sexta-feira, 23 de junho de 2017

Como viver em paz em um mundo em convulsão?


Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero descer”, seguido de um do motivo. Hoje a música é considerada uma “profecia”, pois já está havendo uma seleção de pessoas para irem à  Marte numa viagem sem volta. O mundo ainda não parou, mas muitos estão querendo descer. Por quê?

As duas grandes guerras mundiais deixaram sequelas terríveis na população mundial. Quando se pensava em um “admirável mundo novo” com o ser humano evoluído, social e politicamente, ressurge o racismo; surge o tráfico internacional de drogas e armas; os atentados terroristas; as pestes e moléstias como ebola, dengue, zica e Chikungunya. As grandes metrópoles e suas cracolândias,  suas zonas de prostituição, pedofilia, trabalho escravo, tráfico de pessoas, etc.

Além disso: como criar filhos na era das redes sociais, da ideologia de gênero e da pornografia? Como ensinar os filhos a conviver com os atuais escândalos na política, os problemas na saúde e educação e encarar o mundo com esperança? A verdade existe de modo objetivo ou cada um tem a sua? Existe um “norte” nesta confusão em que nos encontramos? É possível conhecer, entrar e permanecer num “caminho certo”?

Em meio a tanto conflito e desilusão, alguns afirmam: “Deus não existe”. Isso aumenta ou diminui a pressão? É um consolo ou um empurrão para um mar de desespero?

Karl Marx dizia: “A religião é o ópio do povo”. 
Richard Dawkins diz: “Deus é um delírio”.
Luana Piovani, modelo e atriz, diz: “ a Bíblia deveria ter apenas uma folha: ‘ tente não ser babaca’ e se você seguir isso todos os dias, será uma pessoa melhor”.

Creio em Deus, não apenas porque minha avó e minha mãe criam nEle. Aos 18 anos eu não via razão na vida. Acreditava em discos voadores porque não acreditava na humanidade. Bebia para me “sentir melhor” e procurava fazer piadas para manter pessoas por perto. Até que ganhei uma Bíblia. Tentei ler, mas não consegui. Não entendia nada. Mas certo dia, após ter sido católico, crente, esotérico e amante da astrologia,  pensei: se Deus existe, devo encontra-lo na Bíblia. E foi o que aconteceu.

O livro de Salmos, Provérbios e Eclesiastes me apresentaram um Deus auto existente, justo e todo poderoso. Os Evangelhos me revelaram que esse Deus desceu à nossa mísera condição de mortais, tornando-se um mortal como nós, a fim de nos abrir um caminho por meio de si mesmo e não de uma religião qualquer.  Os Atos dos apóstolos e as cartas apostólicas me disseram que havia na terra uma comunidade de fiéis que estariam prontos a me acolherem, caso eu viesse a crer.

Não sei qual é sua opinião, mas de uma coisa esteja certo: Deus tem a última palavra sobre o destino da humanidade, e esta palavra está revelada na Bíblia. Eu te desafio a ler, e sugiro a sequencia que indiquei acima.

O mundo não vai parar para eu e você descermos, mas podemos viver em paz se este mundo for visto com outros olhos, talvez como um “campo missionário” onde poderemos desempenhar um papel fundamental na busca de uma vida melhor para nossos semelhantes, nesta vida e na vindoura. Se conhecermos e vivermos os propósitos de Deus para nós.

E aí? Tá dentro?

sergiomarcosmevec@gmail.com

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como se "pacifica" um país?

O Excelentíssimo Senhor Michel Temer, Presidente do Brasil, em sua primeira aparição após a conquista histórica no TSE , disse estar seguindo “pacificando o país”. Sua fala é tranquila e decidida, mas carece de conteúdo e de apoio popular. Aliás, menos popular que Dilma Roussef, Temer segue propondo as reformas (e diga-se de passagem,  importantes para o Estado Brasileiro) como se tudo estivesse sob seu total controle. Não está. O poder de um presidente da república aliado ao poder financeiro de capitalistas selvagens não irá  prevalecer contra a opinião popular, ainda que dividida.
Voltemos a questão da “pacificação”. A paz, longe de ser ausência de guerra, é sub produto de um outro bem social chamado justiça. Se não houver justiça, não pode haver paz. Diz O Livro: “O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranqüilidade e confiança para sempre” (Isaías 32:17). A paz não se estabelece com um conluio entre os três poderes. Não se estabelece com manobras politicas com maioria na Câmara ou no Senado. Não se estabelece com o povo nas ruas e muito menos com uma intervenção militar. O fruto da justiça será a paz. Se a justiça não for buscada acima de qualquer tipo de interesse pessoal a paz será impossível de ser alcançada.
Certo dia sentei-me no fundo do quintal de casa e pensei: o que Deus tem a dizer sobre a situação do Brasil? Como Ele vê toda essa sujeira? O que teria Ele a dizer caso pudesse entrar ao vivo em rede nacional?  Voltei-me às páginas da Bíblia e lá me deparei com Oséias cap. 10 vs.12  : “Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês” (NVI). Numa outra versão, lemos: “Passem arado no chão duro de seus corações” (Bíblia Viva).
Não faça como Michel Temer. Não espere frutos de uma semente que você não plantou. Não busque a paz sem antes cientificar-se que tem sido justo, honesto consigo mesmo e com as pessoas. Não siga o exemplo de quem acha que pode empurrar a sujeira para debaixo do tapete e promulgar “casa limpa”. Investigue seu coração, seus relacionamentos, seu trato com suas finanças, seus caprichos pessoais. Não caia no erro de esperar dos outros o que você não está disposto a fazer por eles. Seja sincero, não fuja de seus erros, não os ignore. Não há desculpas para nossas culpas. É necessário arrependimento e restituição.
Agora não é mais uma questão de “direita” ou “esquerda”, partido “A” ou “B”, mas um retorno à fonte de Justiça: DEUS. Oremos pela nossa nação. Oremos pelos juristas sérios e que estas páginas das história do Brasil, seja escritas com “penas de ouro”, sementes de justiça que brotarão. Só então nossos filhos e netos poderão, finalmente hastear o Pavilhão Nacional se orgulhando da expressão: ORDEM E PROGRESSO.

