sábado, 14 de dezembro de 2013

E se Jesus não tivesse nascido...

     
     Esta é uma especulação aparentemente tola, mas que pode ajudar-nos a conhecer melhor o personagem bíblico que mais influenciou o mundo em que vivemos.
     Se Jesus não tivesse nascido, temo que a condição da mulher seria outra, pois ninguém fez tanto pela mulher quanto Jesus Cristo. Numa época em que mulheres não eram contadas nas genealogias, não podiam falar em público (nem com seus esposos) e não possuíam qualquer direito civil, o Filho de Deus assumiu forma humana "nascido de mulher" (Galátas 4:4), fazendo daquela menina a mais famosa entre as mais famosas mulheres. Ao receber a notícia de um anjo, fez a impressionante previsão: "doravante todas as gerações me considerarão bem aventurada"(Lc 1:48). Palavra dita, palavra cumprida. 
     Mas Jesus não parou por aí. À mulher apanhada em adultério (num flagrante ato de machismo covarde) Jesus disse: "ninguém te condenou? Eu tão pouco te condeno. Vai e não peques mais". Uma atitude de grande coragem numa sociedade em que a mulher era tida como um "pouco melhor" que um animal.
     Se Jesus não tivesse nascido não sei o que seria das desigualdades sociais. Os principais movimentos contra a segregação racial foram levados a efeito pelo cristianismo. Personagens como Martin Luther Kink e Nelson Mandela foram inspirados pelo mesmo Cristo que levou Paulo a fazer a mais contundente e extraordinária afirmação contra a segregação racial de que se tem notícia. Ao dirigir-se aos cristãos na Galácia afirmou "Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus" (Gálatas 3:26 à 28). E ainda: "Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos (Colossenses 3:11).
     Se Jesus não tivesse nascido, não sei como seria o mundo sem os movimentos de ajuda humanitária. Saiu dos lábios de Cristo a mais transformadora frase de todos os tempos: "ame ao teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:39). A Cruz Vermelha Internacional nasceu sob o impulso do cristianismo e muitas outras organizações humanitárias surgiram sob a sua sombra. A valorização do ser humano sofreu uma drástica transformação após o nascimento e expansão da igreja. Conforme o cristianismo avançava do oriente médio para a Europa, Ásia e África a mensagem do amor e da misericórdia do "judeu crucificado em prol de vis pecadores" foi combatendo toda barbárie e violência do homem contra o homem. Nas arenas, seres humanos eram devorados por animais por pura diversão. Com o advento do cristianismo, esta prática foi sendo eliminada.
     Enfim, se Jesus não tivesse nascido, não teríamos os "DESAFIO JOVEM" (clinicas de recuperação de drogados), não teríamos as "SANTA CASA DE MISERICÓRDIA", não teríamos CRISTOLÂNDIA, ong cristã instalada na famigerada "cracolândia" na capital paulista. Um exemplo de movimento humanitário para o mundo. 
     Enfim, historiadores ao longo dos anos, atribuem ao cristianismo as principais conquistas sociais como o surgimento dos hospitais, das universidades, da alfabetização em massa, da iniciativa privada, do governo representativo, dos direitos civis, da abolição da escravatura, da ciência moderna, do desenvolvimento das artes e principalmente, da salvação de almas eternas, por meio da fé naquele que disse: "Eu sou o caminho e a verdade e a vida" (Jo 14:6).
     Se Jesus não tivesse nascido eu não poderia estar escrevendo este artigo, pois em Março de 1981 Jesus Cristo  interrompeu a espiral descendente de degradação em que eu me encontrava e que fatalmente me levaria a uma morte prematura.
     Amigo, Jesus nasceu e esta é a mais importante notícia que já foi veiculada. Aceitando ou não, sua vida está inescapavelmente entrelaçada com a vida de Jesus. Sua morte de cruz tem um significado. Descobri-lo, reconhecê-lo e aceitá-lo é a essência da fé cristã, da verdadeira saúde mental, física e emocional, e mais do que tudo: da verdadeira vida espiritual, que começa aqui e jamais terá fim.
     Pense nisso.
     sergiomarcos59@hotmail.com
     

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Política limpa, cultura brasileira e "vamo que vamo".

