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O que sua mãe (realmente) precisa?

Mães foram criadas por Deus para revelarem sua bondade e misericórdia à humanidade. Dizem os poetas que mãe é o ser mais “divino”, o que mais se aproxima do Perfeito Criador. Como disse Henri F. Amiel: “ a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei; em síntese, a divindade numa forma acessível à criança”.

Com raríssimas exceções,  mães se contentam com pouco. Não é necessário muito esforço para agradar uma mãe. É claro que ao escolhermos um presente, pensamos na grandiosidade de nossa progenitora, o quanto ela significa para nós e então gastamos tempo e dinheiro escolhendo algo que possa expressar nossa  gratidão. Mães de verdade, não fazem lá grande caso de como seja o presente, ou quão caro ele seja. O gesto do filho, a lembrança, o momento da entrega,  as palavras são bem mais importantes do que o conteúdo do embrulho que acabam de receber.

É lugar comum afirmar que o dia das mães transformou-se num grande nicho de mercado a ponto de ser tido, pelo comércio, como a segu…
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A Era da "pós-verdade".

Anualmente a Oxford Dictionaries, (departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários) elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 é “pós-verdade” (“post-truth”). Além de eleger o termo, a instituição definiu que “pós-verdade” é um adjetivo “que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. A palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história. (*)

Podemos definir “pós-verdade” como aquele jargão dos anos 1980: “ me engana que eu gosto”. 

O que tem motivado o surgimento do termo ainda não é bem conhecido, mas as redes sociais são as principais responsáveis, pois difundem fatos aparentemente coerentes que são repassados veloz e abundantemente a p…

Acredito em milagres

A cultura do final do século XX e início do século XXI é chamada de “pós-cristã”, pois, apesar dos conceitos da fé cristã ainda serem inteligíveis ao ser humano moderno, já não são essenciais para formação de sua cosmovisão.  Muitos acreditam que o ser humano já alcançou sua “maturidade” substituindo a cosmovisão cristã por uma científica e empírica vinculada a realidade de que não pode mais levar a sério os milagres bíblicos. De fato, os milagres nos tempos bíblicos não constituíam um problema para os cristãos quando procuravam explicar sua fé e relacioná-la com a cultura ao seu redor. Os santos do passado eram, em grande parte, intelectuais que defenderam a fé cristã dos ataques da filosofia. São conhecidos como “pais apologistas”, pois se ergueram diante das criticas defendendo a fé em Cristo como a verdadeira filosofia. Dentre eles, destaco Agostinho, que declarou em sua obra CIDADE DE DEUS, que milagres “não são eventos contrários à natureza, mas contrários àquilo que é conhecido …

O Ateísmo do Dr. House e a minha inteligência.

Cristo sim, igreja não. Como assim?

Cresce em todo mundo a ideia de um cristianismo descompromissado, despojado... do lar.
     Na Europa isso já acontece a bastante tempo. Nos Estados Unidos o movimento é crescente e no Brasil vai ganhando corpo à uns cinco anos mais ou menos.
O que há de bom?
     Há um lado positivo neste "movimento": um cristianismo "desinstitucionalizado", ou seja, sem os vícios e a politicagem das instituições. O "ser cristão em casa" parece  interessante, pois a proposta é que se viva (seja),  pratique, acima de tudo, o Evangelho. Não há interesse em "exibir" a fé numa reunião dominical, mas em vivenciá-la no cotidiano. É o cristianismo sem hora marcada, sem rotina de cultos e reuniões, sem a roupa de domingo, sem os trejeitos típicos do mundo gospel como dizer: "a paz do Senhor", "amém", etc. 
Nem tudo que reluz é ouro.
     Por outro lado é um cristianismo liquefeito, sem normatização, onde todo mundo fala, sente, crê, interpreta e minist…

Por que Dilma caiu?

Caiu porque foi mais petista que politica.
Caiu porque se deixou conduzir pelo espectro do presidente Lula.
Caiu porque evitou falar sobre a corrupção, dando a entender certa cumplicidade.
  Caiu porque mostrou-se leal a Lula quando este se revelou desleal a nação brasileira.
Caiu porque fez vista grossa ao apodrecimento interno do PT.
Caiu porque inchou a máquina governamental  com projetos populistas esquecendo-se que a nação brasileira possui regiões ao norte e regiões ao sul (leia-se também, sudeste).
Caiu, pois desconsiderou que sua vitória nas urnas foi apertada e que governaria um país dividido.
Caiu devido a inúmeras gafes (e escorregões na retórica) que lhe rendeu inúmeros memes que se tornaram virais na internet.
Caiu porque não ouviu adequadamente a voz das ruas.
  Caiu porque os que poderiam mantê-la no porder, cairam antes dela.
Me alegro? Não. 
     Como brasileiro me entristesso ao ver uma presidente eleita pelo voto popular ser destituida pela população nas ruas.
Foi trist…

Brasil: a crise pode nos transformar na "Síria latinoamericana".

A Síria é logo ali.  

     O levante contra o regime de Bashar al-Assad teve início em 15 de março de 2011, durante a insurreição da Primavera Árabe, período em que as populações de países árabes, como Tunísia, Líbia e Egito se revoltaram contra os governos de seus países. 

     O levante começou pacífico nos primeiros quatro meses, mas a partir de agosto, manifestantes fortemente reprimidos passaram a recorrer à luta armada.

O restante da história já sabemos. Forças russas e norte americanas, interessadas na promoção e manutenção de guerras além de suas fronteiras, começaram se se alfinetar e o resultado foi (e está sendo) a morte de milhares de civis e um êxodo de milhões de refugiados para a Europa e outras partes do mundo, algo que não se via desde o final da segunda grande guerra.

A confusão que se instalou no Brasil demonstra que não há luz no fim do túnel. O país está dividido. Engana-se quem pensa que os pró governistas são minoria. Engana-se também quem imagina que os que s…