quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero descer”, seguido de um do motivo. Hoje a música é considerada uma “profecia”, pois já está havendo uma seleção de pessoas para irem à  Marte numa viagem sem volta. O mundo ainda não parou, mas muitos estão querendo descer. Por quê?

As duas grandes guerras mundiais deixaram sequelas terríveis na população mundial. Quando se pensava em um “admirável mundo novo” com o ser humano evoluído, social e politicamente, ressurge o racismo; surge o tráfico internacional de drogas e armas; os atentados terroristas; as pestes e moléstias como ebola, dengue, zica e Chikungunya. As grandes metrópoles e suas cracolândias,  suas zonas de prostituição, pedofilia, trabalho escravo, tráfico de pessoas, etc.

Além disso: como criar filhos na era das redes sociais, da ideologia de gênero e da pornografia? Como ensinar os filhos a conviver com os atuais escândalos na política, os problemas na saúde e educação e encarar o mundo com esperança? A verdade existe de modo objetivo ou cada um tem a sua? Existe um “norte” nesta confusão em que nos encontramos? É possível conhecer, entrar e permanecer num “caminho certo”?

Em meio a tanto conflito e desilusão, alguns afirmam: “Deus não existe”. Isso aumenta ou diminui a pressão? É um consolo ou um empurrão para um mar de desespero?

Karl Marx dizia: “A religião é o ópio do povo”. 
Richard Dawkins diz: “Deus é um delírio”.
Luana Piovani, modelo e atriz, diz: “ a Bíblia deveria ter apenas uma folha: ‘ tente não ser babaca’ e se você seguir isso todos os dias, será uma pessoa melhor”.

Creio em Deus, não apenas porque minha avó e minha mãe criam nEle. Aos 18 anos eu não via razão na vida. Acreditava em discos voadores porque não acreditava na humanidade. Bebia para me “sentir melhor” e procurava fazer piadas para manter pessoas por perto. Até que ganhei uma Bíblia. Tentei ler, mas não consegui. Não entendia nada. Mas certo dia, após ter sido católico, crente, esotérico e amante da astrologia,  pensei: se Deus existe, devo encontra-lo na Bíblia. E foi o que aconteceu.

O livro de Salmos, Provérbios e Eclesiastes me apresentaram um Deus auto existente, justo e todo poderoso. Os Evangelhos me revelaram que esse Deus desceu à nossa mísera condição de mortais, tornando-se um mortal como nós, a fim de nos abrir um caminho por meio de si mesmo e não de uma religião qualquer.  Os Atos dos apóstolos e as cartas apostólicas me disseram que havia na terra uma comunidade de fiéis que estariam prontos a me acolherem, caso eu viesse a crer.

Não sei qual é sua opinião, mas de uma coisa esteja certo: Deus tem a última palavra sobre o destino da humanidade, e esta palavra está revelada na Bíblia. Eu te desafio a ler, e sugiro a sequencia que indiquei acima.

O mundo não vai parar para eu e você descermos, mas podemos viver em paz se este mundo for visto com outros olhos, talvez como um “campo missionário” onde poderemos desempenhar um papel fundamental na busca de uma vida melhor para nossos semelhantes, nesta vida e na vindoura. Se conhecermos e vivermos os propósitos de Deus para nós.

E aí? Tá dentro?

sergiomarcosmevec@gmail.com

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Como identificar uma mensagem cristã autêntica.


           Se você é ávido por mensagens cristãs e vive acessando estudos bíblicos e pregações, deve redobrar sua atenção. Há muita picaretagem no ramo, como sempre houve desde os tempos dos apóstolos.

         No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.  Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda (2ª Pedro 2:1 à 3).

                Como discernir entre o falso e o verdadeiro? O processo é o mesmo usado para identificar uma nota falsa de uma verdadeira: conhecer muito bem a verdadeira.

                Vamos tomar como base o ministério de São João Batista. Ele foi um legítimo mensageiro de Deus e concentra em si o último profeta ao estilo do Velho Testamento e o primeiro evangelista ao estilo do Novo Testamento. Uma ponte sólida entre Israel e a Igreja.

                Em Lucas 3:1 à 20 a Bíblia nos retrata como foi seu trabalho e sua mensagem. Este trecho das Escrituras nos revela três aspectos da mensagem cristã genuína que serve de fundamento para avaliarmos se estamos ou não diante de uma pregação autêntica, a saber: toda pregação autêntica a) começa com a Bíblia; b) provoca questionamentos existenciais e    c) visa unicamente a glória de Deus. Se estas três características não estiverem presentes numa pregação, ela não pode ser considerada uma pregação autêntica, mesmo que provoque emoções ou faça chover milagres. Ela é falsa. Para checar, faça as seguintes perguntas:

                A mensagem começa com a Bíblia? A Bíblia é a fonte inspiradora do tema do pregador? A Bíblia está sendo exposta de modo inteligente e inteligível? João Batista tinha como fonte inspiradora o texto do profeta Isaías 40:3 à 5 (Vide Lucas 3:4 à 6). A verdadeira mensagem nasce na Bíblia, expõe e explica o texto bíblico e o aplica à nossa realidade de vida. Não se iluda com belas histórias ilustrativas, palavras difíceis, citações de poetas e filósofos. A mensagem cristã e eminentemente a mensagem contida na Bíblia.

                A pregação provoca questionamentos existenciais? Leva a reflexão? Inquieta o coração? No caso de João Batista, os que o ouviram, disseram: “Que devemos fazer então?” (Lucas 3:10). A mesma reação tiveram os que ouviram o apóstolo São Pedro em seu sermão registrado em Atos 2:14 à 36 : “Quando ouviram isso, os seus corações ficaram aflitos, e eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: - Irmãos, que faremos?” (Atos 2:37). A palavra traduzida como “aflitos”, no original, significa literalmente “picar, furar” e num sentido metafórico, “atormentar a mente”.

                A mensagem visa unicamente a glória de Deus? O pregador é humilde o suficiente para não se colocar como o “dono da verdade”, ou o “guru da nova ordem mundial”? João Batista era tão eloquente e sábio que pensaram que ele poderia ser o Cristo!
O povo estava em grande expectativa, questionando em seus corações se acaso João não seria o Cristo.  João respondeu a todos: “Eu os batizo com água. Mas virá alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias ...” (Lucas 3:15,16).
                Em outras palavras, a mensagem genuinamente Cristã, exalta a Cristo e não o ser humano. Somos uma geração mimada pelo clientelismo, paparicada pelo humanismo e divorciada dos valores espirituais que deveriam reger cada área de nossa vida.  Não somos um corpo animado por um espírito, mas um espírito que habita um corpo. Esta ordem faz toda diferença.
                Pensando bem, só aceita imitações aqueles cujo padrão de exigência é baixo. Só é enganado aquele que se contenta com coisas de qualidade inferior.
                Não seja assim.
               

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70  cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com  “ – pare o mundo que eu ...