A cultura brasileira tem sido uma cultura de corrupção. É utópico falar em erradicação da corrupção no Brasil. Os cientistas políticos afirmam que não existe país onde não haja corrupção. O que existe são os mais corruptos e menos corruptos, pois onde houver ser humano, haverá corrupção. Deixemos o planeta Marte em paz.

            Para que servem os partidos?
            Os partidos existem, não para proporcionar um governo melhor, mas para promover interesses egoísticos, todos os partidos, não poupo nenhum. Agem por competição, vaidade pessoal e em muitos casos, por pirraça mesmo, pura vingança.
            Outro dia abordaram um cidadão comum perguntando se era de direita ou de esquerda. “ – Sou brasileiro”. Nada mais sábio. O problema da política é o partidarismo e seus ideias pessoais (para não dizer familiares, amigos de infância, ou de bar). Precisamos de políticos que digam com orgulho: “- em matéria de política partidária, sou brasileiro”. O que importa é  se a proposta visa o que é honesto, lícito, bom para a população em geral. Simples assim.

            “Para-políticos”.
            Quem são eles?  São os detentores do poder maior: o poder aquisitivo. Não me iludo. E você, não se iluda também. Os que mandam no Brasil não se candidatam, não tem bandeira partidária. Fazem lobby. São os reais (quase falei verdadeiros) “manda chuvas” da nação. São, em média, acionistas de grandes empresas ligadas ao ramo da construção civil (ou das comunicações) ou bastiões de alguma grande multinacional. Mandam e desmandam na política como seus reais governantes. Se um dia isso acabar, as urnas funcionaram de verdade.
           
O Político acima de tudo.
            Você pode me achar um tanto pessimista. Acertou. “Maldito o homem que confia no homem”, diz o Livro de Deus. Mas “bendito é aquele que confia no Senhor” (Jeremias 17:5,6,7). Eu acredito em Deus. Caso contrário, só me restaria uma bala na cabeça. Sei que Deus é o Poder Superior (não sou maçom) que, acionado por meio da oração humilde, movida por interesses altruístas, é Aquele que “muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ... dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes” (Livro do Profeta Daniel, 2:21).  Acredito que haja pessoas sinceras na política e que continuem assim após um segundo mandato, o que é raro.  Acredito nisso por acreditar num Político acima de tudo e de todos. Um Político que não se corrompe, não muda, não sofre pressões, não se intimida, não se curva diante de ninguém e cuja proposta é limpa, ampla, objetiva, exequível e de recursos inesgotáveis. Quem é esse político? Leia o Salmo 23 e descobrirá.

            Viva o Brasil!  E tenha fé, muita fé. E "vamo que vamo".

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Matou a família e postou no Youtube.

   
     Os crimes entre desconhecidos estão perdendo lugar na mídia. Foi-se o tempo que nas manchetes tínhamos: "matou amante da mulher a facadas", "matou patrão com dois tiros na cabeça", "assassinou vizinho por noitada barulhenta", etc. 
     Já era. Hoje os crimes estão acontecendo em família. O lugar mais seguro da Terra, transformou-se num circo de horror. Pais que atiram filhos pela janela (os Nardoni), filhos que matam pais a pauladas (Suzanne Von Richotofen), filho que mata pai e madrasta (Gil Hugai), esposa que esquarteja marido (caso Yoki), menino que assassina a família e se mata (Marcelo Pesseghini) , e a última: mãe acusada de matar as duas filhas adolescentes. Não se admire com a seguinte manchete: "matou a família e postou no you tube".

     De quem é a culpa?

