sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O RACISTA.

     Quando tinha apenas 15 anos deparei-me com o sentimento mais vil de degradante existente na humanidade: o racismo. Eu não sabia o que era isso até que fui promovido de contínuo externo a contínuo da gerência em um grande banco na capital paulista. Razão da minha promoção: era o único contínuo "branco". Vim a saber deste motivo sórdido, meses após minha "promoção" e na época (um adolescente), nada pude fazer. Mas aquele sentimento horrível percorreu todo meu ser e me fez crescer repudiando toda e qualquer manifestação racista. A pessoa que cedeu seu lugar para mim além de mais antigo no banco era altamente qualificado para o cargo. Seu único erro: ter nascido negro.

     Para mim o racista tem pelo menos três graves problemas: é cego, infantil e covarde. É cego porque não enxerga a complexidade e diversidade existente na humanidade. Não consegue ver que as diferentes raças são um mosaico de criatividade e beleza. Só enxerga um tom, um estilo, e por isso é pobre.

     É infantil pois só os amadurecidos conseguem dividir espaços com pessoas de outras raças. Um dos sinais da maturidade é a arte de conviver com as diferenças. Ao invés dos anos lhe conferir crescimento, aumentam sua aversão a pessoas de outra cor. Não amadurece: apodrece.

     É covarde porque pratica atos de discriminação em relação ao que considera "minoria". Onde houver racismo, há uma pretensa maioria contra uma imaginada minoria que precisa ser "extirpada". Em meu dicionário isso é "covardia": aquele que se julga valente somente contra os mais fracos.

     No Brasil o racismo ganhou novas formas. Em São Paulo, por exemplo, nordestinos são discriminados por pretensos racistas. Como paulistano, nunca vi os nordestinos como alguém que veio de fora, fazer a vida na capital, infestando a cidade com um sotaque carregado e seus hábitos diferenciados. Os vi como meus semelhantes e que ajudaram a construir a terceira maior cidade do mundo. Tão cidadãos metropolitanos como eu. Mas alguns imbecis não consegue vê-los como brasileiros, trabalhadores, construtores da cidadania por que são cegos, infantis e covardes.

     Conheci uma pessoa que me confessou ter sentimentos racistas dizendo que não conseguia dar a mão a um negro, muito menos abraçá-lo. Disse entre lágrimas, pois não queria ser assim. Eu disse a ele que tal sentimento poderia ser eliminado por um poder maior: o poder da Criação, o Poder que nos fez humanos: o Poder de Deus. Ele saiu com um raio de esperança e nunca mais o vi. Creio que por sua sinceridade e vergonha demonstrada ali,  se arrependeu.

     Se você já sentiu algo assim, envergonhe-se. Isso é considerado na Bíblia como um grave pecado contra Deus. Jesus  veio ao mundo abolir o sentimento racista por meio da Igreja, que congrega pessoas de diversas raças formando um corpo, uma só família, filhos de um mesmo Pai.  A esses Deus diz: "Vocês estão vivendo uma espécie de vida totalmente nova, que consiste em estar continuamente aprendendo cada vez mais o que é correto, e procurando constantemente ser cada vez mais semelhante a Cristo, que criou esta vida nova no intimo de vocês. Nesta vida nova não importa a nacionalidade, a raça, a educação ou a posição social de alguém; estas coisas não significam nada. O que importa é se a pessoa tem Cristo ou não, e Ele é igualmente acessível a todos" ( Cl 3:10,11 - Bíblia Viva).

     Racismo nada mais é do que um sintoma típico de decadência, de falência social, de retrocesso e de completa alienação do original, criado por Deus.
    

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

INTEGRIDADE:a arte de ser confiável, sincero e transpaente.

