a família real do Brasil e iniciar o país “do zero”. Isso fez com que o Brasil apagasse seu passado, promulgasse um divórcio com sua pátria mãe, Portugal, ignorasse sua história e iniciasse um tempo onde, oligarquias, “coronéis” e empresários  iniciassem e mantivessem  a tão famigerada “troca de favores” até os dias de hoje.

            “Muitos adulam o governante e todos são amigos de quem dá presente” (6).

                Se o Brasil da época da Monarquia, pensasse em desenvolver um sistema de governo sob a Bandeira Imperial, ou se, ao romper com o trono de Portugal, tivesse o cuidado de fazer como a Inglaterra, França e Espanha, que não descartaram a monarquia mas desenvolveram um modelo parlamentarista monárquico, teríamos evitado esse caldo de cultura da qual hoje nos envergonhamos. O tal “jeitinho brasileiro" é sub produto desta “bola fora” que demos contra nossa história (luso-brasileira) formando um pais sem cara, sem identidade política, fazendo do "ORDEM E PROGRESSO" da bandeira nacional, uma bizarra utopia.



                Hoje, o desmantelamento desse esquema de corrupção sistêmica, nos dizeres do Juiz Sérgio Moro, não será feito em uma década. Haverá que se levantar uma nova geração que dê prosseguimento ao que estamos assistindo hoje, mas os avanços da justiça nos últimos meses, só pode ser atribuído a um milagre dos céus.

                Deus está agindo no Brasil. Não há como duvidar. A pessoa que fez a primeira denúncia à justiça do Paraná e  que deu início a Operação Lava Jato, Hermes Magnus (empresário) mora fora do Brasil e não retorna, com receio de ser morto, devido a constantes ameaças que recebe. Estamos assistindo uma ação Divina, sobrenatural, salvando nosso futuro e nos recolocando no caminho da justiça e da honestidade. Deus prevaleceu!

            “Não há sabedoria alguma, nenhum discernimento, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor” (6)


                Você deseja ajudar a mudar o Brasil? Pensando bem, mude primeiro sua conduta. Não minta a operadora de telemarketing dizendo que anotou o número do protocolo; não cole na prova; não minta numa entrevista de emprego; não estacione na vaga para idosos; devolva o que não é seu; pague seus impostos e taxas; não forje provas contra alguém; não faça acordo com seu patrão para obter salário desemprego e devolver parte do FGTS; isso tudo é CORRUPÇÃO. A corrupção começa em mim e em você. Vamos matá-la no ninho.






(1)    Proverbios 12:28 – Bíblia

(2)    Mateus 10:26 – Bíblia


(4)    Provérbios 14:19 – Bíblia

(5)    Provérbios 19:6 – Bíblia

(6)    Provérbios 21:30

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Prisão de Lula - CONSIDERAÇÕES


Foi um dia triste para qualquer brasileiro que conhece nossa história e um pouquinho de política. Ter um ex presidente tão popular quanto Lula, preso de forma melancólica, não é motivo para se comemorar
Acredito que os que tripudiaram sobre sua prisão, não sabem o que estão fazendo. Lula marcou a história como operário que atingiu o posto máximo da política brasileira. Líder nato, dono de uma oratória impressionante, chefiou a nação durante oito anos e elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff. Não podemos ignorar que se trata de uma figura ímpar. No entanto, não soube manter-se ileso da contaminação dos políticos que o precederam, que o acompanharam e que o sucederam. A prisão do ex presidente, precisa ser encarada com maturidade, tanto pela direita quanto pela esquerda, pelas seguintes razões:
            Primeiramente, o que Luiz Inácio Lula da Silva fez pelo Brasil não funciona como bônus para isentá-lo de culpa.  Quanto mais alto o posto, mais culpa possui. Quanto mais lhe é dado, mais lhe é exigido (Lucas 12:48).
            Em segundo lugar, seu último discurso foi vazio, messianista, passional; peça de retórica desprovida de argumentação convincente, onde somente pessoas ingênuas e desconhecedoras da realidade brasileira aplaudiram. Pior ainda foi a “missa” que realizou em memória da mulher falecida, que pareceu muito mais uma desculpa para tornar o ato da prisão mais dramático. É como se nesses últimos momentos, Lula tirasse a máscara de “paz e amor” e falasse como um revolucionário comunista pronto a pegar em armas para uma revolução aos moldes da extinta União Soviética ou dos correligionários de Che Guevara, que agora só existem nas páginas da história e nas perguntas do Enem.
            Em terceiro lugar, ao afirmar que tirou milhões da pobreza com seus projetos assistenciais, não menciona o caos social na saúde, educação e o assombroso crescimento do desemprego e da violência. Em mais de dez anos apoiando o movimento “Sem Terra”, o mesmo já era para ter desaparecido, se as “terras prometidas” fossem de fato conquistadas.
            Por último, ao dizer que foi condenado sem provas Lula se faz, mais uma vez, de desentendido, pois as provas testemunhais, físicas, fiscais, empresariais, financeiras e tantas outras não deixam a menor sombra de dúvida nos autos de que, o ex presidente recebeu “presentes” caros de mãos nada inocentes.
            Por isso acredito que a justiça brasileira deu um passo importantíssimo no combate a impunidade e Lula está tendo a oportunidade de se tornar um ícone na virada que está acontecendo no Brasil. Por mais que o Partido dos Trabalhadores queira atribuir sua prisão a uma ação política, o povo brasileiro deixou de ser ingênuo. Vivemos na era das redes sociais, dos celulares que se tornaram “o quinto poder” (além da imprensa) e de uma nação que não suporta mais ser espoliada.
            Não vamos parar por aqui. Ainda restam outros políticos de alto escalão, a começar pelo atual Presidente da República, Deputados, Senadores e muitos outros que não enganam mais ninguém. Que caia de vez o gigante da impunidade. Que se erga definitivamente o gládio da justiça e que se firme, para sempre, a honestidade e a honra nesta nação com sede de ordem e progresso!
            “A justiça engrandece as nações, mas o pecado é uma vergonha para qualquer povo” (Pv 14:34 – Bíblia).