     Creio que está acontecendo uma tragédia social inusitada, prenúncio do fim. Estamos atingindo o fundo do poço.
     Acredito que a culpa não é do tráfico e/ou consumo de drogas; não é dos video games violentos; não é da corrupção ou qualquer outro mal. A culpa é da religião. Isso choca você? Não deveria.
     Quando me refiro a "religião", falo dos sistemas religiosos. Todos eles. Não poupo nenhum. 
     Quando o delegado encarregado do assassinato dos Von Richtofen  foi entrevistado por uma rede de TV aberta, sobre o que estaria faltando para a juventude brasileira, sem pestanejar, bradou em rede nacional: "-Está faltando Deus". Acertou em cheio. Está faltando Deus. O poder sobrenatural de Deus, os valores eternos de Deus, os princípios imutáveis de Deus, a revelação dos atributos de Deus, a santa Palavra de Deus. A culpa é de quem deveria nos apresentar Deus e nos está entupindo de religiosidade.

      Malditos religiosos!

      Os fariseus eram criteriosos observadores da lei mosaica, praticantes da caridade, pregadores incansáveis e vigilantes da doutrina de Jeová. Eram super conceituados na sociedade e tinham o respeito das autoridades romanas. Mas Jesus os atacou veementemente dizendo:   "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo" (Mateus 23:13). Essa acusação é gravíssima. Jesus lançou sobre eles a culpa de entulhar a porta da salvação. Jesus atribuiu a eles, os "puro sangue" de Israel, a culpa pelo estado deplorável da espiritualidade de sua época. Em todo seu ministério, os fariseus e líderes judaicos tentaram criar embaraços ao ministério de Jesus e esse sempre os colocou como cúmplices das trevas.   "Disse-lhes Jesus: 'Se Deus fosse o Pai de vocês, vocês me amariam, pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu não vim por mim mesmo, mas ele me enviou.  Por que a minha linguagem não é clara para vocês? Porque são incapazes de ouvir o que eu digo.  'Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira" (João 8:42 à 44).

      Preste atenção.

     Religiosos, ouçam o que lhes falo. Ninguém obterá a salvação por  haver abandonado os vícios, ou por ser um bom cidadão, ter adotado uma boa filosofia de vida e dar parte de seu dinheiro para ongs que cuidam de deficientes, crianças em vulnerabilidade social ou idosos carentes.  Só há um caminho para o céu, uma única porta de entrada, uma única senha de acesso, um único prestador de serviço, um único canal: CRISTO. Nenhum sistema humano possui procuração divina para inscrever, quem quer que seja, no Livro da Vida. Só Jesus de Nazaré tem esse poder. Só Jesus liberta. Esse poder foi conquistado em sua espetacular encarnação, em sua vida irrepreensível, em sua morte vicária e sua estupenda ressurreição. Mesmo sendo totalmente Deus e totalmente homem, Jesus conquistou essa condição. 
     Parem de "vender a fé". Parem com esse marketing religioso. Apaguem as luzes e encerrem o show. Curvem-se diante do único que possui autoridade no Céu e na Terra: JESUS. Admitam a falência da religiosidade marketeira, doentia, estéril e vazia. Removam todo entulho de seus costumes, dogmas, rituais, performances, chavões e mantras. Só Jesus Cristo salva.

     Libertação para as famílias.

