terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Como aprendi a admirar os ateus.

     

     Desde que me conheço por gente
fui instruído a ver os ateus como seres esquisitos, anti cristos e filhos do Demo, mas ao longo dos anos aprendi a admirá-los por alguns motivos simples:



     Vivem num país que se proclama "estado laico", mas que está imerso num caldeirão de religiosidade que extravasa em todas as esferas da sociedade desde os nomes de grandes cidades como São Paulo, São Caetano, São Bernardo e Santo André, passando pelos corredores dos hospitais com seus crucifixos e capelas de oração até a completa isenção de impostos aos templos religiosos.

    Aprendi a admirá-los, pois precisam preencher formulários de internação dos hospitais, entrevista em empregos e em alguns casos até de pesquisas de opinião com a pegunta: "tem religião"? Estão sempre tendo que dar resposta negativa e sendo vistos como pessoas esquisitas e colocados sob suspeita.

     Geralmente são pessoas cultas, antenadas e  não suportam a superficialidade com que os religiosos defendem sua fé. Tais "crentes" se apresentam simplistas e desprovidos de argumentação inteligente o que tem  "justificado" a existência e crescimento dos "sem religião" ou simplesmente, ateus. Acrescente-se a isso os escândalos envolvendo padres e pastores. Aqueles, por pedofilia, e estes por ganância e ostentação. 

     Além disso, desde o final do século 19,  pensadores falaciosos insinuam que fé e ciência são intrinsecamente excludentes. Ignoram que a Bíblia não é um livro de ciências e o Método Científico não é um tratado teológico. O livro " A origem das espécies" é até hoje uma teoria de Charles Darwin e o criacionismo científico vem ganhado corpo nas universidades de todo o mundo.

    Em resumo: se os crentes não provam a existência de Deus ninguém ainda provou que Ele não existe. Sabe-se que o ser humano é incuravelmente religioso e um adorador por excelência. Adora desde o astro rei (o Sol) até um roedor como o camundongo. Seria seu anseio pelo transcendente um sinal de sua alienação do Criador  e uma das provas da existência de Deus? A comunidade científica já admite : uma explosão não gera ordem, mas desordem. O acaso não produz sincronia, mas caos. De onde procedem o sentido de certo e errado numa tribo indígena que ainda não teve contato com a "civilização"? Seria a consciência do ser humano um reflexo, ainda que tênue, da imagem e semelhança de Deus?

     Aprendi a admirar os ateus pois manifestam coragem
ao assumir sua posição apesar de estarem imersos numa cultura religiosa. Repito: admiro os ateus, não o ateísmo. Conclamo-os a que não "comam das mãos de outros", mas investiguem por si mesmos os postulados teístas e as bases da fé judaico cristã.

Sugestão de leitura: Sete razões para se confiar na Bíblia, Erwin Lutzer, Editora Vida, 1998. - Mais que um carpinteiro , Josh e Sean McDowell - United Press, 2012.


     

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