quinta-feira, 8 de março de 2018

E proibido pensar?




     Estamos deixando de ser homo sapiens para nos tornarmos 
homo sentimentalis.

                 É lamentável como a humanidade regride em relação aos avanços da mente. Um exemplo é a música: das peças clássicas da antiguidade ao funk, só vemos retrocesso. O que importa é “sentir o batidão” e não degustar uma sinfonia harmônica.

                Nas relações interpessoais, já não se pensa antes de iniciar um relacionamento. A ordem era: me apaixono, conquisto, namoro, fico noivo, caso e tenho filhos. Hoje inicia-se tendo filhos, para então “sentir” o que fazer depois.

                No campo da religião, a mesma coisa. A reflexão teológica deu lugar ao “sentimento religioso”. Se você entrar num culto (ou missa) num final de semana, vai demorar para perceber se está numa casa de shows ou num lugar sagrado. Muito movimento, pouca luz, musica alta, expressões sentimentais e quase nada de reflexão transformadora, que leva a mudança de mente e coração.

                Sobre esse assunto, Philip Rieff, sociólogo americano, escreveu em sua obra: “The Triunph of the Therapeutic” (O Triunfo da Terapia):

É tempo de evocar esse novo homem...Eu apenas anuncio a sua presença, vibrando em todos nós, uma resposta ao Deus ausente. Ao fazê-lo, digo que o homem não está na posição do sábio que exibe um tolo, ou do homem saudável que examina o doente; somos todos tolos, todos doentes, e até que possamos controlar o choque desse reconhecimento não seremos capazes de acessar corretamente o caráter de nossa época. Que um novo mito do homem está em desenvolvimento, ao menos entre as classes educadas, me é evidente.

                Esse “mito”, que Rieff menciona, é o homo sentimentalis, o homem capaz de entender, agir, reagir e escolher com base em suas emoções, que está se tornando “o fiel da balança” com respeito a verdade e felicidade. Sem nos darmos conta, estamos parando de pensar. As redes sociais pululam com seus sinais de notificação em nossos celulares nervosos; visualizamos milhares de imagens diariamente, compartilhamos fotos e vídeos e com isso não paramos para refletir sobre o real valor das coisas, do ser humano, da vida, da espiritualidade genuína, muito menos no Único e Verdadeiro Deus.

                No cristianismo de raiz, sempre houve lugar para a emoção. Não porém, em detrimento da razão. Uma palavra crucial em teologia é “convicção”. No original, “plerophoria” significa “plena segurança”, completa confiança. Foi o que levou Paulo a dizer aos colossenses: “para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo” (Cl 2:2). Outras traduções trazem: “verdadeira compreensão” (NTLH); “toda a riqueza do pleno entendimento” (NVI); “real convicção e clara compreensão” (VIVA).

                Vivemos um momento crítico na história, onde subliminarmente, estamos sendo levados a parar de pensar, de refletir e questionar.  Isso nos leva a aceitar qualquer tipo de música, votar em qualquer político, frequentar qualquer igreja (ou religião), ler qualquer livro, assistir qualquer vídeo, desde que a gente “sinta” que deve fazê-lo. Lamentável.

                Não vou me entregar. Minha natureza de homo sapiens me impede de me encolher a um mero homo sentimentalis. O crivo para escolhas certas e justas é minha mente e não minhas emoções.

