sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A vida é um baile de máscaras...

     Ocultar a identidade é algo comum,  não apenas entre os heróis da TV. Mais comum ainda é não conhecer sua própria identidade. Por não sabermos ao certo quem realmente somos, nos valemos de máscaras a fim parecermos agradáveis diante de certas pessoas e obter vantagens nas oportunidades que a vida nos apresenta.
     Máscaras possuem data de validade não revelada. Por desconhecermos quanto tempo durarão, acabam caindo em momentos impróprios, revelando quem de fato somos.
     Nos acostumamos tanto com as máscaras que admitimos nos relacionar com pessoas mascaradas, mesmo sabendo que não estamos tocando sua real identidade. Vivemos aquela do "me engana que eu gosto". Levamos a vida assim, como num imenso "baile de máscaras" até que a verdade vem a tona, as luzes se acendem, as máscaras caem e os defeitos da face ficam evidentes." Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12:2).
     A própria vida se encarrega de criar circunstâncias onde fica insustentável o uso da máscara. Nossa real identidade acaba sendo confrontada. As motivações do coração, questionadas, e acabamos tendo que admitir quem de fato somos e dar as pessoas o livre acesso ao que durante muito tempo conseguimos ocultar. 
     Deus sabe como nos ensinar a sermos autênticos. Como fez com seu povo Israel (Dt 8:2), nos leva ao deserto, nos prova nas carências, nas aflições, na solidão, para que por meio de nossas reações, o coração seja exposto e o conteúdo do frasco, derramado.
     Ser autêntico é uma bênção, mas amedronta pelo receio da rejeição. Tentar manter a máscara, pode ser pior, pois costuma cair sem aviso prévio, quando estamos no centro do palco, sob as luzes da ribalta, com platéia lotada.
     Ai...

sergiomarcos59@hotmail.com

     
     

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