quarta-feira, 24 de abril de 2013

O que mais me incomoda nas pessoas...

    ... é a falta de opinião. Gente que evita dizer o que pensa e quando diz, ao ser abordada para confirmar o que falou, "dá para trás", tergiversa, e vem com aquela história: "não foi bem assim". 
 .
     Já não estou suportando essa falta de caráter,  que diante de um pensamento contrário, pula pra trás.
     Se você é um desses, dá licença. Sua covardia me enoja.  Só se atreva a opinar quando estiver seguro que vai sustentar o que falou até o fim, aconteça o que acontecer.

     Podemos mudar de opinião? Claro. Só idiotas pensam que não. Já mudei meu pensamento acerca de muitas coisas, mas  dou satisfação. Digo: "de fato, sustentei meu pensamento neste sentido até que, após algumas reflexões e avaliações, decidi mudar" e pronto. O que não consigo mais engolir é essa história de achar e acreditar de acordo com as condições atmosféricas.

     Se você deseja separar verdadeiros amigos, crescer como pessoa e influenciar essa geração tão filosoficamente amorfa, forme opiniões e comprometa-se. Pague o preço de uma inimizade, se necessário, mas seja honesto consigo mesmo e com os que pensam como você.

     Um dos vultos mais importantes da história,  homem de opiniões fortes e inegociáveis, foi preso inúmeras vezes por isso -  falar e sustentar até o fim o que falou. Seu nome: Paulo, o Apóstolo. Diante da terrível controvérsia no seio do cristianismo sobre o consumo de alimento sacrificado á ídolos, e a confusão do "pode não pode" disse:  "​Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente" (Rm 14:5).

     Não seja uma marionete nas mãos de sua vaidade pessoal, da sua mania de querer sair-se bem a qualquer custo, de querer ser pé direito e pé esquerdo ao mesmo tempo. Se mudar de opinião, me avise. Caso contrário, não seja um cafajeste: tenha e mantenha sua opinião.
    

terça-feira, 9 de abril de 2013

Marco Feliciano: por quê devo me posicionar?

     O caso Marco Feliciano parece um poço sem fundo. Haja jornal, revista, blog, site, programa de TV, página do Face, etc. para falar do caso. Arre! 
     O que mais me incomoda (para não dizer, "enche o saco") é esta história de "ter que me posicionar" - contra ou a favor. Não vejo porque. Não é minha obrigação. Se não sou evangélico, tenho que ser contra? Se sou evangélico, tenho que me colocar a favor? Por quê?
     Marco Feliciano representa ele mesmo e não a classe evangélica, muito menos pastoral. O meio evangélico não tem uma voz única, um avatar ou papa. A Igreja Evangélica Brasileira possui tonalidades diferentes, bem diferentes, tão diferentes, que Marco Feliciano, dentro do contexto cristão evangélico, é amado por uns, ignorado por outros e combatido por outros tantos.
     Não vou me posicionar nem contra, nem a favor pelos seguintes motivos:
     1) A bandeira que ergo é a de Cristo e não de uma ideologia religiosa, mesmo que baseada no cristianismo histórico ou moderno.
     2) Minha missão nesta terra é pregar o evangelho e interceder em favor dos que estão investidos de autoridade. 
     3) Como intercessor, me cumpre orar por Marco Feliciano como autoridade que é e não me preocupar em ficar ao seu lado ou contra.
     4) Finalmente, a união entre homoafetivos implica em uso do livre arbítrio e das consequências naturais e espirituais. Cada um vai arcar com as escolhas que faz. Se um casal homoafetivo converter-se a Cristo (At 26:18), torna-se habitação do Espírito Santo (Rm 8:9). Será constrangido pelo mesmo Espírito Santo a viver o original da criação (Rm 1:26,27). O divórcio será uma decisão que implicará num discipulado comum a todos os demais cristãos héteros: "negar-se a si mesmo e levar a cruz dia após dia" (Mt 16:24).
     Com isso  em mente, deixem-me em paz. O "muro" é minha opção. Problema meu. Ufa! Falei...

sergiomarcos59@hotmail.com
     

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70  cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com  “ – pare o mundo que eu ...