Vejo um ótimo exemplo em minha cachorra: posso entregar um alimento com formato e cores estimulantes para um cão, mas antes dela colocar na boca, vai cheirar muito, submetendo ao crivo de seu olfato acurado, o desejo de morder e engolir.

                Pense bem antes de...


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Todas as religiões são iguais?

Você deve ter ouvido algo parecido. Devido a crescente onda de atentados em nível global, a intolerância religiosa tem aumentado e muitos, temendo violência ainda maior, estão propondo um ajuste fino entre as várias confissões ao redor do globo. Em tese, parece algo interessante, mas não passa de uma versão religiosa da globalização. Um tom pastel, sobrepondo nossa liberdade de escolha e decisão.

Trata-se de uma solução baseada no medo. A verdadeira tolerância exige a  diferença. Só posso ser tolerante com quem é diferente. Não há necessidade de tolerância entre iguais. O que está por trás deste ecumenismo é o desejo do controle total por uma minoria. Um controle global de uma religião unificada é tudo que um “Hitler”, por exemplo, deseja. Adolf Hitler unificou a religião na Alemanha, registrou igrejas e as que recusaram ceder ao controle do Estado, foram lançadas na clandestinidade. Um dos líderes da resistência cristã, o pastor protestante Dietrich Bonhoffer, deixou um maravilhoso legado em seus livros e um exemplo de como toda e qualquer atitude de unificar religiões debaixo de um só corpo de crença, é pervertida. Pagou com sua própria vida, sendo executado pouco antes do fim da Segunda Guerra.

A ideia de que todas as religiões são iguais carece de entendimento da história, dos dogmas, credos e formas de liturgia e adoração que variam entre, aspectos semelhantes e outros irreconciliáveis!  Aláh , Krishna, Buda, Cristo, não são a mesma pessoa. Não ensinaram as mesmas coisas. Não viveram na mesma época. Não são expressões divinas de um único ser. Qualquer pessoa inteligente, que conhece o mínimo de religião, sabe disso. Somos livres e nossa liberdade exige liberdade de crença.

Como cristão, entendo que as Escrituras Sagradas, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, ensinam que Yawé é o único Senhor e que Jesus Cristo é seu Unigênito Filho, a encarnação de Deus. Também aprendo que devo amar meu próximo como a mim mesmo, independentemente de sua religião. Tolerância social, sim. Tolerância intelectual, não.

Pensando bem, os representantes das religiões deveriam ensinar a seus adeptos, o amor ao próximo, o respeito às diferenças de credo e liturgia e não buscar elementos unificadores que irão restringir nosso principal direito: o de liberdade.

Pensando bem, as religiões deveriam propagar suas crenças por palavras e exemplos e não por meios políticos e/ou militares. Deveriam ensinar o respeito e ministrar aos necessitados que, diga-se de passagem, são muitos: milhares, milhões!

Deveriam ser mais humanas no sentido social e mais inteligentes no sentido intelectual, demonstrando desapego aos valores desta vida terrena e anseio pela vida por vir. Mais sinceridade, caridade e fraternidade. Menos ecumenismo, por favor!

sergiomarcosmevec@gmail.com


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Veracidade Arquelógica de Jesus Cristo

A veracidade arqueológica de
Jesus Cristo

           
          Uma das principais críticas dos céticos contra o cristianismo é que está fundamentado em lendas, aparições, carente de fundamentação histórica. Não é para menos. Os fatos bíblicos, especialmente do Novo Testamento, ocorreram há mais de 2.000 anos. No entanto, as críticas ignoram comprovações históricas e arqueológicas já existentes e que vem sendo fortalecidas num crescendo, desde que a nova arqueologia, com técnicas inovadoras e emprego de alta tecnologia, vem surpreendendo o mundo científico.

            No início do século XIX, o alemão Ulrich Seetzen, explorou a região da Transjordânia e descobriu as cidades bíblicas de Cesaréia de Filipe, Amã e Gerasa. O inglês Charles Warren fez escavações em Jerusalém e datou as obras de Herodes no grande muro de contenção da antiga plataforma do templo e descobriu um túnel da cidade de Davi que leva o nome do rei.

            Descobertas mais recentes, sob as novas técnicas arqueológicas, encontram destaque: a inscrição de Siloé, os papiros do Novo Testamento, os Códices Sinaíticos, Vaticano e Alexandrino do Novo Testamento, o Templo de Artemis (Diana) dos Efésios, a Sinagoga de Cafarnaum, o Tanque de Betesda, O tanque de Siloé,  a Placa de Cesareia (que menciona Tibério e Pilatos), o ossuário de Caifás e o Barco da Galileia.