     Os fariseus ficaram "possessos"  quando Jesus lhes disse que precisavam ser livres. Retrucaram imediatamente: "somos filhos de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém". Cheio de autoridade, Jesus devolveu: "Se Abraão fosse, de fato, pai de vocês, vocês imitariam a fé que ele teve". E acrescentou: "se o filho vos libertar, serei verdadeiramente livres". 
     É isso que a família brasileira precisa ouvir. Não um sistema do "faça isso que você melhora sua condição com Deus", mas "veja o que Cristo fez por você e arrependa-se".
     Sua família pode ser melhor. Sua família pode ser liberta. Não importa como ela se encontra. Jesus pode trazer libertação, paz e harmonia. Não tente com a religião. Simplesmente não funciona. Volte-se para Deus mesmo, em Pessoa, por meio de Jesus, a quem Ele mesmo providenciou para ser único, fiel e Todo Poderoso, com poder para trazer libertação. A imoralidade escraviza. A droga escraviza. A falta de perdão escraviza. Mas Jesus Cristo liberta. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Creia nisso.
     Só Jesus Cristo salva.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pátria de chuteiras? Nunca mais!

     O que tenho assistido nos telejornais (sérios) tem me levado às lágrimas. Sou da década de 1950 e  acompanhei 3 dos 5 mundiais ganhos pela seleção. Praticamente vi nascer a tão falada "pátria de chuteiras". Nossa baixíssima auto-estima de "terceiromundistas" ficava suspensa diante da conquista de um mundial. Nos sentíamos grandes e imponentes. Na época, o hino nacional e a bandeira brasileira só eram usados pelo povo, em dias de Copa do Mundo. O que vejo hoje nas ruas é surreal! Mais pessoas do lado de fora protestando  do que dentro, torcendo. Precisei me beliscar  para ter certeza de não estar sonhando.
    Amo futebol, mas reconheço que o povo brasileiro despertou para a sua verdadeira vocação:  participação,  envolvimento,  combate! Hoje podemos cantar: "verás que o filho teu não foge a luta" sem aquele gosto amargo da hipocrisia.
     Acredito que as próximas eleições serão bem  diferentes das últimas. Acredito que o processo de reforma política iniciado pelo povo durante a copa das confederações não retrocederá. Acredito que o que ocorreu nestes últimos dias foi uma legítima obra de Deus, em resposta a oração de seu povo. Acredito que a igreja cristã e evangélica brasileira se levantará e exercerá sua vocação intercessória. É agora ou nunca. Deus está abalando os alicerces da corrupção em nosso país. 
   Devemos todavia nos lembrar que:
1) Só Deus pode nos proporcionar uma vitória verdadeira e duradoura (Pv 21:31).
2) Cada cidadão deve praticar a honestidade e transparência em sua vida pessoal para ser digno de um governo do mesmo calibre.
3) A igreja deve eliminar as barreiras criadas por uma teologia distorcida, estrangeira e formar uma cosmovisão cristã fundamentada na Bíblia que promova os valores do Reino de Deus nos mais variados segmentos da sociedade.
4) Nas urnas, devemos votar em quem tem história, ficha limpa e vergonha na cara. Se não houverem candidatos que cumpram estes requisitos, votar em ninguém.
5) Que continuemos a gostar de futebol, o esporte mais popular do planeta, mas jamais colocá-lo no lugar de Deus, ou dos valores essenciais para que uma nação seja considerada justa.
     Se isso acontecer a partir destes dias históricos, com certeza diremos sem temor: a pátria de chuteiras finalmente assumiu sua nova identidade de "pátria amada, idolatrada".



       Salve, Salve!

sergiomarcos59@hotmail.com

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Manifestos por todo Brasil. E os cristãos?

