quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mude 2012.

Que me desculpem os otimistas, mas não vejo novidades para 2012. A gente chama de "ano novo" o que já sabemos que, de novo, não terá nada. Exemplo: a corrupção no Brasil vai acabar? Venceremos o fantasma da dengue? O trafico de drogas sofrerá um baque? As cracolândias desaparecerão? O índice de divórcios diminuirá? O processo eleitoral será marcado pela lisura e transparência? Gente: vamos acordar!
O comercial de um banco (bonitinho o filme) faz um tremendo estardalhaço sobre mudanças e diz que eu o você vamos mudar as coisas em 2012. Sem dúvida, uma linda mensagem. Mas cara, para a gente mudar alguma coisa nesse mundo, quem primeiro precisa mudar, somos nós. E bota mudança nisso. A coisa começa aqui dentro, ó, dentro da gente. 
Precisamos nos disciplinar, sermos diferentes do sistema. Precisamos aprender a andar na contramão e absorver os impactos. Viver a verdade para termos moral para denunciar a mentira. Encarnar a honestidade, a sinceridade (sem má educação), a pureza de caráter, a fim de exemplificar, com nossas atitudes, o que estamos querendo dizer com "mudança".
Como dizia o sábio: "A História sempre se repete. Não há nada verdadeiramente novo no mundo. Tudo já foi dito ou feito antes. Você pode mostrar alguma coisa nova? Como é que você sabe que isso não existiu há muito tempo?" (Ec 1:9,10).
Que seu foco para 2012 seja você mesmo: valores, pensamentos, hábitos, planos, ideais. Mude você  primeiro se deseja ver mudanças ao seu redor.
sergiomarcos59@hotmail.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cristão Vampiro (*)


      Cristãos vampiros estão mais perto do que podemos imaginar. Não vieram de uma distante "Transilvânia", não possuem os dentes caninos à mostra e nem podem ser espantados com alho ou crucifixo. Mas estão aí,  são muitos e podem ser encontrados em muitas igrejas evangélicas, inclusive na sua.
    Quando uma pessoa se diz cristã, e apenas se vale do sangue de Cristo para ter pecados perdoados e ir para o céu, sem nenhum comprometimento com o discipulado, a renúncia diária do ego no carregar da sua cruz, está apenas tentando se beneficiar do amor de Deus,  mostrando desconhecimento da doutrina da salvação, que ensina o senhorio de Cristo sobre todas as áreas da vida e não apenas de perdão dos pecados e habilitação para  um dia morar no céu.
     Não tente exortá-lo nem chamar sua atenção por algum erro ou falha. Não aceitará. Não tente pastoreá-lo, cuidar dele, mostrar caminhos, dar seu exemplo, etc. Não aceita que lhes digam o que deve fazer. Tem seu próprio modo de entender Deus e usa de expressões subjetivas para fugir de seus deveres (odeiam essa palavra). Suas expressões prediletas são:
    " - Eu não vejo desse modo", ou "- ainda não senti que devo fazer o que a Biblia está dizendo aqui", "não sinto que seja do jeito que você está falando", etc.
    Só o senhorio de Cristo me salva e isso significa estar em obediência à Ele por meio do discipulado, do relacionamento diário com Deus e de me conformar com seus planos, propósitos e praticas.  Em nenhum momento os discípulos foram orientados a formarem "membros de igreja" ou convertidos, mas fazer discípulos, aprendizes, alunos de Jesus Cristo.
    No Novo Testamento, a palavra "discípulo" (e semelhantes) aparece cerca de 250 vezes, enquanto o termo "cristão" apenas 3.
    Cristãos Vampiros são os que se alimentam dos benefícios do sangue de Jesus, achando que podem viver à margem de seus ensinos, mandamentos e expectativas para com seus seguidores.
    Pense nisso. Arrepie-se. Não espere a mudança da Lua. Converta-se já...


(*) Para continuar sendo honesto, a expressão "cristãos vampiros" não é minha, mas de Dallas Willard em seu livro "A grande omissão".

Como viver em paz em um mundo em convulsão?

Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...