sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Igreja Líquida.

     Mais do que  de gente certinha e bem comportada. Mais que um povo bem vestido que não bebe, não fuma e não faz isso nem aquilo. Mais do que um pessoal que "canta e dança"  ...que é uma coisa entre quatro paredes e outra na esquina, na escola ou no trabalho ...que repete chavões  e diz amém no final das orações. 

     Igreja é o Corpo Vivo de Cristo , que transmite seu cheiro, sua voz, seu amor e poder de modo visível por onde  passa. 

     Há um tipo de "igreja" que chamo de "sólida". Tem tamanho, peso e formas bem definidas. Possui marca, modelo e ano de fabricação e  tem   orgulho disso, mas não penetra em locais estreitos, cantos apertados, fissuras sociais. Esperam crescer por adesão, e que a iniciativa venha de fora.

     Há também a "igreja liquida".  Não possui marca, modelo ou ano de fabricação.  Seus componentes "químicos" são bem definidos, sabe quem é e o que quer. Ao contrário da "igreja sólida", penetra em qualquer fissura . Leva vida, mata a sede, agrega e congrega. Ao contrário do que se possa pensar, a "igreja liquida" entende que é missional, sabe "porquê" e "para quê" existe e se apressa em cumprir cabalmente seu papel. Não espera crescimento por adesão. Vai ao encontro, corre atrás. Percebe que diante de si há um deserto, e se vê como a resposta. 

     Neste mundo globalizado, de tribos urbanas, nerds, manos, sertanejos, emos, só uma  "igreja liquida " chegará  à toda criatura.

     O apóstolo mais líquido de todos disse:  "Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser co-participante dele" (! Co 9:22,23). De quem ele aprendeu a liquefazer-se? Com o próprio Filho de Deus em sua encarnação. 

     Antes de  me sentenciar como herege leia Filipenses 2:6 à 8 - deixa a excomunhão para depois. Fui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pra que Deus se tenho Google?

   Não importa onde esteja: o Google é onipresente. Não importa o que  precise, o Google é onipotente. Não importa o que  queira saber: o Google é onisciente. 
   Alô ateus: se  duvidavam da existência do todo poderoso, animem-se. O Google existe e (melhor ainda) podemos comprovar  científicamente!

   Antes de ir ao médico descubra pelo Google, o seu problema e vá com algumas possibilidades de diagnóstico no bolso. Legal né!  E olha que tem gente que namora, noiva e casa por ele. Compra, vende, troca, financia. Brinca, se diverte, faz sexo, estuda, forma-se e faz pós graduação! E... detalhe: com uma prontidão e eficácia impressionantes. Tudo rápido e seguro.

   Pra que Deus? As coisas com a Divindade parecem lentas... pastosas... no ritmo vagaroso dos tempos   das válvulas, do vinil de rotação 39. 
   Mas espera aí.  O Google... (coitado) tem um pequeno problema: não consegue ser íntimo. Pertence a  todo mundo, mas não é de ninguém. Está próximo e longe ao mesmo tempo. Sabe quase tudo, menos dar e receber amor. Seu poder se limita a energia elétrica. Basta um blackout e... Um virus pode interromper um momento de contato e...

     O Google é um dependente crônico da máquina, que por mais que se aperfeiçoe, foi feita por um ser imperfeito...

   Ah! Tá aí  -  Imperfeição.O Google é "quaaaaase" perfeito...

   Tenho o Google, mas sou maníaco por perfeição...

   E perfeito mesmo... só DEUS.

   Se tenho Deus... então... o Google volta a ser, digamos... um mero acessório.

   (Salmo 37:5, Romanos 8:31, Filipenses 4:13, Apocalipse 22:13)


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NATAL SEM CRISTO É MELHOR.

     Pra que presépio se quem faz sucesso é papai noel? Pra que "sinos tocando" se o que predomina são as baladas de fim de ano? Para que ir a celebrações cristãs se as programações dos shoppings são mais atrativas? 

   Acabo de chegar a conclusão que, no natal, Cristo atrapalha. O que todo mundo quer mesmo é comer e beber à vontade. Se gula é pecado, dane-se. Se "ficar de quatro" de tanto beber é divertido, "eu quero é mais". Não é assim que caminha a humanidade? 

   Em São Paulo, a Meca Natalina não é mais a Catedral da Sé, mas a rua 25 de Março. Chamam isso de "secularização" : a desvalorização do sagrado. Dá a impressão que Natal, sem Cristo, é melhor. Pelo menos não rola aquele peso na consciência. Afinal, o que é errado? O que é certo?  
     
     Verdade seja dita ,o Jesus da Bíblia não é apenas o "Jesus do Natal", é também o Jesus da Vida, Ele é a Vida! Não há na Bíblia (nem na tradição cristã dos primeiros séculos) qualquer indício de que o natal deva ser "comemorado". O tal "menino Jesus", cresceu (sabia?), e após sua morte e ressurreição tornou-se Senhor do Senhores, Justo Juiz, e voltará (acredite ou não) para buscar os que creem nele para a salvação.

   Se a celebração do natal não é  um sacramento mas, pelo contrário, acabou tornando-se o feriado da farra, da baderna, e  um carnaval de consumismo, então natal sem Cristo é melhor... Será? ( S.João 3:36)

Onde encontrar paz num mundo em convulsão?

     Silvio Brito na década de 70  cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com  “ – pare o mundo que eu ...