Senhor Presidente, se a pacificação do país é assim, tão importante para o senhor, deixe a justiça realizá-la. 

Muito obrigado. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O que sua mãe (realmente) precisa?


Mães foram criadas por Deus para revelarem sua bondade e misericórdia à humanidade. Dizem os poetas que mãe é o ser mais “divino”, o que mais se aproxima do Perfeito Criador. Como disse Henri F. Amiel: “ a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei; em síntese, a divindade numa forma acessível à criança”.

Com raríssimas exceções,  mães se contentam com pouco. Não é necessário muito esforço para agradar uma mãe. É claro que ao escolhermos um presente, pensamos na grandiosidade de nossa progenitora, o quanto ela significa para nós e então gastamos tempo e dinheiro escolhendo algo que possa expressar nossa  gratidão. Mães de verdade, não fazem lá grande caso de como seja o presente, ou quão caro ele seja. O gesto do filho, a lembrança, o momento da entrega,  as palavras são bem mais importantes do que o conteúdo do embrulho que acabam de receber.

É lugar comum afirmar que o dia das mães transformou-se num grande nicho de mercado a ponto de ser tido, pelo comércio, como a segunda maior força depois do natal. Mas deixando de lado nosso capitalismo selvagem, convenhamos: mães merecem tudo e muito mais do que possamos lhes dar.

Até hoje, quando se aproxima esta data, lembro do que minha mãe dizia nesta época: “ – O melhor presente que você pode me dar é sua obediência”. (Imagine que tipo de filho eu era ). Mas com isso, minha mãe,  sem ter consciência disso, estava me ensinado um principio que norteia minha vida até hoje: pessoas são mais importantes que coisas.

Se você tem sua mãe por perto (como é o meu caso no momento), não se limite a um presente: surpreenda. Faça o que você ainda não fez por ela. Se sua mãe mora longe e não conseguirá vê-la pessoalmente, diga o quanto ela é importante pra você e invente um jeito de surpreendê-la também. Caso sua mãezinha já não esteja neste mundo, reserve um tempo para agradecer à Deus por ela, esse presente divino que te carregou em seu ventre, que te amamentou e ensinou as primeiras palavras.

Agradeço a você, mãe, por tudo que fez e tem feito por mim. Deus te abençoe sempre. É muito bom para mim estar ao seu lado neste dia tão importante para nós. Feliz dia das mães.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A Era da "pós-verdade".


         

        Anualmente a Oxford Dictionaries, (departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários) elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 é “pós-verdade” (“post-truth”). Além de eleger o termo, a instituição definiu que “pós-verdade” é um adjetivo “que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. A palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história. (*)

Podemos definir “pós-verdade” como aquele jargão dos anos 1980: “ me engana que eu gosto”. 

O que tem motivado o surgimento do termo ainda não é bem conhecido, mas as redes sociais são as principais responsáveis, pois difundem fatos aparentemente coerentes que são repassados veloz e abundantemente a ponto de, pelo volume de pessoas que estão compartilhando, chega a ser considerado “verdadeiro”. 

Já faz algum tempo que a verdade objetiva dos fatos tem sido considerada menos importante que a avaliação ou interpretação pessoal. Ganhou mais força com a internet  o que é extremamente preocupante, pois se a verdade é o alicerce e fundamento para o desempenho da justiça e da integridade, estamos realmente num “mato sem cachorro”, num bote inflável, à deriva, no mar agitado dos interesses pessoais. É por isso que está cada vez mais difícil discernir o certo do errado, punir os verdadeiros culpados, manter na cadeia os que precisam pagar pelo que fizeram. As bases do direito estão sendo solapadas. Estamos contemplando o início de uma era anárquica. Seria o começo do fim?