     Há duas vertentes entre os que se consideram cristãos de fé evangélica. De um lado os que acreditam que "lugar de crente é na igreja, orando". Do outro, que "lugar de crente é na rua, lutando". 
    Em defesa da primeira posição, penso que o cristão é chamado a interceder (1a. Tm 2:1 e 2) e sua luta não é contra pessoas ou organizações humanas, mas um confronto espiritual(Ef 6:12). 
     Por outro lado, ser cristão também é "ir para a rua", pois Jesus disse que deveríamos fazer nossa luz brilhar "diante dos homens" (Mt 5:16). Como dizia o profeta: "Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva" (Isaías 1:17).
     Temo porém que tal engajamento seja passional, circunstancial, no "vai da valsa" e não fruto de uma convicção arraigada em conhecimento bíblico e política limpa. Temo que venhamos a perder o foco. A única ordem que Jesus deixou a Sua Igreja foi a de fazer discípulos e pregar a palavra (Mt 28:19 e Mc 16:15).
     Mesmo que a causa for justa, nobre e urgente, é preciso cautela e jamais abandonar nossa posição profética, intercessoria e apartidária. 
     As manifestações que assisto pela TV me lembram Pv 29:2 : "Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme". Sem dúvida, é um retrato do que estamos vendo nas capitais e grandes cidades do país. 
     Creio que lugar do crente é na rua, porém não sem antes orar, clamar, interceder pois o emprego da força não é nossa estratégia (Zc 4:6 b). 
     Sou contra a fé que prega alienação, mas não sou a favor de um engajamento onde parece que nós mesmos temos a força de mudar a nação. 
     Você que é cristão lute pelo Brasil. Primeiramente em oração (Jr 29:7). Não se esqueça, porém, das sábias e verdadeiras palavras do autor de Hebreus sobre os heróis da  fé: "Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido... reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.  Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria.  (...) Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial".
(Hb 11:14 à 16).
    Lugar de "crente" é na igreja, orando. Depois na rua, manifestando-se. Jamais na força da carne, mas no poder do Espírito.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Calma: há uma segunda chance.



Ele não teve uma segunda chance, mas você pode ter...
(Pênalti perdido por R. Baggio na copa de 1994, quando o Brasil conquistou o Tetra)


     Uma de nossas principais falhas é não conhecermos a nós mesmos. Presumimos que seremos capazes disso e daquilo, esperamos muito de nós mesmos, até que um dia escorregamos e fazemos coisas que acabam nos envergonhando. E a maioria de nós desiste e acaba abandonando a fé ou  acomodado a uma vida espiritual medíocre. Essa foi a razão da inconstância de Pedro, o Apóstolo de Cristo. Foi por isso que o anjo disse as mulheres após a ressurreição de Cristo: “Vão e digam aos discípulos dele e a Pedro: ‘Ele está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão, como ele lhes disse’ " (Mc 16:7). Nada demais, se não fosse uma referência particular à Pedro. Como sabemos, Pedro havia negado Jesus três vezes, e tão decepcionado  consigo mesmo ficou que voltou a sua antiga atividade profissional: a pesca. Pedro desconhecia-se a sim mesmo.
     “Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Rm 12:3). 
     Isso diz alguma coisa a você?

Só a Pedro foi dada uma segunda chance?
     Pedro representa pessoas que um dia decidiram seguir a Cristo, mas falharam. Voltou ao grupo dos discípulos porque recebeu o recado personalizado e sua segunda chance. O que foi decisivo para que Pedro voltasse? Como  foi reintegrado após haver voltado a sua velha vida? Trata-se apenas de “história” ou de um padrão de procedimento divino?

Convite personalizado.
     Assim como Pedro recebeu um convite personalizado, Deus te chama hoje pelo seu nome. Deus é Deus de indivíduos, não de massas. “Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: "Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu” (Isaías 43:1).

A “graça” de Jesus.
     Graça é a palavra (e doutrina) mais importante do Evangelho porque por meio dela, entendo que nada sou e nada posso ser, se o Senhor não vier  e não fizer o que jamais poderei fazer.  “Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:18,19). Isso te dá alguma esperança?