Ser íntegro é um dom? Não. É um dever. Não importa em qual atividade estejamos envolvidos, ser integro é estar por inteiro. 
     Considero que, em matéria de integridade, três qualidades são imprescindíveis: confiabilidade, sinceridade e transparência. Parecem sinônimos, mas não são.
     Confiabilidade é o que projetamos nas pessoas quando estamos com elas. Irradiamos uma "aura" de confiança e as pessoas ao nosso redor sentem que podem confiar em nós. Conheço gente assim. Não sabemos exatamente o porque, mas "uma voz" parece nos dizer: " - você pode confiar nele". À estas pessoas confiamos segredos, delegamos responsabilidades e compartilhamos nossa vida. Nós não sabemos "como" nem "porquê", mas confiamos nelas e não nos decepcionamos. São pessoas que adquirem credibilidade.
     Sinceridade é a capacidade de falar sempre a verdade, mas com elegância. Sincero não é o "sem educação", que fala o que pensa. Não. Sincero é quem sempre te dirá a verdade, mas na hora certa e da maneira adequada. Você pedirá sua opinião sempre, pois sabe que ele não irá "dourar a pílula". O que é pau é pau, o que é pedra é pedra.
     E a transparência? Essa sim, é fundamental para que a integridade se concretize. Ser transparente é não usar máscaras, em hipótese alguma. A pessoa é o que é, fala de si em qualquer ambiente sem ser piegas ou bancar o coitadinho. Responde qualquer pergunta a seu respeito, mesmo que a resposta o deixe um pouco embaraçado. Preocupa-se com sua imagem ou reputação, com certeza, mas desde que não sacrifique a verdade dos fatos. É discreto, mas jamais omisso com respeito a seus sentimentos, quando esses são solicitados, em particular ou em público.
    Daniel foi íntegro. Sua integridade não foi negociada em momento algum.
   O ministério requer pessoas íntegras. A igreja o requer. A sociedade o requer. A vida o requer. Mas a integridade tem uma condição "si ne qua non": a descentralização do ego. .
    O "leões" farejam nossa vida, mas o cheiro da integridade os manterá à distância.

CONSAGRAÇÃO: o segredo do campeão.


Nascemos para vencer. Ninguém questiona isso. Vitória é informação genética. É DNA. O que muitos ainda não descobriram é a chave que conduz a vitória.
            Há quem diga que o talento natural é imprescindível e outros, a especialização. Poucos tem pensado em “consagração”.
            Colhendo informações nos textos originais da Bíblia, podemos definir  consagração como: “Dedicar-se a algo (ou alguém) de modo exclusivo e constante, integrando tal devoção a sua identidade pessoal”. Ou seja: quem se consagra, o faz com intensidade de propósito e acaba confundindo-se com o próprio objeto de sua consagração. 
           Ninguém pensa em Ayrton Senna sem imaginar um carro de fórmula um, muito menos em Renato Russo sem “ouvir” uma de suas canções. Em se tratando de espiritualidade cristã, como posso me consagrar vivendo numa sociedade onde os valores do cristianismo são tidos como ultrapassados e sem nenhum sentido numa cultura pós-moderna?
            Toda consagração exige contraste. Um nadador que deseja uma medalha olímpica terá que sacrificar  momentos de diversão para ir além dos seus colegas. Isso se chama contraste. Como seguidor de Cristo, somos  chamados para “sermos  inculpáveis e irrepreensíveis no meio de uma geração corrompida e perversa a fim de brilharmos como luzes no mundo” (Fl 2:14,15).
            Além disso, toda consagração para Cristo visa demonstrar que Ele é digno de nossa consagração. “Vivam de maneira digna do Senhor”  (Cl 1:10).  Num mundo onde o conceito de “Deus” está tão deturpado com as mega-igrejas e os escândalos dos que se dizem cristãos, consagrar-se é sinônimo de “representar” a Deus dignamente.
            Mas o mais importante, creio eu, é a formação de uma nova identidade. Continuamos a ser nós mesmos, mas incorporando, por meio da consagração, a identidade de “discípulos de Cristo”. Deus anseia ser reconhecido por meio de nosso testemunho. A Bíblia diz que somos “cartas vivas”, ou seja, uma mensagem divina escrita em seres humanos, para seres humanos.  Deus deseja nossa santidade pois Ele, que nos criou a Sua imagem, é santo.
            Você nasceu para vencer? Eu não tenho dúvidas. Se a vitória não é uma de suas características, algo está errado. Você tem talento e se especializou, mas não se imagina "no pódium"? Talvez o que esteja faltando seja exatamente isso: consagração.
            “Confie no Senhor de todo o seu coração; nunca pense que sua própria capacidade é suficiente para vencer os problemas. Em tudo quanto for fazer, lembre-se de colocar Deus em primeiro lugar (isso é consagração). Ele guiará os seus passos e você andará pelo caminho do sucesso” (Pv 3: 5,6 – Biblia VIVA).