A cerca de dois mil anos, alguém predisse que um tempo assim chegaria: “Porque chegará uma época quando as pessoas não ouvirão a verdade, mas andarão de um lado para outro procurando mestres que lhes digam apenas aquilo que desejam ouvir” (**). Sim, esse tempo chegou. As pessoas, de um modo geral, estão preferindo mentiras “confortáveis” do que verdades “desagradáveis”.  O que “eu sinto” e em que “eu creio” é mais importante que fatos comprováveis e descobertas científicas. Como bem dizia Francis Schaeffer nos anos 1970: é a morte da razão. O pensamento foi substituído pelo sentimento. A verdade já não é algo fora de nós, a quem devemos reconhecer e nos curvar. Tornou-se particularizada. Eu tenho a “minha verdade” e você tem “a sua”. 

Pensando bem, nunca foi tão necessário pensar. Nunca se fez tão urgente o uso da razão, da reflexão séria, do pensar analítico. A verdade não é propriedade particular. Ela é a verdade. É objetiva, exclusiva e poderosa. A verdade é luz que ilumina, ponteiro que assinala o caminho, fonte segura de recursos para uma vida de justiça e integridade, alicerce para se edificar uma vida, uma família, uma nação!

Se estamos vivendo a era denominada de “pós verdade” estamos cativos de nossos caprichos, prisioneiros de nossos instintos, reféns de nossos interesses pessoais e cúmplices da mentira, do engano e da sedução. Mas há uma esperança que emerge das páginas da história, um brado profético que atravessa gerações. Um grito vindo de um lugar remoto e aparentemente insignificante do planeta. Uma voz que tem sofrido a continua tentativa de sufocamento, mas que resiste ao tempo, que diz: “ E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ” (***).


sergiomarcosmevec@gmail.com 




(*)      Fonte: www.nexojornal.com.br 
(**)    Paulo, o apóstolo, na 2ª carta  à Timóteo, 4:3
(***)  Jesus Cristo, conforme o Evangelho de João, 8:32

quarta-feira, 15 de março de 2017

Acredito em milagres

A cultura do final do século XX e início do século XXI é chamada de “pós-cristã”, pois, apesar dos conceitos da fé cristã ainda serem inteligíveis ao ser humano moderno, já não são essenciais para formação de sua cosmovisão.  Muitos acreditam que o ser humano já alcançou sua “maturidade” substituindo a cosmovisão cristã por uma científica e empírica vinculada a realidade de que não pode mais levar a sério os milagres bíblicos.
De fato, os milagres nos tempos bíblicos não constituíam um problema para os cristãos quando procuravam explicar sua fé e relacioná-la com a cultura ao seu redor. Os santos do passado eram, em grande parte, intelectuais que defenderam a fé cristã dos ataques da filosofia. São conhecidos como “pais apologistas”, pois se ergueram diante das criticas defendendo a fé em Cristo como a verdadeira filosofia. Dentre eles, destaco Agostinho, que declarou em sua obra CIDADE DE DEUS, que milagres “não são eventos contrários à natureza, mas contrários àquilo que é conhecido da natureza”. Nosso conhecimento da natureza é bem limitado ainda. O que ele quis dizer é que milagres não são rompimentos irracionais do padrão existente na natureza, mas apenas da parte conhecida daquele padrão.
Além disso, cada milagre bíblico tem como propósito atrair a atenção do ser humano para o amor e a glória de Deus, desviando temporariamente sua visão limitada na vida cotidiana, direcionando seus pensamentos para os atos poderosos de Deus. O que podemos conhecer de Deus, muitas vezes se restringe ao conhecimento do poder de Deus em intervir na existência humana, em seu próprio favor, para revelação da glória de Deus.
Infelizmente, alguns manipuladores inescrupulosos se levantaram após o inicio da era televisiva (e agora digital) arrebanhando multidões incautas para suas pretensas exibições de curandeirismo, tornando-se famosos e ricos, escandalizando gente séria, de fé fundamentada e engajada, que não se deixa levar pelo emocionalismo de suas reuniões catárticas.
Quando digo que acredito em milagres é porque me recuso a definir minha fé como uma simples concordância intelectual acerca de algumas doutrinas básicas ou de mera prática social relevante. Minha fé, em sua essência, está entrelaçada aos milagres, que por sua vez se encontram na essência da fé cristã. Cristo teve um nascimento virginal, fez paralíticos andarem, cegos verem, mortos ressuscitarem. Transformou água em vinho, acalmou tempestades e andou sobre as águas. Após sua morte vicária, ressuscitou sobrenaturalmente, ascendeu aos céus extraordinariamente e voltará gloriosamente como nos prometeu.
Pensando bem, não há como ser cristão sem crer no Cristo das Escrituras. Crer em sua ética, em seus ensinos e seu exemplo de vida. Igualmente, não há como ser cristão duvidando dos milagres que ele realizou, ( e ainda realiza) pois são estes milagres que o diferenciam dos demais mestres e avatares que surgiram ao longo da história.
Quando afirmamos crer em milagres, cremos nos que Cristo fez, por meio da fé. Ninguém mais, em todo cosmos, realiza verdadeiros milagres, senão Deus e o escolheu realizar por meio da fé em seu Filho Jesus.
“Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome” (Jo 20:30,31).
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”       ( Hebreus 13:8).


               

                

Como viver em paz em um mundo em convulsão?

Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...