Perdão a si mesmo.
     Um exemplo Bíblico de “perdoar-se a si mesmo” é o de Davi, quando foi confrontado com Natã sobre a morte de Urias o Heteu. A criança que nasceu fruto do adultério, ficou doente e Davi não dormia nem comia, sentindo-se culpado pelo acontecido. Vejamos o que diz a Bíblia: “Davi, percebendo que seus conselheiros cochichavam entre si, compreendeu que a criança estava morta e perguntou: ‘A criança morreu? ‘ ‘Sim, morreu’, responderam eles.  Então Davi levantou-se do chão, lavou-se, perfumou-se e trocou de roupa. Depois entrou no santuário do Senhor e adorou. E voltando ao palácio, pediu que lhe preparassem uma refeição e comeu” (2ª Sm 12:19,20). Davi só recobrou ânimo, porque perdoou a si mesmo, credo no perdão de Deus. Você já ousou perdoar-se?

Decepção.
     Talvez você esteja decepcionado, não apenas com os outros, mas com você também. Cobra a si mesmo por não ter sido o que poderia (ou deveria) ser.
Mas quem me garante que Deus me dará uma segunda chance? Onde está escrito isso? Será que não foi só no caso de Pedro, por ser ele quem iria iniciar a igreja?  Ouça então a voz de Deus: “Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio” ( Apocalipse 2:5).

     Pedro aproveitou a chance que Jesus lhe deu, e em sua carta, no final da Bíblia dá a dica de como permanecer firme nos caminhos do Senhor: “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão” (2ª Pd 1:10).

     E você, vai aproveitar essa segunda chance?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Como se livrar dos sentimentos de culpa?



Uma das principais forças que impedem qualquer pessoa de crescer e prosperar é a culpa. A esmagadora maioria das pessoas não sabe lidar com ela. O resultado são doenças emocionais como  a ansiedade e a  depressão, que podem estar associadas a sentimentos de culpa não resolvidos. 
A religião costuma aumentar ou potencializar esse sentimento  transformando-a  num meio de manipulação por lideranças perversas. 
   Muita gente tem tentado resolver esse problema com terapias e medicamentos, mas a culpa parece um bicho  que vai devorando tudo por dentro. A maioria dos tratamentos apenas mascara o problema, piorando a situação. O que fazer?  
Primeiramente é preciso identificar o tipo de sentimento de culpa. Existe a culpa real, consequência natural de havermos violado uma lei moral ou espiritual. Esse sentimento é legitimo. Mas existe também a culpa injustamente atribuída. Alguns possuem certa sensibilidade e  acabam assumindo culpas que não são deles, simplesmente porque alguém disse: " - a culpa é sua".
Como discernir um do doutro? "Quem pode discernir os próprios erros?", disse Davi: "Absolve-me dos que desconheço! Também guarda o teu servo dos pecados intencionais; que eles não me dominem! Então serei íntegro, inocente de grande transgressão" - Salmo 19:12,13.
      Como se livrar da culpa e ser feliz?
     Primeiramente entenda que, o que você fez de errado precisa ser reparado.   "Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: "Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão (Salmo 32:5,6 - NVI). Assuma seu erro e confesse à Deus. 
     Lembre-se que a misericórdia de Deus é abundante e infalível. "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim" (Lamentações 3:22).
     Achegue-se ao Trono da Graça e receba a misericórdia. "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16). Deus está em seu Trono? Haverá um Juizo Final?
    Com certeza. Mas por enquanto, seu trono é de "Graça", de aceitação, de perdão e de misericórdia. Isso é uma boa notícia não é? Com isso, Deus tem um convite para você , um convite que você pode aceitar ou recusar, mas não pode ignorar. Ou você diz sim, ou não.
  ​ "Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. ​O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" - Apocalipse 22:16,17.
    Diga SIM, e venha JÁ!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O que mais me incomoda nas pessoas...

    ... é a falta de opinião. Gente que evita dizer o que pensa e quando diz, ao ser abordada para confirmar o que falou, "dá para trás", tergiversa, e vem com aquela história: "não foi bem assim". 
 .
     Já não estou suportando essa falta de caráter,  que diante de um pensamento contrário, pula pra trás.
     Se você é um desses, dá licença. Sua covardia me enoja.  Só se atreva a opinar quando estiver seguro que vai sustentar o que falou até o fim, aconteça o que acontecer.