             
           

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

VIDA ESPIRITUAL FORA DA IGREJA.


Posso criar minha própria comunidade cristã 
com amigos que eu mesmo escolho e “curto”? 

                          
Esta pergunta não faria sentido, se fosse feita a dez ou vinte anos atrás. Mas hoje é pertinente e exige uma resposta convincente. 
 Aumenta o número dos que se dizem evangélicos (ou cristãos protestantes) que não “curtem igreja” ou reuniões religiosas.  De fato, nestes tempos pós-modernos, as instituições estão sob suspeita, e a igreja, é uma delas.
“ – Não preciso ir a igreja para expressar minha fé”, dizem, em sua maioria, internautas de linha teológica liberal e de classe média baixa, para cima.

Por que precisaria de uma igreja?
Seria a igreja local, com sua liturgia, clero, templo e doutrinas, um impulso ou um entrave ao desenvolvimento da fé e da espiritualidade? Cansados dos cultos “aula” ou dos “shows” da fé, inúmeros membros de igrejas evangélicas (e até católicos), tem optado por uma expressão mais simples, com grupos de amigos, onde a leitura bíblica, oração e cânticos, associados a prática de caridade, bastam para satisfazer sua religiosidade latente. Neste caso, a espiritualidade torna-se algo pessoal, que o individuo desenvolve por meio de um kit montado por ele mesmo, sem submeter-se a rituais, horários, deveres e cobranças típicas das instituições.

E aí?
O que dizer da igreja institucional? Estaria moribunda? Desconectada da realidade? Vendida ao materialismo? Apóstata? Nas mãos de mercadores da fé? De coronéis autoritários desprovidos de sentimento?
O tal movimento dos “sem igreja” seria uma resposta legítima a este abandono dos princípios que nortearam o cristianismo ao longo dos séculos? Precisamos evitar a generalização e buscar a essência do que seja o cristianismo ou  “comunidades de fé”, cuja âncora seja a Bíblia, a  Palavra de Deus.

A “Igreja” e “as igrejas”.
Primeiramente é preciso diferenciar “a Igreja” das “igrejas”.
A Igreja, com “I” maiúsculo, é chamada nos meios acadêmicos de “Igreja Invisível”, ou seja, núcleo formado por pessoas das mais variadas raças, povos, tribos, línguas e nações, espalhadas por toda a face da terra, sem cor denominacional, cujo único ponto em comum talvez seja a experiência do “novo nascimento”.  Jesus Cristo não fundou igrejas, mas "a Igreja", e a chamou de “minha igreja”, que organizada embrionariamente com onze apóstolos, foi posteriormente desenvolvida por meio de profetas, evangelistas, pastores e mestres, cuja práxis inclui encontros informais nos lares, reuniões litúrgicas em locais maiores (ginásios, praças, templos), a prática da caridade, o discipulado, o batismo, a santa ceia, evangelização e missões.

As igrejas.
Ao longo dos anos, igrejas foram sendo formadas, reformadas, divididas e subdivididas, formando assim imensas instituições. A história eclesiástica tem entendido que “A Igreja” se expressa por meio das “igrejas locais”. Pergunto: é  possível fazer parte "da Igreja" (dita invisível) e não congregar numa "igreja local"?