           O oriente médio foi palco de muitos conflitos, sob o domínio de vários impérios onde muita “poeira da história” foi depositada. No entanto, nenhuma descoberta colocou em cheque a revelação bíblica a ponto de desacreditar o que profetas, apóstolos e evangelistas disseram sobre Cristo e os acontecimentos que cercaram sua vida, morte, sepultamento e ressurreição.

            Além disso, vemos no próprio texto sagrado o cuidado inteligente de seus escritores. Um exemplo disso é o prologo de Lucas: “​Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, ​igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, ​para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (Lucas 1:1-4).

            Pensando bem, conforta-nos saber que há evidências arqueológicas suficientes sobre as narrativas bíblicas e a pessoa de Jesus Cristo. Mais importante, porém, é a fé que Ele mesmo nos deu, para crer nEle, e dele receber perdão para nossos pecados e a vida eterna que conquistou para nós.

            Se você já é um cristão, alegre-se com esses fatos. Caso não seja, desafio você a conhecer, investigando o cristianismo conforme a Bíblia o define. Sugiro que comece pelo Evangelho Segundo São João, siga pelo livro de Atos dos Apóstolos e depois a Carta de Paulo aos Romanos. Pensando bem, fazendo isso, você ficará isento das influências dos céticos e dos fanáticos. Vá em frente.



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero descer”, seguido de um do motivo. Hoje a música é considerada uma “profecia”, pois já está havendo uma seleção de pessoas para irem à  Marte numa viagem sem volta. O mundo ainda não parou, mas muitos estão querendo descer. Por quê?

As duas grandes guerras mundiais deixaram sequelas terríveis na população mundial. Quando se pensava em um “admirável mundo novo” com o ser humano evoluído, social e politicamente, ressurge o racismo; surge o tráfico internacional de drogas e armas; os atentados terroristas; as pestes e moléstias como ebola, dengue, zica e Chikungunya. As grandes metrópoles e suas cracolândias,  suas zonas de prostituição, pedofilia, trabalho escravo, tráfico de pessoas, etc.

Além disso: como criar filhos na era das redes sociais, da ideologia de gênero e da pornografia? Como ensinar os filhos a conviver com os atuais escândalos na política, os problemas na saúde e educação e encarar o mundo com esperança? A verdade existe de modo objetivo ou cada um tem a sua? Existe um “norte” nesta confusão em que nos encontramos? É possível conhecer, entrar e permanecer num “caminho certo”?

Em meio a tanto conflito e desilusão, alguns afirmam: “Deus não existe”. Isso aumenta ou diminui a pressão? É um consolo ou um empurrão para um mar de desespero?

Karl Marx dizia: “A religião é o ópio do povo”. 
Richard Dawkins diz: “Deus é um delírio”.
Luana Piovani, modelo e atriz, diz: “ a Bíblia deveria ter apenas uma folha: ‘ tente não ser babaca’ e se você seguir isso todos os dias, será uma pessoa melhor”.

Creio em Deus, não apenas porque minha avó e minha mãe criam nEle. Aos 18 anos eu não via razão na vida. Acreditava em discos voadores porque não acreditava na humanidade. Bebia para me “sentir melhor” e procurava fazer piadas para manter pessoas por perto. Até que ganhei uma Bíblia. Tentei ler, mas não consegui. Não entendia nada. Mas certo dia, após ter sido católico, crente, esotérico e amante da astrologia,  pensei: se Deus existe, devo encontra-lo na Bíblia. E foi o que aconteceu.

O livro de Salmos, Provérbios e Eclesiastes me apresentaram um Deus auto existente, justo e todo poderoso. Os Evangelhos me revelaram que esse Deus desceu à nossa mísera condição de mortais, tornando-se um mortal como nós, a fim de nos abrir um caminho por meio de si mesmo e não de uma religião qualquer.  Os Atos dos apóstolos e as cartas apostólicas me disseram que havia na terra uma comunidade de fiéis que estariam prontos a me acolherem, caso eu viesse a crer.

Não sei qual é sua opinião, mas de uma coisa esteja certo: Deus tem a última palavra sobre o destino da humanidade, e esta palavra está revelada na Bíblia. Eu te desafio a ler, e sugiro a sequencia que indiquei acima.

O mundo não vai parar para eu e você descermos, mas podemos viver em paz se este mundo for visto com outros olhos, talvez como um “campo missionário” onde poderemos desempenhar um papel fundamental na busca de uma vida melhor para nossos semelhantes, nesta vida e na vindoura. Se conhecermos e vivermos os propósitos de Deus para nós.

E aí? Tá dentro?

sergiomarcosmevec@gmail.com

Mensagem de Santa Rita aos SANTARRITENSES.

Caminhando certa vez pelos arredores da cidade, não apenas para proveito físico, mas principalmente, espiritual, observei o revoar dos...