     Podemos mudar de opinião? Claro. Só idiotas pensam que não. Já mudei meu pensamento acerca de muitas coisas, mas  dou satisfação. Digo: "de fato, sustentei meu pensamento neste sentido até que, após algumas reflexões e avaliações, decidi mudar" e pronto. O que não consigo mais engolir é essa história de achar e acreditar de acordo com as condições atmosféricas.

     Se você deseja separar verdadeiros amigos, crescer como pessoa e influenciar essa geração tão filosoficamente amorfa, forme opiniões e comprometa-se. Pague o preço de uma inimizade, se necessário, mas seja honesto consigo mesmo e com os que pensam como você.

     Um dos vultos mais importantes da história,  homem de opiniões fortes e inegociáveis, foi preso inúmeras vezes por isso -  falar e sustentar até o fim o que falou. Seu nome: Paulo, o Apóstolo. Diante da terrível controvérsia no seio do cristianismo sobre o consumo de alimento sacrificado á ídolos, e a confusão do "pode não pode" disse:  "​Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente" (Rm 14:5).

     Não seja uma marionete nas mãos de sua vaidade pessoal, da sua mania de querer sair-se bem a qualquer custo, de querer ser pé direito e pé esquerdo ao mesmo tempo. Se mudar de opinião, me avise. Caso contrário, não seja um cafajeste: tenha e mantenha sua opinião.
    

terça-feira, 9 de abril de 2013

Marco Feliciano: por quê devo me posicionar?

     O caso Marco Feliciano parece um poço sem fundo. Haja jornal, revista, blog, site, programa de TV, página do Face, etc. para falar do caso. Arre! 
     O que mais me incomoda (para não dizer, "enche o saco") é esta história de "ter que me posicionar" - contra ou a favor. Não vejo porque. Não é minha obrigação. Se não sou evangélico, tenho que ser contra? Se sou evangélico, tenho que me colocar a favor? Por quê?
     Marco Feliciano representa ele mesmo e não a classe evangélica, muito menos pastoral. O meio evangélico não tem uma voz única, um avatar ou papa. A Igreja Evangélica Brasileira possui tonalidades diferentes, bem diferentes, tão diferentes, que Marco Feliciano, dentro do contexto cristão evangélico, é amado por uns, ignorado por outros e combatido por outros tantos.
     Não vou me posicionar nem contra, nem a favor pelos seguintes motivos:
     1) A bandeira que ergo é a de Cristo e não de uma ideologia religiosa, mesmo que baseada no cristianismo histórico ou moderno.
     2) Minha missão nesta terra é pregar o evangelho e interceder em favor dos que estão investidos de autoridade. 
     3) Como intercessor, me cumpre orar por Marco Feliciano como autoridade que é e não me preocupar em ficar ao seu lado ou contra.
     4) Finalmente, a união entre homoafetivos implica em uso do livre arbítrio e das consequências naturais e espirituais. Cada um vai arcar com as escolhas que faz. Se um casal homoafetivo converter-se a Cristo (At 26:18), torna-se habitação do Espírito Santo (Rm 8:9). Será constrangido pelo mesmo Espírito Santo a viver o original da criação (Rm 1:26,27). O divórcio será uma decisão que implicará num discipulado comum a todos os demais cristãos héteros: "negar-se a si mesmo e levar a cruz dia após dia" (Mt 16:24).
     Com isso  em mente, deixem-me em paz. O "muro" é minha opção. Problema meu. Ufa! Falei...

sergiomarcos59@hotmail.com
     

terça-feira, 26 de março de 2013

A difícil escolha do líder.