Feridos em nome de Deus.
Marilia de Camargo César escreveu um livro, pela Editora Mundo Cristão, com o mesmo nome deste subtítulo, onde afirma (ou justifica) a existência de vida cristã alheia a igreja local com base no que denominou de “abuso espiritual”, ou seja, feridas provocadas pelo autoritarismo dos que se projetam como líderes detentores de poder e autoritarismo institucional. O livro encerra com sua experiência pessoal numa pequena célula, desgarrada de vínculo com qualquer movimento organizado,  se apresentando como alternativa para agregar pessoas cansadas da manipulação e abuso de líderes que confundiram autoridade espiritual com poder religioso. A máxima em grupos como estes são as palavras de Jesus: “onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei eu, no meio deles”.

Uma família de fé.
De fato, a igreja deixada por Cristo, é uma família de fé, informal, caseira, de  liderança plural onde não há pastores no sentido moderno do termo, e sim irmãos com dons pastorais, evangelísticos, proféticos e de ensino, que se revezavam promovendo crescimento numérico, desenvolvimento espiritual e proteção contra heresias. Esse modelo funcionou perfeitamente ao ponto da igreja sobreviver a séculos sob ataque do gnosticismo, do movimento judaizante e das mais variadas heresias. No entanto, conforme a humanidade foi deixando os modelos tribais, passando pelo sistema feudal e adquirindo contornos organizacionais mais complexos com a revolução industrial e as mais variadas formas de capitalismo e socialismo, houve necessidade de uma organização mais adensada o que levou a institucionalização do cristianismo como religião, surgindo então as denominações e suas estruturas de poder.

Um organismo organizado.
A Igreja é um organismo vivo, pois sua cabeça é Cristo e sua corporação é formada de seres humanos renascidos da água e do Espírito. A Igreja é o Corpo de Cristo na terra, movendo-se no poder do Espírito Santo, cuja finalidade é glorificar a Deus e propagar sua mensagem a todo o mundo em sua geração. A organização é fundamental para sua expressão numa sociedade como a nossa. Porém, a organização não deve sufocar o organismo. Toda organização é bem vinda, desde que não prejudique a vida orgânica da igreja. Há igrejas em que, a organização, a hierarquia e a estrutura, não permitem o fluir do Espírito Santo. Antes, faz com que o poder passe às mãos de líderes imaturos, desprovidos da graça salvadora de Jesus, que se apegam demasiadamente (ou exageradamente) a estatutos, regras, regimentos, etc. e deixam de lado os princípios bíblicos que foram dados por Deus para regular as relações entre os irmãos em fé. Numa igreja assim, o ar puro fica rarefeito, a graça é substituída pelo legalismo, o louvor pela música, o kerigma pela preleção, o culto pelo show, o fiel dá lugar ao cliente (ou adepto) e o Espírito Santo é apagado. Mas  a igreja como organismo prevalece sobre a estrutura humana, dando espaço a informalidade, simplicidade, amor, misericórdia, profecia (legítima) e o ensino e proclamação das Escrituras, no poder do Espírito Santo. Dessa forma, jamais será obsoleta. Pelo contrário: prevalecerá sobre as estruturas humanas e será um refúgio para os filhos de Deus.

Por que acredito na igreja.
Estou na igreja de Cristo à mais de trinta anos, e não me vejo fora dela. O tipo de relacionamento que há entre irmãos em Cristo não tem paralelo em nenhuma sociedade humana, por mais avançada e evoluída que seja por um simples motivo: o Espírito da Criação, que mantém vivas todas as coisas e as sustenta com seu poder, está nela. Ainda não encontrei nada mais belo que o brilho dos olhos de um novo convertido. Ainda não vi empolgação maior da que existe na vida de um irmão (ã) que está crescendo na fé.  Nada mais poderoso que uma vigília de oração, nem ousadia maior da que existe no evangelismo pessoal. Não apreciei nada semelhante a vibração que há no louvor à Deus, nem grandeza maior do que quando estamos de joelhos na presença do Rei Jesus.
Não há sobre a face da terra nenhum substituto para o legítimo ministério pastoral, nem para a oração uns com os outros.
A Igreja existe a mais de dois mil anos e existirá, se necessário for, mais 10, 50 ou 100 mil, pois onde houver uma alma perdida, com fome e sede de justiça, haverá um filho de Deus convidando-a para uma reunião cristã.á igrejas


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PÁSCOA:Mantenha o foco e cuidado com o galo cantor.