     Se você lidera, mais cedo ou mais tarde, terá que fazer uma escolha: ser popular ou eficaz
     A eficácia está em obter resultados, que nem sempre podem ser  medidos numericamente.  
     A popularidade caminha no outro extremo. Depende dos números, dos adeptos, dos aplausos.
     Ser eficaz é atingir a meta, mas regido por valores pessoais, inegociáveis, eternos.
     Ser popular é negociar valores, propósitos, atento as expectativas alheias, modificando a rota para permanecer popular. 
     Ser eficaz é ser inflexível quanto ao rumo, ao destino, ao alvo desejado. Qualquer alteração passa pelo crivo da ética, da moral, do que já foi definido. O eficaz é servo e não senhor da sua missão.
     Ser popular é construir sobre a falácia de que "os fins justificam os meios". Ser eficaz, ao contrário, leva em conta a validade dos meios usados para se atingir o fim.
     Se optar por ser eficaz  irá contrariar muitos. Será julgado, sentenciado e condenado pelo tribunal da popularidade que não admite a retidão constante, destemida, obstinada.
     Se optar por ser popular,  terá muitos ao seu lado. Obterá prêmios, será paparicado, mas perceberá que atingiu "um fim" e não "o fim".  
     Se decidir ser eficaz  atingirá o alvo e os objetivos traçados, mas estará  ferido, desgastado e talvez esquecido. No entanto, na arquibancada da vida, haverá uma torcedora linda, fiel, agitando delicadamente uma bandeira com o seu nome, e cujo aplauso você jamais esquecerá.     
     Quem e ela? Sua consciência.
     Pense nisso.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Protegido.

                                                                    Você deseja segurança e proteção? 
Eu também! 

     As companhias de seguro sabem disso. As empresas de segurança privada e blindagem de automóveis também, mas pouco podem fazer quando o assunto  entra no campo sobrenatural, espiritual. Como posso blindar minha alma? Existe tal coisa?
     No universo religioso se fala de "fechamento de corpo", "neutralizador de mandinga", "anjo da guarda" e por ai vai...
No entanto, só um ser Todo Poderoso pode nos livrar quando o ataque tem sua origem na essência do mal. 
     "Aquele que habita no abrigo do Altíssimo, descansa à sombra do Todo-poderoso" (Salmo 91:1). Isso é proteção! É muito mais que uma teologia, uma crença, uma doutrina.     É  uma proteção que se dá por meio de uma cadeia de comando  espiritual com sua origem em Deus e vem de modo perfeito até indivíduos insignificantes como eu e você. 
     "Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês" - (Tiago 4:7)
     Deus é a única autoridade respeitada pelo nosso adversário, mas só pode considerar-se protegido os que se subordinam à Deus, em obediência!
     Por sua vez, Deus decidiu compartilhar essa autoridade suprema com outros seres humanos. Ele "guiou o seu povo pelas mãos de Moisés e Arão" (Salmo 77:20). Estes líderes não eram anjos, nem semi-deuses. Eram homens, falíveis, mas escolhidos para serem autoridade divina entre outros mortais. "Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens" diz Pedro (1a Pd 2:13). 
     A AUTORIDADE SUPREMA decidiu, em sua Soberania, guiar os destinos da humanidade, organizando uma rede de autoridade que emana de Seu Trono.
     Na Igreja, ocorre o mesmo. Somos considerados Igreja  "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular" (Efésios 2:20). Começando em Cristo, a autoridade passa por apóstolos e profetas, e chega até nós por meio da liderança constituída nas igrejas locais, com a seguinte recomendação: "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês" (Hb 13:17).
     Não basta ser cristão. É preciso estar em submissão no Corpo de Cristo, sua Igreja, para que a proteção de Deus seja eficaz. Pense nisso.     
    Companhia de seguros e alarmes monitorados auxiliam com respeito a segurança patrimonial. Mas a espiritual só Deus, por meio de Cristo, através dos líderes que ele determinou sobre nós. Essa  é á única segurança eficaz para proteger nossa alma das influências satânicas, que vieram para roubar, matar e destruir.

   Protegido.  E você?


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Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...