     Um simples galo ocupando o papel de psicólogo? Pois é. (E há quem subestime os animais). Mas... me diga aí: quando isso aconteceu?

      (João 13:31 à 38)
     Judas desapareceu na noite.  Deixou o grupo para tornar-se traidor.  O Mestre se ocupa agora em preparar seus onze amigos para os acontecimentos que se seguiriam e anuncia uma novidade: o “novo mandamento”. Ignorando o assunto, Pedro faz a pergunta: “- Senhor, para onde vais?” O Mestre, à poucos instantes, havia dito que iria para um lugar onde seus amigos não poderiam acompanha-lo, mas Pedro insiste : “...por que não posso seguir-te agora? Darei a minha vida por ti.” Falou demais, quis se projetar, insistiu, e foi humilhado: "Você me negará três vezes, antes do canto do galo"
      O que aconteceu com Pedro? 
     Quão facilmente perdemos o foco. O assunto central era o anuncio do “novo mandamento”, mas Pedro não está atento ao que o Mestre está dizendo, muito menos no futuro do grupo. Está pensando em si.  O Mestre queria deixar seus amigos focados e compenetrados na sua missão, mas Pedro, esta mais interessado no que aconteceria a si mesmo, caso o Mestre os deixasse. Perdeu o foco, falou demais, foi humilhado na frente de todos, e pior: quando o galo cantou (por volta das três da manhã), já  havia negado o Mestre três vezes. O galo cantor foi seu psicólogo! Após seu canto estridente, Pedro entendeu tudo a seu respeito numa auto análise relâmpago: perdeu o foco afastando-se e negando o Senhor. 
      Todo senso de orientação desaparece quando perdemos o foco.
     Como manter o foco?
     Amar o Mestre te ajuda a manter o foco (vs.33). Não basta acreditar. O melhor crente que existe é o diabo: "crê e treme". Se você não tiver um sentimento de amor pelo Mestre, vai perder o foco. Deus quer que "corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé"(Hb 12:1,2).
     Amar os irmãos te ajuda a manter o foco (34). Isso não é uma opção, nem sugestão. Ele foi claro: é um mandamento. Se fosse fácil  não haveria necessidade de uma ordem. "Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão"(1ª João 4:20).
     Amar menos a si mesmo te ajuda a manter o foco (36 à 38). Pedro se superestimava em relação aos demais. Com o incidente do galo cantor,  Pedro descobriu que ele não era tudo o que achava de si mesmo. "...ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu" (Rm 12:3) ou  "sejam honestos na avaliação de si mesmos" (Viva), ou ainda "não se achem melhores do que realmente são"(NTLH). 
     Quer saber? Toda vez que você perdeu o senso de orientação acabou permitindo que a tristeza e a depressão assumissem o lugar da vibração e da energia que emanava de uma vida dedicada e comprometida. Isso aconteceu porque perdeu o foco. Não são seus erros ou pecados que te afastam do caminho, mas perder o foco, a atenção, a concentração no que realmente importa: viver para (e com) o Mestre.
     



Pense nisso, regule a lente, e volte a ser feliz.
sergiomarcosmevec@gmail.com



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eu? Judas???

     Eu já "malhei o Judas". Aquele boneco se despedaçava debaixo das pauladas que recebia da molecada do bairro e todos se divertiam. Nem todos sabiam  o que estavam fazendo. Só os católicos mesmo, que iam a missa e tudo mais.
     Hoje, a sós com minha Bíblia, refleti consternado, que Judas é mais que um personagem sinistro da históira. Mais que uma figura no imaginário religioso brasileiro. Judas pode ser qualquer um de nós. Judas pode ser... eu mesmo.
     Sim, quem era Judas? Natural de Judá (o único entre os doze) era culto, apto em administração financeira e politizado. Talvez membro da elite pensante em Israel. Foi  chamado por Jesus e recebeu diretamente do Senhor, uma missão: ser seu representante na face da terra. Seu título: apóstolo.
     Quem é Judas? 
     Judas é aquele que foi amado por Jesus (João 13:1) e participou da santa ceia (Lc 22:17 à 21). Acabou, no entanto, se desconectando de seu Mestre. Roupeu sua amizade com Jesus assim que percebeu que suas aspirações não conferiam com as propostas do Nazareno, mas permaneceu no grupo. 
     Ainda hoje, entre os religiosos, sejam de linha católica ou protestante, ortodoxos ou carismáticos, reformados ou pentecostais, se algum seguidor de Cristo perde sua comunhão e intimidade com Jesus e permanece entre seus seguidores, torna-se um Judas. 
     "- O Senhor diz:  "Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens" (Isaías 29:13). Como diz aquele trecho da música "Astronauta de mármore" do grupo "Nenhum de nós", década de 1990: "...não era mais o mesmo mas estava em seu lugar".
     Se eu e você, posamos de bonzinhos, metidos a religiosos, com "cara de santo", usufruindo da imagem de "boa praça" e pessoa acima de qualquer suspeita, mas não temos mais paixão por Cristo e não mais o seguimos como modelo de integridade e espiritualidade, nos tornamos tão sórdidos e mesquinhos como Judas.
    Malhei o Judas até que entendi que sua pessoa não entrou para história apenas como um traidor miserável, mas como um espectro sinistro que permanece dentro de cada um de nós. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quem está dirigindo a sua vida?

    Você mesmo? As pressões da turma? Suas carências? A opinião dos outros? Os astros do zodíaco? O acaso? A sorte? Quem???
     Se deseja que Deus assuma a direção, precisa refletir no que isso significa:
      Primeiramente, decida ser humilde de coração e ouça conselhos. Não apenas com o aparelho auditivo, mas com desejo de praticar.
     Jamais aja sob pressão. Está para nascer aquele que agiu precipitadamente e dirigiu-se diretamente para o centro da vontade de Deus. Não se esqueça: o diabo é o pai da pressa.
     Antes de procurar uma palavra por meios sobrenaturais, vá para a Bíblia e veja o que Deus está dizendo a milhares de anos sobre o assunto. Creio em sonhos e revelações, mas nunca colocarei a Bíblia em segundo plano. Antes de saber o que "Deus está falando", devo estar ciente do que ele já falou.
     Ore com pessoas que te conhecem e te amam o suficiente para te confrontarem, se necessário. Gente que não tem medo de colocar sua amizade em risco, se for para te trazer a razão e colocar teus pés no chão. A maioria das burradas que cometemos foi quando a emoção se tornou senhora da razão.
     Só decida quando estiver plenamente certo de haver conhecido a vontade do Senhor sobre o assunto. Deus tem prazer em compartilhar sua vontade específica para cada área de nossa vida.
     Por último, entenda que nem sempre Deus te dirigirá por estradas asfaltadas, balanceadas e protegidas. Há caminhos que parecem seguros aos seres humanos, mas ao final, se revelam caminhos de morte. Por sua vez, a Bíblia já alertou: o caminho de Deus é estreito!
     "Eu o ensinarei" – diz o Senhor - "e mostrarei a você o caminho por onde deve andar. Eu mesmo lhe darei conselhos e o vigiarei. Não seja estúpido e teimoso como um cavalo ou uma mula; eles precisam de rédeas e freio para andarem pelo caminho certo". As pessoas desligadas de Deus terão de passar por muitos sofrimentos, mas quem confia no Senhor será acompanhado de perto pelo seu amor cuidadoso. Alegrem-se por causa do Senhor! Cantem de prazer e felicidade, todos vocês, justos. Sim, vibrem de alegria todos os que procuram sinceramente agradar ao Senhor! (Salmo 32:8 à 11)

Como viver em paz em um mundo em convulsão?

Silvio Brito na década de 70 cantava uma canção que se tornou hit rapidamente. Cada estrofe começava com “ – pare o mundo que eu quero...